Seriados
debochados normalmente fazem sucesso na televisão americana. O êxito de The Office demonstra isso de forma autoexplicativa.
Mesmo que se passe dentro de uma empresa, os personagens são peculiares e
possuem uma boca afiada. Deboches, sátiras, ironias e situações nonsense
imperam de forma quase absoluta. E como são no formato mockumentary (que imitam
ser um documentário), esses seriados dão uma sensação diferenciada para quem os
assiste.
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
Parks and Recreations: primeiras impressoes
Seriados
debochados normalmente fazem sucesso na televisão americana. O êxito de The Office demonstra isso de forma autoexplicativa.
Mesmo que se passe dentro de uma empresa, os personagens são peculiares e
possuem uma boca afiada. Deboches, sátiras, ironias e situações nonsense
imperam de forma quase absoluta. E como são no formato mockumentary (que imitam
ser um documentário), esses seriados dão uma sensação diferenciada para quem os
assiste.
É o caso
de Parks and Recreation, seriado de 2009 da NBC que segue até os dias de hoje. A
trama possui todos os traços acima mencionados e também é uma sátira política,
dentro de um órgão burocrático da prefeitura da cidade fictícia de Pawnee, no estado
americano de Indiana.
A
história se passa em torno da funcionária pública Leslie Knope, que possui o que
parece ser uma função simples: ajudar a enfermeira Ann Perkins a construir um
parque comunitário no local de uma construção abandonada, mas acaba por
encontrar muitas dificuldades durante o seu caminho.
A trama
é contada e às vezes os personagens dão suas opiniões diretamente para a
câmera, técnica amplamente utilizada por realities shows e documentários em
geral. O humor negro está sempre presente, o que dá um ar diferente ao seriado
cômico, não sendo aquelas comédias padrão, apesar de também ser considerada uma
sitcom.
Vale a pena assistir senão pelo humor negro, pelas caras ingênuas e engraçadas da premiada atriz que interpreta Leslie, Amy Poehler.
Por Gabriel Johnson
domingo, 18 de novembro de 2012
Nada de ficção, tudo de realidade
Como uma produção
independente pode fazer sucesso? Pouca gente sabe responder a essa pergunta. Se
soubesse, não seria uma produção independente. Eu acho. Mas o que o filme “500
Dias com Ela” (500 Days of Summer, 2009) acabou fazendo, com certeza é sucesso.
E duradouro.
A película é de 2009, mas o
sucesso perdura até hoje. O enredo original talvez seja a principal diferença
deste filme. Normalmente os clássicos hollywoodianos apresentam finais felizes,
após todos os dramas em que os protagonistas passaram. Acabaram por ficarem
juntos e é isso aí. Em “500 Dias Com Ela”, no entanto, foi diferente.
O filme conta a história
de um homem, Tom (Joseph Gordon-Levitt), morador de Los Angeles. Sua vida até
então era normal, sem grandes desafios. Monótona. Até que ele conhece a nova
assistente de seu chefe, Summer (Zoey Deschanel). Eles acabam por se
descobrirem compatíveis. Tom acaba se apaixonando por Summer. Ela não.
Apesar das idas e vindas,
eles ficam junto durante um tempo. Até que não mais. O desfecho, no entanto,
não a mostra se apaixonando por ele. Pelo contrário, ela acaba deixando o
protagonista, que entra em profunda depressão. Até que encontra outra pessoa a
quem dá uma chance.
Desculpe se acabei por
contar o final, mas foi preciso. O personagem que foi deixado pela “namorada” acaba
aprendendo lições de vida úteis. Não é a mesma coisa que acontece na realidade?
Ouso dizer que é um dos poucos filmes que retratam a realidade tal qual ela é,
e não as nossas fantasias e desejos projetados.
O filme conta com uma
trilha sonora impecável, quase inteira de rock independente e alternativo. Há
um pouco de folk rock também. Por esse motivo, acaba agradando adeptos deste
estilo musical. E adolescentes comuns que já passaram pro algum amor não
correspondido. Com certeza acontece com todo mundo, mas o cinema de um modo
geral mostra apenas estórias felizes, acabando por iludir as pessoas. Claro, principalmente
crianças e adolescentes, mas adultos também.
Outro clássico que fez
bastante sucesso pelo final triste e se distanciou dos demais, foi “Casablanca”,
de 1942. Setenta anos depois, as histórias acabam por não mudar, como a vida e
as relações sociais.
sábado, 28 de abril de 2012
Intriga de Estado, de mídias, de caráteres...
| Intriga de Estado (2009) |
Alguém se lembra do filme
Intriga de Estado (Universal Studios, 2009)? Um interessante thriller político
envolvendo um congressista americano e um jornalista da capital estadunidense,
Washington. É o típico filme que conduz o espectador em uma linha de raciocínio
e no final muda toda ela. Surpreende com toda a reviravolta e ainda mostra um
lado do jornalismo que não se vê todos os dias: a parceria e as diferenças
entre o jornalista padrão e das antigas, Cal McCaffrey (Russell Crowe), e a repórter
novata e inexperiente, Della Frye (Rachel McAdams), durante a investigação de
um caso de um possível homicídio.
