Quem
assiste ao filme argentino Medianeras: Buenos Aires da Era do Amor Virtual, tem
um experiência interessante. As duas personagens principais, Martin e Mariana,
são pessoas parecidas. Ambos são solitários, cheios de medos e manias,
depressivos, perdidos e se adaptando no meio de uma metrópole como Buenos
Aires, precisam lembrar-se a todo instante que não estão sozinhos.
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domingo, 30 de março de 2014
Medianeira: aquela parede cega
Quem
assiste ao filme argentino Medianeras: Buenos Aires da Era do Amor Virtual, tem
um experiência interessante. As duas personagens principais, Martin e Mariana,
são pessoas parecidas. Ambos são solitários, cheios de medos e manias,
depressivos, perdidos e se adaptando no meio de uma metrópole como Buenos
Aires, precisam lembrar-se a todo instante que não estão sozinhos.
O
filme nos leva a questionar sobre vida cosmopolita, amor e relacionamentos
(quase sempre virtuais e distantes) e valores humanos, como o individualismo. A
obra dá um panorama do mundo atual, vivido num ambiente urbano, concretado,
diverso, globalizado, individual e que carece de calor humano.
No
final das contas, todos temos um pouco de Martin e Mariana. E a cidade, está
cheia de metáforas (bonitas ou não, como a das medianeiras dos prédios ou
arquitetura como vilã) que passam despercebidas por causa da nossa constante
pressa, nossos medos e inseguranças, nosso individualismo e a frieza de nossos
relacionamentos e diálogos.
O
filme, apesar de parecer meio parado a princípio, é uma boa reflexão e é um
forte candidato a virar um cult do cinema. A obra é dirigida por Gustavo
Taretto e protagonizado por Javier Drolas e Pilar López de Ayala. Ouvir um
sotaque castelhano ou invés do americano de vez em quando vale a pena!
Por Gabriel Johnson (@80cao)
domingo, 2 de março de 2014
O filme que assisto
O
filme espanhol La Piel Que Habito (A
Pele Que Habito, 2011), dirigido por Pedro Almodóvar, renova o cinema mundial.
Completamente fora dos clichês de Hollywood, a história – baseada no livro
Tarantula, do francês Thierry Jonquet –, foge de todos os estereótipos e
lugares-comuns do cinema norte-americano, com os quais já estamos condicionados
a assistir e aplaudir.
Estrelado
por Antonio Banderas, o personagem dele é um cirurgião plástico que tenta
fabricar a pele artificial perfeita – resistente a quase tudo – para ser transplantada
em seres humanos. Com vários subplots
– que até ofuscam a história principal –, o filme surpreende a todos pela
reviravolta da que ninguém, repito, absolutamente ninguém espera.
O
thriller psicológico foi lançado em 2011 no festival de Cannes e percorreu o
mundo fazendo sucesso e ganhando prêmios. Descrito pelo próprio diretor como “um
filme de terror sem gritos ou sustos”, a história é densa, mas simples e os
personagens são completamente complexos e perturbados.
Com
elenco limitado, Elena Anaya interpreta muito bem, juntamente com Antonio
Banderas, que dá um show de atuação e coloca pra fora toda a sua alma espanhola.
Se fosse americano, certamente o papel de Elena seria dado para Natalie Portman
– impossível não lembrar dela e de seu trabalho em Cisne Negro. Com certeza um
filme que vale a pena ser assistido. Mais uma vez, Almodóvar surpreende com
suas histórias completas e complexas.
Por Gabriel Johnson (@80cao)
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Atividades Descontroladas
Quando o filme Atividade
Paranormal do diretor Oren Peli estreou nos cinemas comerciais, em 2009, a
ideia fez sucesso. O filme já havia sido exibido em 2007, no Screamfest Horror
Film Festival, em Los Angeles. Com atores pouco conhecidos e um baixo orçamento
(15 mil dólares, aproximadamente), o filme possuía uma fotografia diferente,
sem câmeras normais do cinema: todo o filme foi gravado por filmadoras de mão manuseadas
pelo elenco e câmeras de vigilância instaladas para flagrar a atividade paranormal
que a família sofria após se mudar.
O telespectador participou
do filme muitas vezes em primeira pessoa e também ao estilo Big Brother, se
assustou junto com o escasso elenco e ficou apreensivo e na expectativa da
alguma acontecer. A fórmula funcionou. O filme não chega a ser considerado
terror, talvez suspense. Rendeu mais de 200 milhões de dólares em todo mundo e,
comparado com o orçamento, foi um blockbuster.
Assim como todo sucesso, o
formato vem sendo explorado comercialmente ao máximo e a cada novo ano, uma
nova parte da franquia chega às telonas. Atividade Paranormal 2 estreou em 2010
já com um orçamento de 5 milhões de dólares, o que para já descaracterizou a
ideia, apesar de que para os parâmetros de Hollywood, continua ser considerado
um filme de baixo custo. Muitos diretores passaram desde então pelas sequências
– a terceira parte chegou em 2011 e a quarta em 2012, com histórias diferentes
se passando antes e depois do enredo do primeiro filme.
A sequela mais nova,
Atividade Paranormal: Marcados pelo Mal, estreou em janeiro deste ano e
trouxe uma história de possessão numa colônia latina na Califórnia. Segue a
mesma linha dos demais e já está cansando. Um quinto filme está previsto para
outubro deste mesmo ano.
Percebe-se que a franquia
está sendo explorada demais. Ao todo, mais de 750 milhões de dólares já foram
arrecadados com toda a franquia, a um custo de menos de 20 milhões e é por isso
que vai ser difícil que a Paramount largue o osso e enterre a franquia de vez.
Quanto mais filmes da série lançam, menos interessantes e assustadores eles
ficam.
A ideia foi genial, pois
não traz muitos efeitos. A história também não é muito trabalhada, mas o
formato é único. As críticas foram aumentando e o conceito caindo a cada novo
filme. Já dizia minha querida vó: tudo em excesso faz mal.
Por Gabriel Johnson (@80cao)
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