Quem
assiste ao filme argentino Medianeras: Buenos Aires da Era do Amor Virtual, tem
um experiência interessante. As duas personagens principais, Martin e Mariana,
são pessoas parecidas. Ambos são solitários, cheios de medos e manias,
depressivos, perdidos e se adaptando no meio de uma metrópole como Buenos
Aires, precisam lembrar-se a todo instante que não estão sozinhos.
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domingo, 30 de março de 2014
Medianeira: aquela parede cega
Quem
assiste ao filme argentino Medianeras: Buenos Aires da Era do Amor Virtual, tem
um experiência interessante. As duas personagens principais, Martin e Mariana,
são pessoas parecidas. Ambos são solitários, cheios de medos e manias,
depressivos, perdidos e se adaptando no meio de uma metrópole como Buenos
Aires, precisam lembrar-se a todo instante que não estão sozinhos.
O
filme nos leva a questionar sobre vida cosmopolita, amor e relacionamentos
(quase sempre virtuais e distantes) e valores humanos, como o individualismo. A
obra dá um panorama do mundo atual, vivido num ambiente urbano, concretado,
diverso, globalizado, individual e que carece de calor humano.
No
final das contas, todos temos um pouco de Martin e Mariana. E a cidade, está
cheia de metáforas (bonitas ou não, como a das medianeiras dos prédios ou
arquitetura como vilã) que passam despercebidas por causa da nossa constante
pressa, nossos medos e inseguranças, nosso individualismo e a frieza de nossos
relacionamentos e diálogos.
O
filme, apesar de parecer meio parado a princípio, é uma boa reflexão e é um
forte candidato a virar um cult do cinema. A obra é dirigida por Gustavo
Taretto e protagonizado por Javier Drolas e Pilar López de Ayala. Ouvir um
sotaque castelhano ou invés do americano de vez em quando vale a pena!
Por Gabriel Johnson (@80cao)
domingo, 16 de março de 2014
Meu Fabuloso Destino
Há
muito tempo já queria assistir O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le
Fabuleux Destin d’Amélie Poulain, 2001). Por algum motivo, todas as críticas
que li sobre o filme me instigaram a isso. Quando resolvi finalmente fazê-lo,
entendi porque a França tem (segundo a minha professora de Cinema) a segunda
maior cinematografia do mundo.
Após
encontrar uma caixinha de pertences antigas escondida na parede de seu
banheiro, Amelie decide a todo custo devolvê-la ao dono. Após ver a reação do
homem, a ingênua, introvertida, mas engenhosa Amelie decide ajudar todos a sua
volta. Mesmo assim, ainda sente falta de uma grande paixão e romance e sai a
procura.
A
obra cinematográfica do gênero comédia romântica é diferente de tudo o que
estamos acostumados: tem personalidade própria, é rica em detalhes e é
visualmente bela. As cores marcantes e a forma com que a trama é narrada nos
transportam para uma realidade paralela fantástica e diretamente para a
Montmartre do final dos anos 90. O perfil de todos os personagens são traçados
com maestria e características interessante e engraçadas são mostradas.
Destaque
para a sempre apaixonante Audrey Tautou e as engraçadas figuras do café ‘Les 2
Moulins’ (Os Dois Moinhos, em tradução literal). Por sinal, o local é real e
recebe centenas de fãs do filmes todos os anos em Paris. A direção é do seletivo
Jean-Pierre Jeunet.
Por Gabriel Johnson (@80cao)
domingo, 2 de março de 2014
O filme que assisto
O
filme espanhol La Piel Que Habito (A
Pele Que Habito, 2011), dirigido por Pedro Almodóvar, renova o cinema mundial.
Completamente fora dos clichês de Hollywood, a história – baseada no livro
Tarantula, do francês Thierry Jonquet –, foge de todos os estereótipos e
lugares-comuns do cinema norte-americano, com os quais já estamos condicionados
a assistir e aplaudir.
Estrelado
por Antonio Banderas, o personagem dele é um cirurgião plástico que tenta
fabricar a pele artificial perfeita – resistente a quase tudo – para ser transplantada
em seres humanos. Com vários subplots
– que até ofuscam a história principal –, o filme surpreende a todos pela
reviravolta da que ninguém, repito, absolutamente ninguém espera.
O
thriller psicológico foi lançado em 2011 no festival de Cannes e percorreu o
mundo fazendo sucesso e ganhando prêmios. Descrito pelo próprio diretor como “um
filme de terror sem gritos ou sustos”, a história é densa, mas simples e os
personagens são completamente complexos e perturbados.
Com
elenco limitado, Elena Anaya interpreta muito bem, juntamente com Antonio
Banderas, que dá um show de atuação e coloca pra fora toda a sua alma espanhola.
Se fosse americano, certamente o papel de Elena seria dado para Natalie Portman
– impossível não lembrar dela e de seu trabalho em Cisne Negro. Com certeza um
filme que vale a pena ser assistido. Mais uma vez, Almodóvar surpreende com
suas histórias completas e complexas.
Por Gabriel Johnson (@80cao)
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