segunda-feira, 23 de março de 2015
LIVRO | A Mais Pura Verdade, de Dan Gemeinhart
Primeira resenha da parceria com a Novo Conceito aeaeaeaeaeaeae! E, gente, comecei com o pé direito! Que livro! Acompanhem o meu raciocínio: um livro com uma criança como protagonista é fofo, não? E um livro com um cachorro? Fofo também, né? Agora, juntem um menino e um cachorro em um livro, aliás, juntem um menino doente e um cachorro em um livro. MEU DEUS. CHOREI.
A história de A Mais Pura Verdade começa com Mark, um menino aparentemente travesso, fugindo de casa com o seu cachorro para viver uma aventura. No entanto, ao longo da aventura, vamos conhecendo Mark e seu cachorro, Beau. Descobrimos que o menino possui uma doença grave e que Beau é um animal peculiar, é meio claro e meio escuro, além de ser muito fiel, até que finalmente entendemos porque Mark fugiu e o que ele pretende fazer com a sua vida.
A Mais Pura Verdade é uma história de superação e sobretudo de amizade, pois temos a batalha de uma criança contra uma doença grave e um grande exemplo de amizade entre Beau e Mark e entre Mark e Jess, sua melhor amiga da vida.
A narrativa é bastante simples (possível realizar a leitura em poucas horas), cheia de momentos de tirar o fôlego (afinal, é uma aventura!) e outros tantos momentos emocionantes (passei o livro inteiro querendo pegar o Mark no colo e trazer para casa e ainda não perdi as esperanças de raptar o Beau). Ainda, a história possui os ingredientes básicos para uma cativante adaptação cinematográfica (por favor), daquelas que nos fazem rir, chorar, torcer e ainda garante bons momentos de reflexão.
Assim, você que ainda não leu ou que ainda não adquiriu o livro, corra para a livraria mais próxima e e entre nessa emocionante aventura (venha chorar comigo), de personagens dóceis e de leitura envolvente (sem contar que o livro fica lindo na estante). É a mais pura verdade.
quarta-feira, 11 de março de 2015
LIVRO | Garota Exemplar
Chega a dar um friozinho na barriga ao escrever uma resenha sobre um livro que 99,9% das pessoas simplesmente AMARAM, mas vamos lá!
Gillian Flynn publicou seu primeiro livro em 2006 (objetos cortantes), atualmente distribuído, no Brasil, pela editora Intrínseca, e, apenas em 2012 publicou Garota Exemplar (Gone Girl, no título original), também distribuído em terras tupiniquins pela editora Intrínseca.
A história é contada através de registros passados em diários de Amy, e, nos dias "atuais", através da narrativa de Nick, assim, temos acesso a dois "pontos de vista" sobre os mesmos fatos que nem sempre são contados em ordem cronológica.
Logo nas primeiras páginas, conhecemos um pouco do casal no início do relacionamento, as aspirações, os gostos, as personalidades, profissões, etc. Detalhes importantes para que o leitor se sinta presente na história e para que os personagens pareçam alcançáveis, ou seja, para que tenham condições visíveis de ser qualquer um, até mesmo eu ou você, que está lendo esta resenha.
Em um determinado momento da história, o casal se vê obrigado a se mudar para uma pequena cidade no Missouri e a partir desse momento os problemas começam a aparecer, ainda que camuflados.
Um certo dia, Nick recebe uma ligação que informa que sua casa está escancarada e prontamente se desloca até o local, momento em que descobre que sua esposa está desaparecida e que o local apresenta indícios de briga. Nick liga para a polícia e seu pesadelo começa.
Enquanto acompanhamos a investigação da polícia e a busca de Nick pelo "tesouro escondido" (esqueci de mencionar, o casal sempre teve como tradição, no aniversário de casamento, uma caça ao tesouro, em que Amy espalhava por diversos locais pistas que levavam Nick até o presente e, coincidentemente, o desaparecimento ocorre no dia da comemoração), Amy, através de seu diário, vai nos contato o passado do casal e os "podres" da relação.
O mais interessante da história não está no enredo bobo e comum e sim, nos pequenos detalhes que, no final do livro, fazem todo o sentido e deixam o leitor DESMAIADO. Sério. Tudo faz sentido no final, pois a história se revela ser muito maior do que realmente é.
Eu simplesmente adorei a forma da escrita de Gillian, mal posso esperar para ler os próximos livros, e Garota Exemplar merece de fato todo o alvoroço que vem recebendo, aliás, melhor deixar claro, o livro merece todo o alvoroço, pois o filme... bom, isso será tema de outra postagem. Por fim, super recomendo a leitura e, por mais cansativo e sem sentido que em alguns momentos possa parecer, não desista da leitura, pois a história, assim como o crime, compensa (pelo menos é o que Nick e Amy acreditam, eu acho).
Eu simplesmente adorei a forma da escrita de Gillian, mal posso esperar para ler os próximos livros, e Garota Exemplar merece de fato todo o alvoroço que vem recebendo, aliás, melhor deixar claro, o livro merece todo o alvoroço, pois o filme... bom, isso será tema de outra postagem. Por fim, super recomendo a leitura e, por mais cansativo e sem sentido que em alguns momentos possa parecer, não desista da leitura, pois a história, assim como o crime, compensa (pelo menos é o que Nick e Amy acreditam, eu acho).
Lancamentos | Onde Cantam os Passaros, da editora Darkside Books
Ok, lembram que eu falei que a Darkside vive nos surpreendendo? Então, atacaram de novo! Mais um lançamento para este semestre.
Onde Cantam os Pássaros chegará às livrarias em maio e (me abanem) terá capa dura!!! O livro é escrito por Evie Wyld, uma autora inglesa considerada uma das melhores jovens escritoras britânicas da década!
O livro, que ainda não está em pré venda, possui uma das capas mais interessantes já publicadas pela editora e um enredo cheio de fantasia e charme. Confira os detalhes da capa e confira a sinopse oficial:
Onde Cantam os Pássaros vem conquistando prêmios literários tradicionais como o Barnes & Noble Discover Award, oferecido pela livraria aos novos autores de destaque, o britânico Jerwood Fiction Uncovered Prize e o mais importante prêmio australiano, Miles Franklin Award, resenhas encantadoras e inúmeros fãs por onde é lançado. Com tramas paralelas, passadas em épocas e hemisférios diferentes, o leitor vai montando um intrigante quebra-cabeça com o que lhe é fornecido por essa autora criativa e, ao mesmo tempo, rigorosamente precisa.
No premiado romance de Evie Wyld, a fazendeira Jake White leva uma vida simples numa ilha inglesa. Suas únicas companhias são rochedos, a chuva incessante, suas ovelhas e um cachorro, que atende pelo nome de Cão. Tendo escolhido a solidão por vontade própria, Jake precisa lidar com acontecimentos recentes que põem em dúvida o quanto ela realmente está sozinha – e o quanto estará segura. De tempos em tempos, uma de suas ovelhas aparece morta, o que pode ser muito bem obra das raposas que habitam a floresta próxima à sua fazenda. Ou de algo pior. Um menino perdido, um
homem estranho, rumores sobre uma fera e fantasmas do seu próprio passado atormentam a vida de uma mulher que sonha com a redenção.
Aos poucos, vamos descobrindo mais sobre as suas habilidades em tosquiar e cuidar de ovelhas, aprendidas ainda quando jovem, em sua terra natal, na Austrália. E vamos aprendendo também o que aconteceu lá, que acabou por conduzir White à uma vida de reclusão e isolamento. E sobre as contradições e diferenças entre um passado (sempre narrado no tempo verbal presente) cheio de vida e calor, e o presente (narrado por sua vez no passado) repleto de lama, frio e um ritmo mais desacelerado, paira uma atmosfera absolutamente brutal.
Com uma prosa verdadeiramente excepcional, o estilo da autora reúne tanto clareza como substância e apresenta uma personagem inesquecível, enigmática, trágica, assombrada por um passado inescapável. Uma mulher forte, ainda que tão passível de falhas, erros e equívocos como todos nós. É uma história de solidão e sobrevivência, culpa, perda e o poder do perdão. Uma escrita visceral onde sentimos a presença de tudo, os odores, o vento, o tempo. Nada passa desapercebido.