A história do filme é mais
ou menos assim. Stephen Collins (Ben Affleck) é um político americano que se vê
ameaçado quando descobrem que a sua amante e parceira de trabalho morre,
inicialmente tratando-se por homicídio. O melhor amigo de Stephen, Cal
McCaffrey, jornalista que trabalha em um jornal em Washington, começa a
investigar o caso e descobre que as coisas vão muito além de um simples
suicídio. A relação dos dois é posta em prova a cada passo que o jornalista dá
em busca da verdade.
![]() |
| A enfurecida editora do jornal e os dois repórteres |
O filme é baseado em uma
série inglesa da BBC. Para quem gosta de suspense, eu recomendo. Além disso, a história
é inteligente e deve ser assistida com atenção, para que você mesmo possa
juntar os pontos do mistério. Além disso, temas polêmicos como escândalos
sexuais, corrupção e guerra são amplamente abordados no filme. A crítica também
é implícita e põe em cheque as políticas do governo norte-americano e as
privatizações, principalmente da guerra.
Deve-se também refletir
intensamente sobre o jornalismo, com a intensa e perigosa busca pela ‘exclusiva’,
e o papel das relações públicas na construção e transformação da imagem de seus
clientes – normalmente políticos – e situá-los no contexto atual da sociedade,
gerida essencialmente por interesses e estratégias de manipulação pública.
domingo, 14 de agosto de 2011
Divã
O filme que foi baseado no grande sucesso de Martha Medeiros seguiu os passos do livro e ocupou posições de destaque na mídia.
Na história o público assume o lugar de divã e presencia um período da vida de Mercedes e com ela compartilha as angústias e os êxitos da vida.
A grande atriz Lília Cabral dá vida à personagem principal e cativa o público com o ótimo trabalho e equilibra momentos de alegria e tristeza com naturalidade e destreza, coisas que só a vida real poderia proporcionar. Um ótimo filme, de altíssima qualidade, sinal do grande momento do cinema nacional.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Sempre Ao Seu Lado (Hachiko: A Dog's Story)
Histórias que envolvem animais têm despertado os sentimentos mais profundos em quem as lê, ouve ou assiste. As histórias geralmente são as mesmas, envolvendo as mesmas travessuras, aventuras e dramas. Com Sempre Ao Seu Lado não é diferente.
Acredito que haja uma onda de carência ou, ainda, a falta de sensibilidade no cotidiano para que histórias bobinhas se tornem inesquecíveis e surpreendentemente emocionantes. No filme o personagem de Richard Gere (Parker) encontra um filhote de cachorro na estação de trem, ele o recolhe e o leva para casa. Parker e Hachiko, Hachi para os mais íntimos, se tornam inseparáveis e Hachi passa a acompanhar Parker todos os dias à estação de trem, depois volta para a casa e próximo ao horário da volta de Parker, Hachi, prontamente vai à estação para esperá-lo. A história se repete por anos.
Não vejo como falta de sensibilidade da minha parte não ter achado o filme emocionante nem mesmo após saber que a história é baseada em fatos reais. Lógico, reconheço a intensidade da relação, mas acontece que certas coisas viram rotina para os animais e acaba que o real motivo de determinados atos não é ver o dono, como no caso do filme, e sim porque faz parte do cotidiano e neste ponto a sensibilidade perde espaço para a razão. Nós acabamos interpretando reações animais como se fossem humanas e este é o nosso erro.
O filme é bom, bonito e mostra uma relação de amizade, retrata da melhor maneira a velha expressão "o cão é o melhor amigo do homem", mas como eu disse, interpretamos conforme nos convém situações não humanas para suprir nossas carências e dificuldades.
domingo, 20 de março de 2011
Lixo Extraordinário (Waste Land)
A produção brasileira com parceria inglesa resultou em um trabalho que representa muito mais do que arte, resultou na livre manifestação dos sentimentos mais sinceros e profundos mostrando a beleza por trás do sofrimento, uma análise dos detalhes de um todo.O documentário conta os bastidores do projeto criado por Vik Muniz, a transformação de lixo em arte pelos trabalhadores de um dos maiores aterros sanitários do mundo. A ideia é simples e profunda, mostrar a realidade dos catadores através da arte criada a partir de seu meio de sobrevivência.
A beleza está ao perceber a felicidade naquelas pessoas com uma vida tão diferente da que a maioria de nós está acostumada, encontram a felicidade e motivação para viver sem jamais perder a vontade de sonhar e crescer. O resultado final das obras é exatamente a essência da análise que deve ser feita, olhando atentamente ao todo encontramos diversas particularidades, partes importantes que compõem o geral sem perder a sua importância ou significado.
Uma excelente produção, um projeto maravilhoso e uma perfeita demonstração do espírito da arte na sua forma mais fiel e sensível.
segunda-feira, 14 de março de 2011
O Segredo De Seus Olhos (El Secreto De Sus Ojos)
Filme de Juan José Campanella, conhecido por dirigir alguns episódios de séries consagradas como "30 Rock", "House", "Law and Order", etc. é uma adaptação do livro La Pregunta de Sus Ojos, de Eduardo Sacheri.A história é ao redor de um assassinato. Uma jovem é morta após ser violentada dentro de sua própria casa, Benjamín Espósito, funcionário público da justiça penal argentina se envolve na investigação. Pouco a pouco o quebra-cabeça começa a ser montado e os fatos passam a se encaixar, apesar da ideia do insolúvel predominar no ambiente criminoso, as fortes intenções de justiça tendem a predominar, ainda que sejam ofuscadas pelas mentes corruptas. A história que é contada paralelamente em dois períodos tem seu início quando Benjamín está aposentado e resolve encontrar uma ocupação, pretende escrever um livro sobre o caso que trabalhou há anos atrás, justamente o caso da jovem assassinada, o caso que terminou em nada, o caso não resolvido pela justiça formal. Ao longo da trajetória de desenterrar informações sobre o caso, Benjamín revê pessoas que se envolveram no caso anteriormente e os caminhos se abrem para um possível solucionamento do caso há tanto adormecido.
O enredo é formidável e a forma como é contado é ainda mais. Um caso não tão peculiar, na realidade um caso absurdamente comum, milhares de histórias de assassinato como este acontecem diariamente e muitas ficam sem ter seus culpados punidos, justamente pela justiça falha ser administrada por mentes corruptas e egoístas. Logicamente, a segunda parte, onde há o envolvimento de Benjamín e seu livro, é a parte romântica da história, a parte que guia e dá charme, é quase uma melodia. O único ponto que deixa a desejar é quantidade de informações que acontecem paralelamente a história, muitas vezes o foco se perde e detalhes inúteis são despejados violentamente ao público, fazendo que o ambiente de suspense se perca e a ênfase se dissolva entre drama e romance. No restante não há pontos indesejáveis é um ótimo filme de altíssima qualidade.
terça-feira, 13 de julho de 2010
O Golpista do Ano (I Love You Phillip Morris)
Para nós, brasileiros, é importante ressaltar um detalhe importante a respeito deste filme, a monstruosa participação de Rodrigo Santoro (As Panteras Detonando- Charlie’s Angels Full Throttle- e 300). Alguém viu ele no filme? Claro, estou sendo sarcástica, mas que a atuação foi fraca, aaah isso foi.
O filme mostra a história de Steven Jay Russell, um homem normal, com uma vida normal, com uma família normal, enfim, tudo absolutamente normal. Porém, Steven é homossexual, e mantém casos paralelos ao seu casamento e um dia, enquanto ia ou voltava de um encontro, sofre um acidente de carro, o que o fez decidir em viver a sua vida do seu jeito, independentemente do que fosse dito por terceiros.
A partir deste ponto, Steven assume a sua vida homossexual publicamente, contudo, começa a ir a falência devido às altas necessidades impostas a esse novo momento, e de certo modo, ainda é “explorado” pelo seu companheiro, Rodrigo Santoro, que nem nome tem no filme. Então Steven começa a dar golpes em empresas, mas empresas sem grande êxito, uma coisa do tipo bem chinelão e passa a ser um procurado pela polícia.
Steven vai preso, e na prisão conhece Phillip Morris, um almofadinha que viria a ser a razão de sua vida. O filme é basicamente isso, sem grandes emoções porém com cenas bem românticas, até demais. As atuações são fracas, com exceção de Ewan McGregor, juro, cheguei a pensar que ele era realmente gay. Jim Carrey deixa a desejar, como inúmeras vezes fez, a sensação que tive ao ver o filme é que ele tentava não fazer aquelas caretas absurdamente exageradas, mas parecia que a vontade de fazer isso ia crescendo dentro dele de tal modo que de repente, explodia, e lá se ia mais uma cena arruinada por causa do exagero Jimcarreyano.
A história do filme é boa, dá para tirar vários pontos positivos, coisas do tipo “seja você e não se importe com o que os outros vão pensar”, mas é só isso, não tem mais nada de interessante ou que compense o tempo perdido.
O trailer do filme pode ser visto aqui.
O filme mostra a história de Steven Jay Russell, um homem normal, com uma vida normal, com uma família normal, enfim, tudo absolutamente normal. Porém, Steven é homossexual, e mantém casos paralelos ao seu casamento e um dia, enquanto ia ou voltava de um encontro, sofre um acidente de carro, o que o fez decidir em viver a sua vida do seu jeito, independentemente do que fosse dito por terceiros.
A partir deste ponto, Steven assume a sua vida homossexual publicamente, contudo, começa a ir a falência devido às altas necessidades impostas a esse novo momento, e de certo modo, ainda é “explorado” pelo seu companheiro, Rodrigo Santoro, que nem nome tem no filme. Então Steven começa a dar golpes em empresas, mas empresas sem grande êxito, uma coisa do tipo bem chinelão e passa a ser um procurado pela polícia.
Steven vai preso, e na prisão conhece Phillip Morris, um almofadinha que viria a ser a razão de sua vida. O filme é basicamente isso, sem grandes emoções porém com cenas bem românticas, até demais. As atuações são fracas, com exceção de Ewan McGregor, juro, cheguei a pensar que ele era realmente gay. Jim Carrey deixa a desejar, como inúmeras vezes fez, a sensação que tive ao ver o filme é que ele tentava não fazer aquelas caretas absurdamente exageradas, mas parecia que a vontade de fazer isso ia crescendo dentro dele de tal modo que de repente, explodia, e lá se ia mais uma cena arruinada por causa do exagero Jimcarreyano.