Onde Cantam os Pássaros é o segundo romance de Evie Wyld – selecionada em 2013 pela revista Granta entre os melhores jovens escritores britânicos da década – e mantémuma pequena e simpática livraria independente no bairro de Peckham, em Londres. A Review Bookshop possui um pequeno jardim, é dog friendly, realiza o Peckham Literary Festival e, claro, vende os melhores livros de grandes e pequenas editoras.
Sua prosa refinada com altas doses de terror psicológico está muito bem representada na edição que a DarkSide® Books entrega a seus leitores em 2015. Ela queria se isolar de tudo e todos, mas agora está cercada pela crueldade do silêncio e a mais pura manifestação da natureza. O ciclo da vida é muito mais assustador quando o fim ecoa dentro de nós. Prepare-se para descobrir uma grande autora, e um livro à sua altura.
Lancamentos | Golem e O Genio, da editora Darkside Books
Quando achamos que a Darkside não tem mais como nos surpreender, a editora simplesmente faz nosso forninho cair com lançamentos cada vez mais interessantes.
Neste semestre, mais precisamente em abril, a editora publicará "Golem e O Gênio: Uma Fábula Eterna", livro escrito por Helene Wecker (escritora americana de ficção). O livro terá 460 páginas de pura gostosura e, adivinhem?, CAPA DURA (ai meu coração ♥)!
Enquanto a pré venda não tem início, confira, abaixo, os detalhes da arte da capa e a sinopse oficial:
Os confrontos e as barreiras vividas por duas culturas tão próximas, ainda que aparentemente opostas. Em Golem e o Gênio, premiado romance fantástico que a DarkSide® Books traz ao Brasil em 2015, o leitor se transporta à Nova York da virada do século XX, em uma viagem fascinante através das culturas árabe e judaica. Seus guias serão poderosos seres mitológicos.
Chava é uma golem, criatura feita de barro, trazida à vida por um estranho rabino envolvido com os estudos alquímicos da Cabala. Ahmad é um gênio, ser feito de fogo, nascido no deserto sírio, preso em uma antiga garrafa de cobre por um beduíno, séculos atrás.
Atraídos pelo destino à parte mais pobre de uma Manhattan construída por imigrantes, Ahmad e Chava se tornam improváveis amigos e companheiros de alma, desafiando suas naturezas opostas. Até a noite em que um terrível incidente os separa. Mas uma poderosa ameaça vai reuni-los novamente, colocando em risco suas existências e obrigando-os a fazer uma escolha definitiva.
O romance de estreia de Helene Wecker reúne mitologia popular, ficção histórica e fábula mágica, entrelaçando as culturas árabe e judaica com uma narrativa inventiva e inesquecível, escrita de maneira primorosa. Golem e o Gênio foi eleito uma das melhores fantasias históricas pelo Goodreads e ganhou o Prêmio da VCU Cabell de Melhor Romance de Estreia.
segunda-feira, 9 de março de 2015
LIVRO | Androides Sonham Com Ovelhas Eletricas?
Quando você lê o título do livro "Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?", qual a primeira coisa que você pensa? Eu, particularmente, pensei "meu Deus, Philip K. Dick está fumado! Androides? Ovelhas elétricas?" Mas então comecei a ler o livro e tudo começou a fazer sentido.
O livro, que foi escrito por Philip K. Dick em 1968 e adaptado para os cinemas em 1982 por Ridley Scott (Alien), conta a história de Rick, um caçador de recompensas, que persegue androides na Terra, em um período "pós apocalíptico".
Na história, a Terra foi devastada por uma guerra nuclear, o que fez com que a maioria dos humanos remanescentes procurassem abrigo em outros planetas, enquanto outros permaneceram. Na vida fora da Terra, os humanos contavam com a ajuda de androides, seres artificiais de composição biológica e de aparência física quase idêntica a humana, para a realização de trabalhos. No entanto, os androides, que eram dotados de inteligência artificial, muitas vezes, a fim de fugir dos trabalhos forçados, partiam para a Terra em busca de "novas emoções" e a atividade de Rick, o caçador de recompensas, era justamente perseguir os androides fujões e manda-los para o espaço, literalmente.
Ok, você deve estar se perguntando: "Tá, e as ovelhas elétricas?". Bom, os androides por mais parecidos que pudessem ser com os humanos, possuíam algumas falhas e a ausência de empatia era uma delas. Assim, na Terra, os humanos a fim de provar sua real natureza e de que possuíam empatia, precisavam possuir animais de estimação, contudo, devido à guerra nuclear, a maioria dos animais se encontrava extinta, o que fazia com que muitos dos humanos adquirissem animais elétricos, fisicamente idênticos aos originais.
Você também deve estar se perguntando: "E por que se preocupar se androides sonham com ovelhas elétricas?" Em certa parte da história Rick se depara com uma nova tecnologia capaz de criar androides ainda mais parecidos com os humanos, o que o faz se questionar se ele também é um androide, vez que, em muitas situações do cotidiano, demonstra total ausência de empatia, principalmente em relação a sua ovelha elétrica. Por isso a dúvida: será que androides sonham os ovelhas elétricas?
A história a primeira vista parece uma simples ficção científica, no entanto, possui uma série de questionamentos camuflados como "o que nos faz humanos?", ou "até onde minhas ações são mecânicas?", ou "até que ponto eu realmente me importo com as coisas e pessoas ao meu redor?" e, até mesmo, "Deus existe? Ou é tudo uma ficção criada para melhor controlar as pessoas?". Enfim, "Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?" me surpreendeu positivamente em vários aspectos, aliás, tanto o livro quanto o autor, pois nunca tinha lido nada de Philip K. Dick. Com certeza, esse é um livro de ficção científica que sempre indicarei.
sexta-feira, 6 de março de 2015
PARCERIA | Radio Londres
E aí pessoal, o blog chegou bombando esse ano! 2015 recém começou mas já finalizamos nossa segunda parceria, agora com a editora RÁDIO LONDRES. Editora novíssima no mercado, têm como objetivo trazer escritores contemporâneos pouco conhecidos, mas com títulos sensacionais que podem render grandes frutos no mercado brasileiro.
E eles já mostraram ao que veio com “Stoner”, de John Williams, que vem figurando entre os mais vendidos em diversas livrarias. Além deste, temos também o livro que vem caindo nas graças dos críticos literários “Viva a Música!”, de Andrés Caicedo e o livro que mais chamou minha atenção e com certeza é a minha primeira escolha de leitura da editora, “A Vida em Espiral”, de Abasse Ndione.
Além da diversidade dos títulos, a Rádio Londres parece respeitar os colecionadores, pois traz capaz lindas e a arte dos livros são muito bem feitas. Então esperem, que logo mais vocês saberão nossa opinião sobre os livros e sem dúvida vocês ainda vão ouvir muito nessa editora, que já é uma das mais promissoras no mercado literário brasileiro. Abaixo vou deixar uma breve sinopse sobre os principais títulos da Rádio Londres.
“Stoner”, John Williams – Lançado originalmente a 50 anos, conta a história de William Stoner, professor universitário nascido no fim do século 19, vindo de uma família humilde.
Você pode comprar através do site da Livraria Saraiva.
“Viva a Música!”, Andrés Caicedo – Lançado em 1977, no mesmo em dia em que o autor morreu, é o único romance escrito por Caicedo. A história é narrada por uma garota da alta classe loira, que entra no mundo das drogas e festas dos anos 70 na cidade de Cáli, na Colômbia.
Você pode comprar através do site da Livraria Saraiva.
“A Vida em Espiral”, Abasse Ndione – Tido como um dos grandes escritores do continente africano, Abasse Ndione nos leva a realidade do Senegal, onde a história se concentra em um taxista e sua carreira como traficante de yamba (maconha).
Você pode comprar através do site da Livraria Saraiva.
Para conhecer um pouco mais sobre a editora, acompanhe as suas postagens através dos seguintes meios:
Twitter: https://twitter.com/radiolonlivros
Instagram: https://instagram.com/radiolondreseditores
terça-feira, 3 de março de 2015
NOVIDADES | Lancamentos de Marco da Editora Novo Conceito
Para quem não sabe, neste ano de 2015, começamos uma parceria com a linda Editora Novo Conceito, que promete muitas emoções o/ E para começar bem essa nova etapa, nada melhor do que falar sobre os lançamentos do mês da editora:
1. Supernova - O Encantador de Flechas
Lançamento previsto para 12/03/2015
Atenção! Quem adquirir o livro no site da Livraria Saraiva, ganha de brinde um colar, conforme ilustração abaixo.
Sinopse: Imersa em uma ditadura implacável, a isolada cidade de Acigam sofre com a ameaça da guerra civil. De um lado, a Guilda, um grupo que utiliza os ensinamentos da Ciência das Energias para exigir direitos para a população. Do outro, um governo tirano, resguardado por soldados especialistas em aniquilar magos, nome vulgar dado aos praticantes da tal ciência. No meio desse conflito vive Leran, que, após ser tragado para a rebelião, tenta aprender mais sobre sua misteriosa habilidade de encantar objetos com a energia dos elementos.
2. Fingindo - Por Quanto Tempo Você Consegue Prender Alguém?
Lançamento previsto para 13/03/2015
Onde comprar: Livraria Saraiva
Sinopse: Meu nome é Cade Winston. Aluno de mestrado em belas-artes, voluntário, abraçador de mães e seu namorado pelas próximas vinte e quatro horas. Prazer em conhecê-la.
Com seus cabelos cloridos, tatuagens e um namorado que combina com tudo isso, Max tem exatamente o estilo que seus pais mais desprezam... E eles nem sonham que a filha vive assim.
Ela fica em apuros quando seus pais a visitam na faculdade e exigem conhecer o futuro genro. A solução que Max encontra para não ser desmascarada é pedir para um desconhecido se passar por seu namorado.
Para Cade, a proposta veio em boa hora: é a chance que ele esperava para acabar com a sua fama de bom moço, que até hoje só serviu para atrapalhar sua vida.
Um faz de conta com data marcada para terminar... E um casal por quem a gente vai adorar torcer. Fingindo vai seduzir você.
3. A Mais Pura Verdade
Lançamento previsto para 13/03/2015
Onde comprar: Livraria Saraiva
Sinopse: Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.
Mas, em certo sentido um sentido muito importante, Mark não tem nada a ver com as outras crianças.
Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.
Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier. Nem que seja a última coisa que ele faça.
A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
LIVRO | Os Goonies, James Kahn
Os Goonies acompanharam muito marmanjo por aí durante a infância e aposto que continuam a acompanhar, afinal, quem resiste a uma boa história de aventura e caça ao tesouro?
A história original, apresentada no filme de Steven Spielberg, conta a aventura de Mickey, Brand, Bocão, Dado e Gordo, um grupo de amigos que vive em um pequeno bairro onde os moradores estão prestes a ser despejados (a menos que tenham dinheiro suficiente para "readquirir os imóveis"). Os meninos, na véspera do despejo, encontram um mapa do tesouro, que supostamente foi escondido por Willy Caolho, e Mickey decide sair em busca da fortuna.
No entanto, o que as crianças não esperavam é que entre eles e o tesouro existisse uma família mafiosa. procurada pelo FBI por diversos crimes! E a partir daí, decidem tomar doses extras de coragem para seguir até o objetivo e salvar a comunidade do despejo. Mas será que conseguem? Como passam pela família? Será que algum grande herói salvará as crianças? Bom, só lendo o livro ou assistindo ao filme para saber.
Falando em filme, a versão cinematográfica, que foi lançada antes do livro (sim, o livro foi baseado no filme), foi lançada em 1985 e tem em seu elenco Sean Astin (trilogia O Senhor dos Anéis), Josh Brolin (Guardiões da Galáxia), Jeff Cohen, Corey Feldman (Sem Licença Para Dirigir), Ke Huy Quan (Indiana Jones e O Templo da Perdição) e John Matuszak.
Voltando ao livro, a história é bastante cativante, do tipo que reúne a família, e cheia de momentos emocionantes, aliás, a aventura é cheia de surpresas e mistérios. A publicação da história aqui no Brasil ficou sob responsabilidade da Darkside Books, que primeiramente lançou uma edição especial numerada e, após o sucesso, disponibilizou outras duas versões, uma simples e outra especial (sem numeração e com mapa).
Os diálogos e acontecimentos são extremamente fiéis ao filme a ponto de ser assustador! É quase como "ler o filme", o que me fez adorar a experiência de ler um livro pós versão cinematográfica. E além de todos estes pontos positivos, a história super gostosa, com cheiro de infância e que, com certeza, lerei para os meus filhos.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Cueio
Essa semana vou falar de umas das animações mais aclamadas ultimamente pela internet, a sensacional Cueio, websérie independente em formato de desenho animado lançada no final de 2013, criada pelo meu conterrâneo Ronaldo de Azevedo e disponibilizada pelo canal Gato Galáctico no Youtube.
Antes de tudo, é importante salientar que hoje em dia o Youtube é a maior ferramenta de produção de conteúdo independente do mundo, tendo canais que batem de frente com grandes produções cinematográficas. Pelo crescente apoio que vem tendo no Brasil, muitas emissoras (como SBT e Band) vem disponibilizando gratuitamente sua grade de programação no site. Recomendo seriamente àquelas pessoas que abrem o Youtube apenas para ver ‘aquela queda, daquela famosa, naquela premiação, que comece a ir mais fundo, pois tem um pessoal muito talentoso, criando muita coisa boa por lá.
Voltando ao assunto principal, a primeira impressão que se tem de Cueio é de que não seja um desenho com enredo ou premissa inicial, até porque os primeiros episódios são fixados nos personagens principais atuando em esquetes, mas continuem olhando, porque o enredo começa a ganhar liga a partir do episódio 6 (Luta na Praia).
Cueio se passa em um local (até o momento) desconhecido, onde os animais (que são identificados pelo nome da própria espécie, mas como se uma criança estivesse falando) têm dois estados. Em uma, são apenas bichinhos fofos (pode-se dizer MUITO fofos) e em outra, são guerreiros antropomorfos extremamente fortes, mas ainda com as mesmas características pessoais, como em uma metamorfose. Eles podem passar de uma formação a outra aparentemente em qualquer momento, mas precisam de uma quantidade alta de energia para evoluir, pois quando estão fracos, voltam ao estado fofo (MUITO fofo).
O enredo gira em torno de Cueio (dã), um coelho de olhos vermelhos que aparenta ser insensível e com dificuldade para expressar seus sentimentos. Ele parece ser completamente indiferente aos acontecimentos, mas tem uma certa gratidão as pessoas em sua volta. Cueio não se lembra de nada antes do primeiro episódio, por isso conta com a ajuda de Primo, único personagem humano. Muito enigmático, está sempre alegre e com boa vontade, tanto que à primeira vista parece apenas um garoto inocente, mas ao longo da história se revela muito sábio e persuasivo.
Não se sabe muita coisa sobre ele, apenas que Cueio, apesar de insultá-lo constantemente, nutre um grande respeito pelo humano. O nome do humano ainda é desconhecido, mas é chamado de primo por Vaco, um bovino de olhos azuis muito sensível e honrado. Apesar de ser muito forte e lutar quando for preciso, Vaco prefere resolver as desavenças de forma pacífica e fica muito contente quando conquista algo. Ele sente um apreço muito grande por Cueio, beirando a idolatria.
Após o episódio “Luta na Praia”, Cocodilo, um dos antagonistas, comenta sobre o Torneio, que não se tem nenhuma informação até o momento, mas que é muito importante, onde todos os grandes guerreiros parecem participar.
Quando decide entrar no torneio, Cueio, ao lado de Vaco, entra num treinamento intensivo com o Lendário Bovino, um bovino gigante que utiliza um tapa-olho e pai de Vaco. Muito honrado, demonstra carinho pelos menores, além de ter um passado com o pai de Cueio, que é uma incógnita na série.