A história do filme é boa, dá para tirar vários pontos positivos, coisas do tipo “seja você e não se importe com o que os outros vão pensar”, mas é só isso, não tem mais nada de interessante ou que compense o tempo perdido.
O trailer do filme pode ser visto aqui.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Fantástico Sr. Raposo

Uma “nova animação” feita em padrões diferentes dos quais a tendência do momento indica. Uma animação no formato stop motion, aquele usado na “Fuga das Galinhas”, que é uma técnica de animação quadro a quadro com recurso a uma máquina fotográfica ou por computador. Normalmente utilizam-se desenhos em papel ou no computador, ou ainda modelos reais em diversos materiais, como por exemplo massa de modelar, mais conhecida como massinha de modelar (nossa, grande diferença, mas vai dizer, é bem mais conhecido assim). No cinema o material utilizado tem que ser mais resistente e maleável, visto que os modelos têm que durar meses, pois para cada segundo de filme são necessárias aproximadamente 24 quadros, ou frames.

Depois faço uma postagem mais específica, explicando como são feitas as animações em stop motion.
O filme mostra as proezas de um fantástico senhor raposo que sempre tenta estar em vantagem sobre alguém, mesmo que seja só por “esporte”.
O Sr. Raposo e a Sra. Raposa viviam no crime (nossa que dramático), assaltavam os pobres fazendeiros e roubavam as suas galinhas e outras coisas comestíveis que estivessem no caminho, até o dia em que a Sra. Raposa descobre que está grávida e eles decidem largar essa vida, porque sabe como é, o crime não compensa. Porém o Sr. Raposo não consegue viver muito tempo longe do hobby criminoso e decide voltar à atividade sem o consentimento da esposa. A partir deste ponto, várias “aventuras” acontecem, vários problemas se desenrolam e várias análises são possíveis de serem descritas. Entre elas de fazer uma comparação figurada da sociedade atual, onde o mais forte, digo o mais, esperto, sempre tem êxito sobre os menos privilegiados, ou seja, menos espertos ou menos malandros. Perceberam a semelhança?
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Star Trek
Star Trek mostra uma época anterior aos demais filmes da série, neste as aventuras interestelares das naves da Enterprise contra os inimigos romulanos são constantes, a iniciação do jovem James Kirk na Academia da Frota Estrelar cheia de problemas e os conflitos de Kirk com Spock mais tensos.
O filme não possui aquele charme que as versões originais, porém é muito bem construído e possui um enredo interessante, não previsível (talvez), com muitas cenas de tirar o fôlego e algumas cenas engraçadas.
Kirk é jovem, não conheceu o pai, já que este morreu no dia de seu nascimento tentando salvar os passageiros da nave da Enterprise, e desde cedo sempre gostou de aprontar, enfrentar os medos e ousar da adrenalina, até que um dia recebe um convite para participar da Academia Frota Estrelar, mas é claro, que nem tudo é simples assim, Kirk apronta muitas coisas pelo caminho, algumas vezes é punido, abusa da irresponsabilidade infantil e deixa seus colegas completamente irritados. O interessante é observar o desenvolvimento da personagem, de inconsequente para (bom, quem assistir ao filme saberá) e de como as ideias malucas (inconsequentes) as vezes tem um fundo de lógica e até podem dar certo.
O filme não possui aquele charme que as versões originais, porém é muito bem construído e possui um enredo interessante, não previsível (talvez), com muitas cenas de tirar o fôlego e algumas cenas engraçadas.
Kirk é jovem, não conheceu o pai, já que este morreu no dia de seu nascimento tentando salvar os passageiros da nave da Enterprise, e desde cedo sempre gostou de aprontar, enfrentar os medos e ousar da adrenalina, até que um dia recebe um convite para participar da Academia Frota Estrelar, mas é claro, que nem tudo é simples assim, Kirk apronta muitas coisas pelo caminho, algumas vezes é punido, abusa da irresponsabilidade infantil e deixa seus colegas completamente irritados. O interessante é observar o desenvolvimento da personagem, de inconsequente para (bom, quem assistir ao filme saberá) e de como as ideias malucas (inconsequentes) as vezes tem um fundo de lógica e até podem dar certo.Recomendo Star Trek com muita pipoca, para relembrar o sucesso da franquia. Vida longa e prospera!
quarta-feira, 31 de março de 2010
Deixa Ela Entrar (Lat Den Rätte Komma In)

Eu nunca havia assistido a um filme sueco, confesso que quando estava com o filme em mãos adiei assisti-lo o máximo que pude. Burrice.
Segundo o livro do sueco John Ajvide Lindqvist, também roteirista do filme, encontramos na história Oskar, um menino de 12 anos, que sofre com o maldito bullying e de sua nova amiga vampira Eli, ou melhor amigo.... Ok, deixe eu explicar. Eli, na realidade é um menino com feições femininas que há muito tempo foi castrado e, como todo bom vampiro, tem sua juventude preservada eternamente.
Este detalhe sobre Eli, apenas o livro relata. Durante o filme, em momento algum é possível deduzir que a menina é um menino, até porque Oskar se apaixona por ela e ela se apaixona por ele (tudo bem, nos dias de hoje isso não significa nada, mas vamos usar a teoria).