Após Lendário Bovino decidir que estão prontos, Cueio, Vaco e Primo saem em uma jornada para chegar ao Torneio, e é aí que o negócio começa a ficar interessante, onde se começa a ter uma ideia do passado do Cueio e da importância do Primo, mas quero evitar spoilers maiores, então vejam.
Além do enredo principal, o desenho tem muitos extras, como os especiais (de natal, páscoa, halloween e aniversário), as fanarts, onde os personagens principais comentam homenagens feitas por fãs e as viciantes músicas “Pudim Amassado” e “Bolachinha Voa-Voa”, que são cantadas pelo Primo em algum momento da história.
Enfim, Cueio é um desenho muito aclamado, e com razão, pois tem um traço absurdamente simples, mas lindo e um enredo muito encaixado, que nos faz esperar eternamente pelo próximo episódio, lançado mensalmente. Pode esperar muitas batalhas épicas que fazem frente aos animes shounen mais legais, além de um ar de infância e aquele sotaque que só quem mora em Porto Alegre entende.
A segunda temporada ainda não tem previsão de lançamento, mas a primeira temporada está disponível. Peço para que curtam os vídeos dele, se inscrevam no canal também, pois o trabalho do Ronaldo é impressionante e confiem em mim, pois sou um fã antigo de Cueio e todas as pessoas que eu indiquei viraram fãs também.
Vida longa ao Cueio!
Antes de tudo, é importante salientar que hoje em dia o Youtube é a maior ferramenta de produção de conteúdo independente do mundo, tendo canais que batem de frente com grandes produções cinematográficas. Pelo crescente apoio que vem tendo no Brasil, muitas emissoras (como SBT e Band) vem disponibilizando gratuitamente sua grade de programação no site. Recomendo seriamente àquelas pessoas que abrem o Youtube apenas para ver ‘aquela queda, daquela famosa, naquela premiação, que comece a ir mais fundo, pois tem um pessoal muito talentoso, criando muita coisa boa por lá.
Voltando ao assunto principal, a primeira impressão que se tem de Cueio é de que não seja um desenho com enredo ou premissa inicial, até porque os primeiros episódios são fixados nos personagens principais atuando em esquetes, mas continuem olhando, porque o enredo começa a ganhar liga a partir do episódio 6 (Luta na Praia).
Cueio se passa em um local (até o momento) desconhecido, onde os animais (que são identificados pelo nome da própria espécie, mas como se uma criança estivesse falando) têm dois estados. Em uma, são apenas bichinhos fofos (pode-se dizer MUITO fofos) e em outra, são guerreiros antropomorfos extremamente fortes, mas ainda com as mesmas características pessoais, como em uma metamorfose. Eles podem passar de uma formação a outra aparentemente em qualquer momento, mas precisam de uma quantidade alta de energia para evoluir, pois quando estão fracos, voltam ao estado fofo (MUITO fofo).
O enredo gira em torno de Cueio (dã), um coelho de olhos vermelhos que aparenta ser insensível e com dificuldade para expressar seus sentimentos. Ele parece ser completamente indiferente aos acontecimentos, mas tem uma certa gratidão as pessoas em sua volta. Cueio não se lembra de nada antes do primeiro episódio, por isso conta com a ajuda de Primo, único personagem humano. Muito enigmático, está sempre alegre e com boa vontade, tanto que à primeira vista parece apenas um garoto inocente, mas ao longo da história se revela muito sábio e persuasivo.
Não se sabe muita coisa sobre ele, apenas que Cueio, apesar de insultá-lo constantemente, nutre um grande respeito pelo humano. O nome do humano ainda é desconhecido, mas é chamado de primo por Vaco, um bovino de olhos azuis muito sensível e honrado. Apesar de ser muito forte e lutar quando for preciso, Vaco prefere resolver as desavenças de forma pacífica e fica muito contente quando conquista algo. Ele sente um apreço muito grande por Cueio, beirando a idolatria.
Após o episódio “Luta na Praia”, Cocodilo, um dos antagonistas, comenta sobre o Torneio, que não se tem nenhuma informação até o momento, mas que é muito importante, onde todos os grandes guerreiros parecem participar.
Quando decide entrar no torneio, Cueio, ao lado de Vaco, entra num treinamento intensivo com o Lendário Bovino, um bovino gigante que utiliza um tapa-olho e pai de Vaco. Muito honrado, demonstra carinho pelos menores, além de ter um passado com o pai de Cueio, que é uma incógnita na série.
Após Lendário Bovino decidir que estão prontos, Cueio, Vaco e Primo saem em uma jornada para chegar ao Torneio, e é aí que o negócio começa a ficar interessante, onde se começa a ter uma ideia do passado do Cueio e da importância do Primo, mas quero evitar spoilers maiores, então vejam.
Além do enredo principal, o desenho tem muitos extras, como os especiais (de natal, páscoa, halloween e aniversário), as fanarts, onde os personagens principais comentam homenagens feitas por fãs e as viciantes músicas “Pudim Amassado” e “Bolachinha Voa-Voa”, que são cantadas pelo Primo em algum momento da história.
Enfim, Cueio é um desenho muito aclamado, e com razão, pois tem um traço absurdamente simples, mas lindo e um enredo muito encaixado, que nos faz esperar eternamente pelo próximo episódio, lançado mensalmente. Pode esperar muitas batalhas épicas que fazem frente aos animes shounen mais legais, além de um ar de infância e aquele sotaque que só quem mora em Porto Alegre entende.
A segunda temporada ainda não tem previsão de lançamento, mas a primeira temporada está disponível. Peço para que curtam os vídeos dele, se inscrevam no canal também, pois o trabalho do Ronaldo é impressionante e confiem em mim, pois sou um fã antigo de Cueio e todas as pessoas que eu indiquei viraram fãs também.
Vida longa ao Cueio!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Assista ao Curta de Power Rangers. Isso mesmo, DE POWER RANGERS!
Enquanto o novo filme de Power Rangers não estreia (a previsão é para 22 de julho de 2016), foi lançado um curta explorando uma releitura da série.
Confira o vídeo:
Hora de morfar! Relembre as transformações clicando aqui.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Oscar 2015 | O Que Aconteceu na Cerimonia?
Antes de mais nada é importante mencionar que há alguns anos a Academia vem mantendo o padrão de indicados, ou seja, todos os anos encontramos filmes sobre patriotismo, guerra, preconceito, superação, etc. É quase como uma receita de bolo para agradar todo o tipo de público.
Assim, nos últimos anos, tivemos filmes sobre patriotismo ou guerra (Guerra ao Terror, A Hora Mais Escura), filmes históricos (Cavalo de Guerra, Lincoln, 12 anos de Escravidão), filmes sobre superação (Um Sonho Possível, O Lado Bom da Vida), entre outros estilos. Mas o importante é que a sequência mágica vem sendo repetida e o sucesso de alcance, por consequência, vem se ampliando.
E, neste ano de 2015, a receita foi repetida e, devo confessar, deu mais certo do que nunca! Tivemos filmes sobre patriotismo e guerra (Sniper Americano), sobre superação (Whiplash e A Teoria de Tudo), tema histórico (O Jogo da Imitação), sobre preconceito (Selma), humor inteligente (Birdman). Tivemos também a sessão de filmes leves: O Grande Hotel Budapeste e Boyhood.
Com essa sequência mágica, a cerimônia, que foi apresentada por Neil Patrick Harris, se tornou, desde os primeiros minutos, uma das mais cativantes, em razão, também, da abertura (veja o vídeo abaixo), e porque, né, o apresentador era o Neil Patrick Harris. Não tem como ser mais legal do que isso!
Em relação aos prêmios, conforme as premiações anteriores ao Oscar estavam definindo, a disputa foi bem acirrada. O Grande Hotel Budapeste saiu na frente recebendo 4 dos 9 prêmios que concorria. Birdman, aos 45 do segundo tempo, correu atrás do tempo perdido e empatou com o filme de Wes Anderson, recebendo, também, 4 dos 9 prêmios que concorria. Em terceiro lugar, Whiplash, que havia sido indicado em apenas 5 categorias, recebeu 3 prêmios, o que para muitos foi uma surpresa.