Até aí tudo bem, que bonitinho né? Parece até “plágio” de Crepúsculo, mas agora é que vem o diferencial. O filme possui cenas beeeeem tensas e macabras, cenas cheias de sangue e ao mesmo tempo gentis e suaves. Eli é uma vampira então precisa se alimentar de sangue, mas é o seu “pai” mortal que faz o trabalho sujo, ele simplesmente caça os jovens indefesos, retira o sangue e leva para a casa (bonitinho, né? Hehe), livrando, assim, a filhinha de qualquer perigo.
Ao longo do filme, vemos a amizade colorida das crianças crescer, Eli passa a proteger Oskar (esta é a parte gentil!!) de seus colegas praticantes de bullying, só que do seu jeito, e o jeito de vampiro, devo concordar, que segundo o filme, não é nada simpático.
O que eu achei engraçado no filme é que por mais que Oskar fosse uma criança, ele não se assustava com as coisas que Eli fazia, o amor mascarava qualquer ato mórbido, Enquanto, nós que assistimos ao filme, ficamos tensos, surpresos e enojados. Apesar dos detalhes, o filme é fantástico e ao mesmo tempo simples, manifestando pequenos instintos e sentimentos humanos e, teoricamente, não humanos.
domingo, 7 de março de 2010
Bastardos Inglórios
Christopher Waltz é o cara que salvou Bastardos Inglórios, não digo Bastardos personagens, e sim, o próprio filme.
A atuação de Waltz é a melhor coisa que encontramos no filme, quer dizer, nos primeiros 5 minutos o filme é ótimo, tem uma trilha boa (uma versão moderna de Beethoven- o que devo admitir que não combinou com clima de II Guerra Mundial, mas é boa), temos suspense e uma amostra da competência de Waltz ao mostrar sua versatilidade lingüística. Mas há um erro, a cena é gigante, demorada, cansativa e desmotivadora, assim como o resto do filme.
150 minutos de filme e me senti dentro de um campo de concentração, sendo usada como cobaia por médicos nazista. O filme quase não tem ação, e quando tem, é tão rápido que quase não notamos. Acho que o tempo não foi bem administrado, não condeno ninguém por ter feito um filme longo, até porque se formos observar os melhores filmes e os maiores campeões em premiações cinematográficas são filmes longos, porém em um filme de “guerra” tem que haver ação, tensão e suspense, por mais que seja uma sátira, caso contrário o filme que já é demorado fica muito mais demorado.
Bastardos Inglórios traz uma boa história, mas acho que o filme deveria ter outro título, já que os Bastardos Inglórios são quase que coadjuvantes e Christopher Waltz, obviamente, é encarregado de roubar a cena. Não acredito que Tarantino vá ganhar o Oscar de melhor diretor, porque seria injustiça. Juro que não estou considerando o que pensou sobre o trabalho de Tarantino, mas ele mais uma vez não fez um bom trabalho. Também não acredito que o filme ganhe o melhor roteiro, se ganhar vai ser por ter uma boa história e alguns diálogos interessante e só. Mas agora o que nos resta é esperar pelo Oscar e ver se teremos surpresas.
terça-feira, 2 de março de 2010
Avatar
A produção e os primeiros esboços de Avatar começaram em 1994, isso mesmo beeeem antes de Titanic e nesta época, Cameron já estava desenvolvendo o roteiro, que na época tinha apenas 114 páginas. Porém por vários motivos o projeto começou a ser adiado e no meio da “confusão” surgiu o projeto Titanic e as filmagens de Avatar ficaram para mais tarde ainda. O filme passou a ter inicialmente a data de estréia em 1999, mas como ainda não havia tecnologia suficiente, o filme foi adiado um pouco mais.
O filme não tem mais nada, quer dizer, tem, tem um roteiro fraco, que eu acho que ainda é aquele lá de 1994, será que ele não teve tempo de desenvolver o roteiro um pouco? Pois é, ainda tem a trilha, que não é boa, mas também não é ruim, além das atuações fracas (talvez a única que se salve seja a de Sigourney Weaver, mas também não é fantástica)
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Nine
Nine é um filme baseado na vida e no filme de Frederico Fellini, 8 1/2. Mas quem foi Fellini?
Fellini foi um dos maiores cineastas italianos, nasceu em 1920 e morreu em 1993. Fazia duras críticas à sociedade sem fazer o filme perder a magia da sétima arte. Ficou conhecido pelo estilo único e marcante, que mesclava fantasia e imagens barrocas. Também colecionou diversos prêmios, entre eles o Oscar honorário, no ano de sua morte. Além de 4 Oscar de melhor diretor e mais 7 de melhor roteiro original.
Quanto a Nine, além de ter no nome uma forte indicação da influência do filme de Fellini, já que, há uma lógica, logo que o filme de Fellini se chama 8 1/2 e Nine, quer dizer nove em inglês (seria, talvez, um tipo de continuação), temos também os mesmos nomes dos personagens (Guido, Claudia, Carla, etc.) e, além do óbvio, a história semelhante.
8 1/2 é uma auto-biografia de Fellini, protagonizado pelo grande Marcello Mastroianni. O filme conta a história de um cineasta que está no meio de uma crise de criatividade e resolve se internar em uma estação de águas, para tentar se recompor e passar a entender a si mesmo.