De outro lado, Boyhood, que para muitos era o maior rival de Birdman, decepcionou ao levar apenas um prêmio, o de Melhor Atriz Coadjuvante, para Patricia Arquette.
Pessoalmente, eu não estava torcendo por Birdman, ainda que eu tenha consciência de sua qualidade técnica, simplesmente pela supervalorização que o filme recebeu nos últimos meses. O filme de Iñarritu é excelente: possui um humor inteligente, as metalinguagens que todo mundo, mesmo quem não sabe o que é, adorou, tem semi nu de Edward Norton e de Michael Keaton (mas este não conta, né?), mas o clamor desenfreado que o filme causou foi desproporcional, afinal, a disputa estava equilibradíssima. Ou seja, o filme é tão bom quanto seus concorrentes e por isso não possui justificativa suficiente para causar tanto "alvoroço".
No entanto, minha maior alegria foi ver Eddie Redmayne ganhando o prêmio de Melhor Ator! O jovem de 33 anos, que já possui um currículo respeitável (Elizabeth: A Era de Ouro e Os Miseráveis), chegou a receber, em 2011, indicação de "Ator em Ascensão", no BAFTA. Foi um dos prêmios mais merecidos da noite e, ouso dizer, graças a uma interpretação graciosamente superior à de Keaton.
Mas de forma resumida, posso dizer que, devido a qualidade de todos os indicados, a premiação foi uma das mais justas (quanto à entrega das estatuetas) e emocionantes (assista ao vídeo de Glory e entenderá) e, graças ao apresentador, foi uma das mais simpáticas e leves (mal sentimos o tempo passar!). Por fim, com certeza, o Oscar 2015 entrou para a minha lista de melhores apresentações.
Veja a lista completa dos vitoriosos clicando aqui.
Com essa sequência mágica, a cerimônia, que foi apresentada por Neil Patrick Harris, se tornou, desde os primeiros minutos, uma das mais cativantes, em razão, também, da abertura (veja o vídeo abaixo), e porque, né, o apresentador era o Neil Patrick Harris. Não tem como ser mais legal do que isso!
Em relação aos prêmios, conforme as premiações anteriores ao Oscar estavam definindo, a disputa foi bem acirrada. O Grande Hotel Budapeste saiu na frente recebendo 4 dos 9 prêmios que concorria. Birdman, aos 45 do segundo tempo, correu atrás do tempo perdido e empatou com o filme de Wes Anderson, recebendo, também, 4 dos 9 prêmios que concorria. Em terceiro lugar, Whiplash, que havia sido indicado em apenas 5 categorias, recebeu 3 prêmios, o que para muitos foi uma surpresa.
De outro lado, Boyhood, que para muitos era o maior rival de Birdman, decepcionou ao levar apenas um prêmio, o de Melhor Atriz Coadjuvante, para Patricia Arquette.
Pessoalmente, eu não estava torcendo por Birdman, ainda que eu tenha consciência de sua qualidade técnica, simplesmente pela supervalorização que o filme recebeu nos últimos meses. O filme de Iñarritu é excelente: possui um humor inteligente, as metalinguagens que todo mundo, mesmo quem não sabe o que é, adorou, tem semi nu de Edward Norton e de Michael Keaton (mas este não conta, né?), mas o clamor desenfreado que o filme causou foi desproporcional, afinal, a disputa estava equilibradíssima. Ou seja, o filme é tão bom quanto seus concorrentes e por isso não possui justificativa suficiente para causar tanto "alvoroço".
No entanto, minha maior alegria foi ver Eddie Redmayne ganhando o prêmio de Melhor Ator! O jovem de 33 anos, que já possui um currículo respeitável (Elizabeth: A Era de Ouro e Os Miseráveis), chegou a receber, em 2011, indicação de "Ator em Ascensão", no BAFTA. Foi um dos prêmios mais merecidos da noite e, ouso dizer, graças a uma interpretação graciosamente superior à de Keaton.
Mas de forma resumida, posso dizer que, devido a qualidade de todos os indicados, a premiação foi uma das mais justas (quanto à entrega das estatuetas) e emocionantes (assista ao vídeo de Glory e entenderá) e, graças ao apresentador, foi uma das mais simpáticas e leves (mal sentimos o tempo passar!). Por fim, com certeza, o Oscar 2015 entrou para a minha lista de melhores apresentações.
Veja a lista completa dos vitoriosos clicando aqui.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Oscar 2015 | Confira a Lista Completa de Vencedores
Melhor filme
A Teoria de Tudo
Boyhood - Da Infância à Juventude
O Jogo da Imitação
Selma
Birdman
O Grande Hotel Budapeste
Sniper Americano
Whiplash - Em Busca da Perfeição
Melhor atriz
Felicity Jones (A Teoria de Tudo)
Julianne Moore (Para Sempre Alice)
Reese Witherspoon (Livre)
Rosamund Pike (Garota Exemplar)
Marion Cotillard (Dois Dias, Uma Noite)
Melhor ator
Benedict Cumberbatch (O Jogo da Imitação)
Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)
Steve Carell (Foxcatcher - Uma História Que Chocou o Mundo)
Michael Keaton (Birdman)
Bradley Cooper (Sniper Americano)
Melhor atriz coadjuvante
Emma Stone (Birdman)
Keira Knightley (O Jogo da Imitação)
Meryl Streep (Caminhos da Floresta)
Patricia Arquette (Boyhood - Da Infância à Juventude)
Laura Dern (Livre)
Melhor ator coadjuvante
Edward Norton (Birdman)
Ethan Hawke (Boyhood - Da Infância à Juventude)
J.K. Simmons (Whiplash - Em Busca da Perfeição)
Mark Ruffalo (Foxcatcher - Uma História Que Chocou o Mundo)
Robert Duvall (O Juiz)
Melhor diretor
Alejandro González Iñarritu (Birdman)
Richard Linklater (Boyhood - Da Infância à Juventude)
Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste)
Morten Tyldum (O Jogo da Imitação)
Bennett Miller (Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo)
Melhor animação
Como Treinar o Seu Dragão 2
Operação Big Hero
Os Boxtrolls
O Conto da Princesa Kaguya
Song of the Sea
Melhor filme estrangeiro
Ida, de Paweł Pawlikowski (Polônia)
Leviatã, de Andrey Zvyagintsev (Rússia)
Relatos Selvagens, de Damián Szifrón (Argentina)
Tangerines, de Zaza Urushadze (Estônia)
Timbuktu, de Abderrahmane Sissako (Mauritânia)
Melhor roteiro original
Alejandro G. Iñarritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr. e Armando Bo (Birdman)
Richard Linklater (Boyhood - Da Infância à Juventude)
Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste)
Dan Gilroy (O Abutre)
E. Max Frye e Dan Futterman (Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo)
Melhor roteiro adaptado
Graham Moore (O Jogo da Imitação)
Anthony McCarten (A Teoria de Tudo)
Jason Hall (Sniper Americano)
Damien Chazelle (Whiplash - Em Busca da Perfeição)
Paul Thomas Anderson (Vício Inerente)
Melhor direção de fotografia
Emmanuel Lubezki (Birdman)
Roger Deakins (Invencível)
Dick Pope (Mr. Turner)
Robert Yeoman (O Grande Hotel Budapeste)
Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski (Ida)
Melhor design de produção
O Grande Hotel Budapeste
O Jogo da Imitação
Interestelar
Caminhos da Floresta
Mr. Turner
Melhor figurino
O Grande Hotel Budapeste
Vício Inerente
Caminhos da Floresta
Malévola
Mr. Turner
Melhor maquiagem e penteado
Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo
O Grande Hotel Budapeste
Guardiões da Galáxia
Melhor edição
Sniper Americano
Boyhood - Da Infância à Juventude
O Grande Hotel Budapeste
O Jogo da Imitação
Whiplash - Em Busca da Perfeição
Melhor edição de som
Sniper Americano
Birdman
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
Interestelar
Invencível
Melhor mixagem de som
Sniper Americano
Birdman
Interestelar
Invencível
Whiplash - Em Busca da Perfeição
Melhores efeitos visuais
Capitão América 2 - O Soldado Invernal
Planeta dos Macacos: O Confronto
Guardiões da Galáxia
Interestelar
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido
Melhor canção original
"Everything Is Awesome" (Uma Aventura Lego)
"Glory" (Selma)
"Grateful" (Beyond the Lights)
"I'm Not Gonna Miss You" (Glen Campbell... I'll Be Me)
"Lost Stars" (Mesmo Se Nada Der Certo)
Melhor trilha sonora
Alexandre Desplat (O Grande Hotel Budapeste)
Alexandre Desplat (O Jogo da Imitação)
Hans Zimmer (Interestelar)
Gary Yershon (Mr. Turner)
Jóhann Jóhannsson (A Teoria de Tudo)
Melhor documentário
Citizenfour
A Fotografia Oculta de Vivian Maier
Vietnã: Batendo em Retirada
O Sal da Terra
Virunga
Melhor curta-metragem documentário
Crisis Hotline: Veterans Press 1
Joanna
Our Curse
The Reaper
White Earth
Melhor curta-metragem live action
Aya
Boogaloo and Graham
La Lampe au Beurre de Yak
Parvaneh
The Phone Call
Melhor curta-metragem de animação
The Big Picture
The Dam Keeper
O Banquete
Me and My Moulton
A Single Life
Oscar 2015: Conheca os Candidatos a Melhor Trilha Sonora
GRANDE HOTEL BUDAPESTE (ALEXANDRE DESPLAT)
Fonte
O JOGO DA IMITAÇÃO (ALEXANDRE DESPLAT)
Fonte
INTERESTELAR (HANS ZIMMER)
MR. TURNER (GARY YERSHON)
Sinopse: J.M.W Turner (Timothy Spall) é um pintor inglês impressionista. O artista é fascinado pelas luzes e pelo efeito da iluminação no mar, nas cidades, nas construções e nas paisagens. Turner é o pai solteiro de duas filhas. Em um período triste de sua vida, ele conhece uma mulher incrível, por quem se apaixona.