Em Nine, temos uma situação parecida, um cineasta está no meio de uma crise de criatividade , isto o leva a atrasar e comprometer o seu próximo filme. Além do problema com a criatividade, o cineasta tem que aprender a equilibrar em sua vida as suas grandes musas (a esposa, a mãe, a amante, a confidente, a atriz, a jornalista e a prostituta de sua juventude).
O filme não possui uma música tema marcante, e assim como o personagem, o filme também usa o equilíbrio. Praticamente cada personagem tem a sua música, e a canta apenas uma vez.
A direção artística é linda, usa e abusa da sensibilidade e dos ritmos. Dois exemplos são as apresentações da cantora Fergie e da atriz Kate Hudson. A primeira faz uma apresentação forte, com uma coreografia forte, além de usar o pandeiro como uma forma de marcar os compassos e ditar o ritmo. Já a segunda também faz uma grande apresentação, mas esta marcada por uma coreografia mais simples, mas mesmo assim, encantadora.
O figurino do filme, achei fantástico! Só pelo figurino dá para deduzir, parcialmente, o que cada uma das mulheres é, é quase como se tivesse vida ou falasse sozinho. LINDO!
Não achei que o filme teve grandes atuações, ou alguém que tenha se destacado, nem mesmo o diretor, que fez um grande trabalho em Chicago.
Eu gostei do filme, não sei se isso é devido ao fato de eu ter ido assistir sem esperar nada de espetacular, já que o filme não havia caído no gosto do público nos Estados Unidos e as críticas não haviam sido boas, mas me surpreendi e encontrei um filme sensível e com o mesmo jeito Fellini de ser.
Fellini foi um dos maiores cineastas italianos, nasceu em 1920 e morreu em 1993. Fazia duras críticas à sociedade sem fazer o filme perder a magia da sétima arte. Ficou conhecido pelo estilo único e marcante, que mesclava fantasia e imagens barrocas. Também colecionou diversos prêmios, entre eles o Oscar honorário, no ano de sua morte. Além de 4 Oscar de melhor diretor e mais 7 de melhor roteiro original.
Quanto a Nine, além de ter no nome uma forte indicação da influência do filme de Fellini, já que, há uma lógica, logo que o filme de Fellini se chama 8 1/2 e Nine, quer dizer nove em inglês (seria, talvez, um tipo de continuação), temos também os mesmos nomes dos personagens (Guido, Claudia, Carla, etc.) e, além do óbvio, a história semelhante.
8 1/2 é uma auto-biografia de Fellini, protagonizado pelo grande Marcello Mastroianni. O filme conta a história de um cineasta que está no meio de uma crise de criatividade e resolve se internar em uma estação de águas, para tentar se recompor e passar a entender a si mesmo.
Em Nine, temos uma situação parecida, um cineasta está no meio de uma crise de criatividade , isto o leva a atrasar e comprometer o seu próximo filme. Além do problema com a criatividade, o cineasta tem que aprender a equilibrar em sua vida as suas grandes musas (a esposa, a mãe, a amante, a confidente, a atriz, a jornalista e a prostituta de sua juventude).
O filme não possui uma música tema marcante, e assim como o personagem, o filme também usa o equilíbrio. Praticamente cada personagem tem a sua música, e a canta apenas uma vez.
A direção artística é linda, usa e abusa da sensibilidade e dos ritmos. Dois exemplos são as apresentações da cantora Fergie e da atriz Kate Hudson. A primeira faz uma apresentação forte, com uma coreografia forte, além de usar o pandeiro como uma forma de marcar os compassos e ditar o ritmo. Já a segunda também faz uma grande apresentação, mas esta marcada por uma coreografia mais simples, mas mesmo assim, encantadora.
O figurino do filme, achei fantástico! Só pelo figurino dá para deduzir, parcialmente, o que cada uma das mulheres é, é quase como se tivesse vida ou falasse sozinho. LINDO!
Não achei que o filme teve grandes atuações, ou alguém que tenha se destacado, nem mesmo o diretor, que fez um grande trabalho em Chicago.
Eu gostei do filme, não sei se isso é devido ao fato de eu ter ido assistir sem esperar nada de espetacular, já que o filme não havia caído no gosto do público nos Estados Unidos e as críticas não haviam sido boas, mas me surpreendi e encontrei um filme sensível e com o mesmo jeito Fellini de ser.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Simplesmente Complicado
Simplesmente complicado fez renascer das cinzas um tipo de comédia agradável, inteligente e madura, algo que estava fora dos cinemas há algum tempo.Jane, vivida por Meryl Streep, está separada há 10 anos de Jack, Alec Baldwin,- já que este o traiu-, e Jack se casou novamente, com uma linda e jovem mulher. Na formatura do filho, Jane e Jack se reencontram e aquela velha chama, há muito não alimentada, resolve reacender e as circunstâncias acabam levando os dois a ter um caso. Jane de ex- esposa se vê como amante.
O tempo vai andando e entre as aventuras juvenis, Jane contrata um arquiteto, Adam (Steve Martin), para fazer algumas modificações da estrutura de sua casa, mas o que acaba acontecendo é uma desestruturação psicológica de Jane. Jane de “apenas” amante se vê em um triangulo amoroso.