Fonte
A TEORIA DE TUDO (JOHANN JOHANNSSON)
Sinopse: No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.
Fonte
O JOGO DA IMITAÇÃO (ALEXANDRE DESPLAT)
Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico monta uma equipe que tem por objetivo quebrar o Enigma, o famoso código que os alemães usam para enviar mensagens aos submarinos. Um de seus integrantes é Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de 27 anos estritamente lógico e focado no trabalho, que tem problemas de relacionamento com praticamente todos à sua volta. Não demora muito para que Turing, apesar de sua intransigência, lidere a equipe. Seu grande projeto é construir uma máquina que permita analisar todas as possibilidades de codificação do Enigma em apenas 18 horas, de forma que os ingleses conheçam as ordens enviadas antes que elas sejam executadas. Entretanto, para que o projeto dê certo, Turing terá que aprender a trabalhar em equipe e tem Joan Clarke (Keira Knightley) sua grande incentivadora.
Fonte
INTERESTELAR (HANS ZIMMER)
Sinopse: Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper (Matthew McConaughey) é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand (Anne Hathaway), Jenkins (Marlon Sanders) e Doyle (Wes Bentley), ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph (Mackenzie Foy e Jessica Chastain) investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.
MR. TURNER (GARY YERSHON)
Sinopse: J.M.W Turner (Timothy Spall) é um pintor inglês impressionista. O artista é fascinado pelas luzes e pelo efeito da iluminação no mar, nas cidades, nas construções e nas paisagens. Turner é o pai solteiro de duas filhas. Em um período triste de sua vida, ele conhece uma mulher incrível, por quem se apaixona.
Fonte
A TEORIA DE TUDO (JOHANN JOHANNSSON)
Sinopse: Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa quando tinha apenas 21 anos.
Critica | Boyhood (2014)
Talvez o filme mais cativante dentre os indicados à categoria principal (melhor filme) seja Boyhood, ao nos mostrar a evolução de uma família com a qual, indubitavelmente, acabamos encontrando aspectos comuns de nossas próprias vidas.
A história dirigida por Richard Linklater (Antes do Amanhecer), acompanha o crescimento e a evolução da família Evans, em especial do caçula. Mason é um garoto simples de uma família tipicamente moderna: uma mãe que teve filhos muito jovem, um pai ausente que construiu a vida fora do meio familiar e uma irmã mais velha e implicante.
Ao longo do filme, acompanhamos, em primeiro plano, o crescimento do garoto e sua percepção do mundo ao seu redor. Em segundo plano, temos os dramas familiares: o pai que tenta se reaproximar dos filhos e a mãe que busca um marido responsável o suficiente para dividir tarefas.
Durante as mais de 3h de filme somos mergulhados em dramas cotidianos de uma família sem nenhum aspecto especial, que não possui perspectivas a não ser esperar o tempo passar.
Falando em tempo, Boyhood, apesar de simples, levou 12 anos para ser filmado (o oposto de Whiplash que levou apenas 20 dias) e utilizou os mesmos atores desde o seu início. Assim, não só acompanhamos a vida dos personagens, mas também do gracioso elenco.
Boyhood é um filme sobre a vida e sobre o tempo, é simples e complexo ao mesmo tempo, não possui atrativos aparentes, tampouco nos faz desejar os problemas rotineiros dos personagens, mas, ainda assim, o filme é um lindo convite a apreciar a vida, nossa própria simples e complexa vida.
Abaixo, você pode conferir o elenco ao longo dos anos:
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Oscar 2015 | Conheca Os Candidatos a Melhor Cancao Original
Uma Aventura Lego: "Everything Is Awesome" (Tegan and Sara feat. The Lonely Island)
Sinopse: Emmet, um cara comum, é confundido como sendo o construtor mestre, o único que pode salvar o universo. Com a ajuda de um velho místico, uma mulher difícil e do Batman, Emmet vai lutar para derrotar o mal que quer destruir o universo LEGO.
Selma: "Glory" (Common and John Legend)
Sinopse: Cinebiografia do pastor protestante e ativista social Martin Luther King, Jr (David Oyelowo), que acompanha as históricas marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas em 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, em busca de direitos eleitorais iguais para a comunidade afro-americana.
Beyond The Lights: "Grateful" (Rita Ora)
Sinopse: A jovem e talentosa artista Noni Jean (Gugu Mbatha-Raw) alcança a sonhada fama, mas não consegue lidar muito bem com as complexidades do estrelato e sucumbe ante a pressão da vida pública. Até sua vida ser salva por Kaz Nicol (Nate Parker), um policial designado a protege-la, que pode ser a peça chave que faltava para desbloquear o potencial artistíco dela. Apesar dos protestos de seus respectivos pais, que querem que os jovens concentrem-se em suas próprias carreiras, os dois vão lutar para seguir esse romance.
Glen Campbell... I'll Be Me: "I'm Not Gonna Miss You (Glen Campbell)
Sinopse: Glen Campbell, a estrela da música country americana, conta a história de sua vida e de sua carreira.O músico, que tem um Grammy, abriu um leque de oportunidades para as novas gerações da música dos Estados Unidos. Campbell relata como recebeu o diagnótico de Alzheimer e como lida com a doença com a ajuda de sua família.
Mesmo Se Nada Der Certo: "Lost Stars" (Adam Levine)
Sinopse: Uma cantora (Keira Knightley) se muda para Nova Iorque, mas logo após chegar no local, seu namorado americano decide terminar o relacionamento. Em plena crise, ela começa a cantar em bares, até ser descoberta por um produtor de discos (Mark Ruffalo), certo de que ela pode se tornar uma estrela.
Critica | Whiplash (2014)
O primeiro filme que assisti da maratona Oscar foi Whiplash e não me arrependo nenhum pouco.
A história trazida aos cinemas por Damien Chazelle, que tem em seu elenco o incrível, repito, incrível J.K. Simmons, como professor regente filho da mãe de uma escola de música, e Miles Teller, como inseguro porém determinado aluno, é um relato real de humanamente alcançável de determinação e trouxisse. Explico.
Andrew, o jovem aluno baterista, é escolhido por Terence Fletcher, o regente, para fazer parte da banca da escola de música (importante mencionar que a banca é composta apenas pelos melhores), como substituto do músico titular. Logo na primeira aula, ao invés de adquirir conhecimento técnico, Andrew recebe uma das maiores lições de trouxisse protagonizadas pelo professor aspirante a Dr. House. E a partir desse momento, sua vida vira um inferno, ao ser constantemente humilhado e forçado, pelo professor, a alcançar a perfeição.
Eu sei que falando assim o filme parece digno de sessão da tarde, no entanto, o seu grau de realismo e intensidade o tornam extremamente fácil de ser comparado com muitas situações do cotidiano comum, fato que o deixa encantador e merecedor de indicações ao Oscar.
Falando em Oscar, vale referir que o filme é o meu favorito, embora seja o mais humilde dentre os indicados. Contudo, sua simplicidade é avassaladoramente superada pela impecável atuação de J.K. Simmons, que deve (por favor) levar o prêmio de melhor ator coadjuvante. Da mesma forma, o filme também deve atrapalhar os candidatos de melhor mixagem de som. Porém, nas outras categorias a que concorre (melhor filme, roteiro adapatado e edição), o filme não deve prosperar.
Whiplash é o mais simples dos filmes candidatos, foi filmado em apenas 20 dias, em contrate ao ao concorrente Boyhood que levou 12 anos, com orçamento de $ 3.000.000,00 e tendo arrecadado mundialmente apenas $ 10.000.000,00. No entanto, sua simplicidade é sua maior arma contra a complexidade exagerada dos filmes politicamente adequados à grandiosidade hollywoodiana.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Critica | Sniper Americano (2014)
Sempre é difícil fazer comentários sobre filmes favoritos ao Oscar ou que tenham caído, previamente, no gosto popular, mas com o dia da maior cerimônia cinematográfica se aproximando, é impossível deixar de comentar, ainda que de forma simplória.
Há pelo menos seis anos, realizo a "maratona Oscar", em que assisto aos filmes indicados, em sua maioria, e, posteriormente, realizo alguns comentários por aqui. Então, vamos lá! Começamos com Sniper Americano.
O novo filme de Clint Eastwood, protagonizado por Bradley Cooper (Trapaça), conta a história de Chris Kyle, o maior "abatedor" americano, durante as primeiras investidas contra o Oriente Médio, após o 11 de setembro.
Kyle, que quando jovem dedicava seu tempo à atividades rurais, se alistou, ainda que tardiamente, no exército, a fim de fazer justiça e garantir a paz o seu país.
O filme, logo de imediato, estabelece um interessante equilíbrio entre a vida do sniper em guerra e no aconchego do lar (ao lado da esposa e dos filhos). Ainda, enfatiza as consequências que o ambiente de guerra provoca na vida daqueles que a presenciam de forma direta e indireta.
Ademais, o filme, ainda que gritantemente patriótico, busca evidenciar muito mais o reflexo pessoal da guerra do que o sentimento heroico propriamente dito. Tornando, assim, a história emocionalmente universal, ou seja, a história, diante de seu caráter emocional e pessoal, alcança com maior eficácia todos os públicos e não somente o americano.
Contudo, considero a maior qualidade do filme, a capacidade de transmitir a quem o assiste o sentimento de angústia e espera, sentimentos que o próprio Kyle enfrenta enquanto aguarda possíveis alvos de abatimento.
Quanto aos aspectos técnicos, a produção, de fato, possui qualidade saliente, mas não deve possuir força suficiente para vencer Interestelar nas categorias de som ou Boyhood na categoria de edição ou, ainda, A Teoria de Tudo na categoria de melhor ator ou, por fim, desbancar todos os 9 concorrentes da categoria de melhor filme. No entanto, acredito que incomodará na categoria de melhor roteiro adaptado (para aqueles que não sabem, o filme foi inspirado no livro de mesmo nome, publicado no Brasil pela editora Intrínseca).
Portanto, Sniper Americano, ainda que constituído de elevada qualidade técnica e portador de emocionante história, deve bater na trave no Oscar e ficar apenas com o prestígio já reconhecido pelo público.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Valiant Hearts: The Great War
Volto essa semana para falar de um dos games que mais me surpreenderam em 2014, Valiant Hearts: The Great War. Desenvolvido pela Ubisoft Montpellier e publicado pela adorada Ubisoft, uma das gigantes do mundo dos games e responsável por franquias como Assassin’s Creed, Prince of Persia, Far Cry e Just Dance.
É bom deixar bem claro que Valiant Hearts tem um estilo diferente do qual estamos acostumados, ele é considerado um “game-arte”, onde os gráficos não são os grandes diferenciais, e sim, seu enredo e jogabilidade, muito visto em jogos indie (games criados por empresas com menor orçamento e sem muito apelo comercial). Para entender bem o conceito de games-arte, recomendo os jogos Journey, Limbo, Braid e Flower, que estão entre os grandes jogos indie dos últimos tempos.
A jogabilidade de Valiant Hearts é no formato adventure-puzzle, onde existe um misto de ação (aquele clássico side-scrolling, ou, da esquerda para a direita) com a necessidade de resolver enigmas para realizar as missões e passar de fase. Se você ficou com preguiça de resolver, não se preocupe, porque o jogo tem um sistema que te ajuda quando você ficar travado NAQUELA fase.
A engine do jogo é a UbiArt Framework, que é responsável pela arte gráfica sensacional, meio em estilo de quadrinhos, que é um dos pontos principais do jogo.
Dito isso, vamos ao enredo.
O jogo se passa entre 1914 e 1918, durante a Primeira Guerra Mundial. Já nos primeiros momentos do jogo, entendemos que o enredo é pesado e triste, mas os desenvolvedores ainda conseguiram minimizar as situações, de modo que não ficasse explícito ou traumatizante. Mas, sim, é um jogo muito triste.
No jogo conhecemos uma família pacata que vive em uma fazenda no interior da França. Karl é um alemão que vive com sua esposa Marie, seu filho recém-nascido Victor e seu sogro Emile. Após o Império Germânico declarar guerra à Rússia pela morte do Arquiduque Francisco Ferdinando, a França decide deportar todos os alemães que vivem no país, entre eles Karl, que após voltar pra Alemanha, é obrigado a lutar pelas forças germânicas. Do outro lado, Emile também é recrutado para defender a França na guerra, deixando Marie sozinho com seu filho recém-nascido. Esse é um ponto crítico do jogo, pois os roteiristas quiseram mostrar como a guerra afeta as pessoas comuns e suas consequências. No meio de uma batalha, Emile é salvo por Walt, um cachorro muito inteligente utilizado em resgates. Os dois acabam se afeiçoando e se aliando na tentativa de sobreviver à horrível guerra.
Após alguns acontecimentos no jogo, Emile também conhece Freddie, um soldado americano que tem uma sede de vingança pessoal contra o Barão Von Dorf, um dos mais respeitados comandantes alemães e talvez o grande antagonista da história. Conhecemos também Anna, uma enfermeira belga que após ter seu pai cientista sequestrado por Von Dorf, se voluntaria para participar da guerra e assim, reencontrar seu pai.
Apesar de ter os personagens principais fictícios, Valiant Hearts é muito fiel aos fatos, a Ubisoft teve o apoio dos criadores do documentário “Apocalypse, World War I” na criação do jogo, conseguindo se utilizar de documentos reais sobre a guerra, inclusive fotos e até cartas escritas pelos próprios soldados. Além disso, o jogo contém uma gama de informações sore os lugares e situações que são importantes na construção da trama principal.
O game teve médias muitos positivas entre os críticos, destacando a fidelidade histórica e a jogabilidade fácil e envolvente do jogo. Pelo fato de ser um jogo exclusivamente para download (não é vendido em lojas físicas), o jogo é barato e acessível, custando R$ 30,99 nas redes online do Playstation, Xbox e mais recentemente, pra iOS e Android.
Valiant Hearts: The Great War é um jogo excelente, porém triste, que te faz chorar (eu chorei) o tempo todo e uma grande aula de história, muito recomendado tanto pra quem gosta de bons jogos, quanto pra quem quer estudar sobre fatos históricos.