O filme traz incríveis atuações, um roteiro excelente e maduro, apesar do espírito jovial. Meryl Streep consegue, mais uma vez, se auto-superar e nos fazer viajar e gargalhar muito por dentro.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Dragon Ball
Dragon Ball é um assunto delicado. O filme foi tido por muitos como um dos piores do ano, e infelizmente, em certos pontos estão certos.
Ao assistir o filme eu tive a imprensão de que eu estava assistindo uma mistura de Matrix com Power Rangers. Não lembro de o desenho ter todos aqueles movimentos à La matrix, nem das criaturinhas do mal que mais parecem personagens do Power Rangers. O que também ficou perdido no filme foi a espaço temporal. O enredo do filme necessitava de mais tempo, mas devo confessar, se tivesse mais 10 minutos, seria uma perfeita sessão de tortura.
Só para dar uma pausa nas coisas ruins, vou falar de algo que me chamou a atenção: os efeitos de câmera. Eu simplesmente adorei os slow motions que foram realizados, esses efeitos sempre dão um toque especial.
Voltando ao que o filme tem de não bom (só para ser boazinha)... além do que eu havia dito, ainda temos: péssimos efeitos visuais, péssima maquiagem (sério, terrível) além da trilha (não vou comentar) e que de Dragon Ball só tem o nome e as esferas do dragão.
É, acho que podemos considerá-lo um filme não muito bom.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
A Princesa e O Sapo
Já faz algum tempo desde a estréia do filme, mas só consegui assistir agora e me decepcionei. A Disney já fez filmes melhores, já usou histórias e tecnologias melhores.
A princesa e o sapo possui e mesma essência que a história que conhecemos. Aquela história, contada há várias gerações, da princesa que beija um sapo e este se transforma em um lindo e perfeito príncipe. Porém no novo filme da Disney encontramos uma plebéia que beija um sapo príncipe ou príncipe sapo, como preferir, e magicamente se transforma em, adivinha? Em uma rã!
E para piorar, a princesa não é princesa no início do filme e o príncipe é meio fajuto também, ele precisa encontrar uma mulher rica para poder ter a riqueza liberada pelo pai. Assuntos meio estranhos para serem tratados em um filme infantil, não acham? Mas tudo bem, a Disney pode.
E a partir daí a história se desenrola, com algumas aventuras, surpresas e romance (ingredientes essenciais em uma produção da Disney). O filme é bom, para ruim não serve, mas não tem o brilho, a emoção e o “feeling” que outros filmes da Disney possuem. Acho que isto se deve ao fato da grande expectativa criada, sabe, mais uma princesa Disney! Eu esperava mais.
A princesa e o sapo possui e mesma essência que a história que conhecemos. Aquela história, contada há várias gerações, da princesa que beija um sapo e este se transforma em um lindo e perfeito príncipe. Porém no novo filme da Disney encontramos uma plebéia que beija um sapo príncipe ou príncipe sapo, como preferir, e magicamente se transforma em, adivinha? Em uma rã!
E para piorar, a princesa não é princesa no início do filme e o príncipe é meio fajuto também, ele precisa encontrar uma mulher rica para poder ter a riqueza liberada pelo pai. Assuntos meio estranhos para serem tratados em um filme infantil, não acham? Mas tudo bem, a Disney pode.
E a partir daí a história se desenrola, com algumas aventuras, surpresas e romance (ingredientes essenciais em uma produção da Disney). O filme é bom, para ruim não serve, mas não tem o brilho, a emoção e o “feeling” que outros filmes da Disney possuem. Acho que isto se deve ao fato da grande expectativa criada, sabe, mais uma princesa Disney! Eu esperava mais.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Onde Vivem Os Monstros
É um filme que aparenta muito menos do que realmente é. Quando vemos o filme “a olhos nus” acreditamos que é mais um filme infantil onde a criancinha cria um mundo imaginário e blá blá blá. Mas não é! Acreditem.Há alguns anos lançaram um filme espanhol chamado “O Labirinto do Fauno”, que não teve muita repercussão, pelo menos aqui na minha cidade, e várias pessoas que o assistiram o viram também, a “olho nu” e acharam o filme terrível, sim isso é uma indireta, o pior de todos. Devo afirmar que estão erradas. O filme fala muito mais do que aparenta. Bom, rapidinho, a história é ambientada durante a Guerra Civil Espanhola, mostra o sonho de uma menina, cujo pai morreu e a mãe casou com um oficial do exército, de ser princesa, mas seus sonhos são podados pela mãe que acredita que histórias infantis são perda de tempo. Porém a menina descobre que é uma princesa fugida de um país restrito, um país que poucos sabem da existência e que para poder voltar para o país ela deve realizar algumas tarefas dadas por um fauno.
Olhando assim, não parece historinha da Disney? Pois é... Na realidade o que acontece é algo muito mais profundo. A menina por não poder manifestar abertamente o seu sonho acaba criando mentalmente um mundo onde ela pode ser o que ela realmente é e o que ela realmente quer ser, um mundo onde ninguém pode interferir, um mundo protegido e onde não existem coisas más e onde tudo é possível e bonito. É um abrigo psicológico. E o mesmo acontece com o filme Onde Vivem os Monstros. Max é uma criança que necessita de atenção, porém não a tem, e como muitas crianças, acaba tendo crises para chamar a atenção e quando é repreendido ferozmente pela mãe, a única reação que tem é fugir. E o que acontece? Certo! Ele vai para um mundo onde ele pode ser o que quer, onde ele é o rei, onde todos o obedecem e o paparicam. Um mundo dele, um abrigo psicológico onde vivem os seus monstros.
O filme é incrível, simpático e profundo. Tem um roteiro simples, mas cheio de mensagens escondidas que devem ser analisadas profundamente. As atuações são muito boas também, quer dizer, a atuação de Max Records, que vive o também Max, que é fantástica, os outros são medianos e às vezes fracos.
Veja a ficha técnica no Granada Filmes
Sherlock Holmes
Está ai um filme que muitos esperavam! Assisti na última sexta-feira e garanto, não é um filme para ser visto depois de um dia de trabalho. O filme é bem longo e não possui muito daquele suspense que estamos acostumados a encontrar nos livros de Sir Conan Doyle, porém quando tu acha que está quase desistindo do filme, acontece uma daquelas cenas que te prendem na cadeira de um jeito que mal dá pra respirar, mas logo passa. Então quando estamos quase desistindo de novo, nos deparamos com as tiradas sarcásticas de Sherlock Holmes, vivido por Robert Downey Jr.Falando nisso, eu havia comentado na crítica sobre “O Solista” que Jammie Foxx tinha roubado a cena de Robert Downey Jr, mas agora no Sherlock, devo salientar que a vez foi dele. O coitado do Watson ficou completamente esquecido no filme, quer dizer, não teve o devido valor, apesar de ter tido uma boa atuação, o que não é de se duvidar já que estamos falando de Jude Law, contudo o destaque foi de Robert Downey Jr.
A história é ambientada em Londres, que por sinal foi muito bem reconstituída, com o parlamento (Big Ben) e a construção da Tower Bridge, onde temos cenas importantes. A fotografia do filme é de dar água na boca, é muito interessante e bonita. A trilha é fantástica e constante, está sempre ali nos envolvendo e completando as cenas. A direção do filme é realmente muito boa também, assim como o roteiro e todo resto.
Bom quando chegamos ao final do filme, temos uma surpresa, agradável por um lado e desmotivadora de outro. Quando vocês tiverem assistido, comentem o que acharam, eu particularmente não gostei, me senti completamente no vácuo e com cara do tipo: “Já acabou? não acredito que é isso!”.
Eu não acredito muito nas premiações, acho que andam fazendo muitas injustiças, mas estou torcendo para que dessa vez sejam justos e que Robert Downey Jr leve para casa um Globo de Ouro (já que é a premiação mais próxima 17 de janeiro).
Veja a ficha técnica no Granada Filmes
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
SE BEBER, NÃO CASE

Um grupo de amigos se reúne em Las Vegas para fazer a “despedida de solteiro” de um deles. Reservam o quarto mais caro do mais caro hotel, bebem tudo que podem e não podem. No dia seguinte, o quarto completamente bagunçado, um tigre no banheiro, um bebê no armário, um dentista sem dente e o noivo desaparecido. Onde está o noivo? É a pergunta que todos se fazem antes de sair loucamente atrás do dito cujo. Porém, ninguém lembra absolutamente nada do que aconteceu na noite anterior.
Os amigos saem do quarto com o bebê com o objetivo de clarear as idéias e descobrir um jeito de encontrar o amigo. Aos poucos vão encontrando pistas dos locais que estiveram na noite anterior.
E acreditem, são lugares extremamente inusitados.
Bom, conforme o desenrolar (na realidade nada desenrolada parece que cada vez enrola mais) do filme os personagens vão se metendo em grandes confusões, com direito a soco de Mike Tyson e enfrentar uma gangue de chineses (eu acho).
Apesar de eu ter gostado e de ter confusões divertidas, o filme é machista, quer dizer, é um filme tipicamente masculino e com piadas masculinas, mas isso não impede que uma garota goste.
O roteiro é bem elaborado, e como eu disse, com piadas masculinas. Não é um filme clichê, porque tanta coisa dá errada com os personagens durante o filme que não é de se duvidar que algo de estranho aconteça com o noivo, se é que ele aparece (será?) o que o torna parcialmente não previsível.
A direção de Todd Phillips é boa, apesar de esse filme ter sido uma jogada de sorte, já que seus filmes anteriores, bem, não fizeram muito sucesso. E os atores, são bem desenvolvidos, engraçados e novatos. Podemos encontrar no filme Bradley Cooper (Ele Não Está Tão a Fim e Você) cujo personagem é Phil, um professor, muito estranho por sinal (na realidade todos são estranhos, mas tudo bem), Ed Helms (Monstros VS Aliens) é o dentista desdentado Stu, Zach Galifianakis (Força G) é o super bizarro irmão da noiva, Alan, e o noivo Doug é vivido por Justin Bartha (A Lenda Do Tesouro Perdido).
Curiosidade: O sucesso do filme foi tão grande, que antes mesmo de ser lançado aqui no Brasil, que por sinal é sempre mais tarde (21 de agosto de 2009), a continuação já tinha uma data de estréia pré-definida (03 de junho de 2011).
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