É bom deixar bem claro que Valiant Hearts tem um estilo diferente do qual estamos acostumados, ele é considerado um “game-arte”, onde os gráficos não são os grandes diferenciais, e sim, seu enredo e jogabilidade, muito visto em jogos indie (games criados por empresas com menor orçamento e sem muito apelo comercial). Para entender bem o conceito de games-arte, recomendo os jogos Journey, Limbo, Braid e Flower, que estão entre os grandes jogos indie dos últimos tempos.
A jogabilidade de Valiant Hearts é no formato adventure-puzzle, onde existe um misto de ação (aquele clássico side-scrolling, ou, da esquerda para a direita) com a necessidade de resolver enigmas para realizar as missões e passar de fase. Se você ficou com preguiça de resolver, não se preocupe, porque o jogo tem um sistema que te ajuda quando você ficar travado NAQUELA fase.
A engine do jogo é a UbiArt Framework, que é responsável pela arte gráfica sensacional, meio em estilo de quadrinhos, que é um dos pontos principais do jogo.
Dito isso, vamos ao enredo.
O jogo se passa entre 1914 e 1918, durante a Primeira Guerra Mundial. Já nos primeiros momentos do jogo, entendemos que o enredo é pesado e triste, mas os desenvolvedores ainda conseguiram minimizar as situações, de modo que não ficasse explícito ou traumatizante. Mas, sim, é um jogo muito triste.
No jogo conhecemos uma família pacata que vive em uma fazenda no interior da França. Karl é um alemão que vive com sua esposa Marie, seu filho recém-nascido Victor e seu sogro Emile. Após o Império Germânico declarar guerra à Rússia pela morte do Arquiduque Francisco Ferdinando, a França decide deportar todos os alemães que vivem no país, entre eles Karl, que após voltar pra Alemanha, é obrigado a lutar pelas forças germânicas. Do outro lado, Emile também é recrutado para defender a França na guerra, deixando Marie sozinho com seu filho recém-nascido. Esse é um ponto crítico do jogo, pois os roteiristas quiseram mostrar como a guerra afeta as pessoas comuns e suas consequências. No meio de uma batalha, Emile é salvo por Walt, um cachorro muito inteligente utilizado em resgates. Os dois acabam se afeiçoando e se aliando na tentativa de sobreviver à horrível guerra.
Após alguns acontecimentos no jogo, Emile também conhece Freddie, um soldado americano que tem uma sede de vingança pessoal contra o Barão Von Dorf, um dos mais respeitados comandantes alemães e talvez o grande antagonista da história. Conhecemos também Anna, uma enfermeira belga que após ter seu pai cientista sequestrado por Von Dorf, se voluntaria para participar da guerra e assim, reencontrar seu pai.
Apesar de ter os personagens principais fictícios, Valiant Hearts é muito fiel aos fatos, a Ubisoft teve o apoio dos criadores do documentário “Apocalypse, World War I” na criação do jogo, conseguindo se utilizar de documentos reais sobre a guerra, inclusive fotos e até cartas escritas pelos próprios soldados. Além disso, o jogo contém uma gama de informações sore os lugares e situações que são importantes na construção da trama principal.
O game teve médias muitos positivas entre os críticos, destacando a fidelidade histórica e a jogabilidade fácil e envolvente do jogo. Pelo fato de ser um jogo exclusivamente para download (não é vendido em lojas físicas), o jogo é barato e acessível, custando R$ 30,99 nas redes online do Playstation, Xbox e mais recentemente, pra iOS e Android.
Valiant Hearts: The Great War é um jogo excelente, porém triste, que te faz chorar (eu chorei) o tempo todo e uma grande aula de história, muito recomendado tanto pra quem gosta de bons jogos, quanto pra quem quer estudar sobre fatos históricos.
Leo Dutra
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Quadrinhos | Primeiros Contatos Com Historias Em Quadrinhos e Minha Opiniao Sobre Maus, de Art Spiegelman
Sempre evitei ler quadrinhos porque (não riam), primeiro, me atrapalhava com os malditos balões e sempre acabava lendo o errado primeiro e, segundo, porque achava que as ilustrações atrapalhavam meu "processo criativo".
Então, há pouco tempo, por influência do Leo Dutra, comecei a ler quadrinhos e apesar de já ter lido três (sei que é pouco, mas né) ainda não tinha me sentido a vontade o suficiente para expressar qualquer tipo de opinião. No entanto, resolvi arriscar um pouquinho e fazer esta postagem.
O "desafio" teve início em dezembro de 2014, quando li Persépolis, a história de uma menina que acompanha a revolução que levou o Irã ao regime xiita, e me apaixonei pelo enredo. Então, a partir daí, decidi ler pelo menos uma história em quadrinhos por mês.
Em janeiro de 2015, resolvi ler Kaputt, adaptação da história escrita pelo jornalista Curzio Malaparte durante sua participação na Segunda Guerra Mundial, e, infelizmente, não gostei. Achei o traço confuso e sombrio e para mim, que tenho pouca experiência nesse tipo leitura, entender a história foi meio confuso e desgastante. Contudo, pretendo reler assim que adquirir mais experiência com quadrinhos para ver se a culpa por não ter gostado é minha mesmo.
Por fim, agora em fevereiro de 2015, li Maus, mais uma história sobre a Segunda Guerra Mundial (acho que tenho uma certa inclinação para o tema ou as pessoas escrevem muito sobre isso mesmo). Em Maus (rato em alemão), acompanhamos tanto o processo de desenvolvimento da história quanto a narrativa completa de um judeu sobrevivente de vários campos de concentração, inclusive Auschwitz.
Vladek Spiegelman, pai de Art (autor da hq) narra os detalhes da guerra, desde os primeiros boatos sobre as represálias contra os judeus até o momento do cessar fogo, descrevendo a vida nos campos de concentração e o que foi necessário fazer para sobreviver. É importante referir a riqueza dos detalhes trazidos tanto pelos diálogos quanto pelas ilustrações. Incríveis!
De outro lado, uma vez que o pai narra para o filho sua história, temos acesso aos efeitos que a guerra provocou no sobrevivente: Vladek passou a ser mesquinho (mão de vaca) e se tornou uma pessoa dura e insegura. Fatos que dificultaram, muitas vezes, o relacionamento em família.
Falando em dificuldade de relacionamento, um aspecto muito sutil e dosadamente bem colocado é o sentimento de culpa que Art carrega por não ter mais paciência com o pai, mesmo após conhecer detalhes de seu sofrimento, cumulado com o sentimento de exploração por ter praticamente obrigado o pai a reviver momentos que passou a vida tentando esquecer.
Bom, para quem não estava muito a vontade de escrever sobre quadrinhos, até que o texto rendeu, né? Mas, em fim, posso dizer que Maus foi uma leitura bastante agradável, embora indigesta em algumas partes, mas se tornou uma interessante aula de história e uma grande lição de reconhecimento familiar.
Para finalizar, abaixo segue uma listinha explicando qual nacionalidade ou etnia cada animal retratado na história significa:
Ratos - Judeus
Porcos - Poloneses
Gatos - Alemães
Sapos - Franceses
Cachorros - Estadunidenses
Renas - Suíços
Ursos - Russos
Peixes - Britânicos
Então é isso pessoal, espero que tenham gostado do texto, continuem acompanhando aqui no blog as próximas HQs que lerei e fiquem a vontade para postar nos comentários e nas nossas redes sociais sugestões de leituras.
Vladek Spiegelman, pai de Art (autor da hq) narra os detalhes da guerra, desde os primeiros boatos sobre as represálias contra os judeus até o momento do cessar fogo, descrevendo a vida nos campos de concentração e o que foi necessário fazer para sobreviver. É importante referir a riqueza dos detalhes trazidos tanto pelos diálogos quanto pelas ilustrações. Incríveis!
De outro lado, uma vez que o pai narra para o filho sua história, temos acesso aos efeitos que a guerra provocou no sobrevivente: Vladek passou a ser mesquinho (mão de vaca) e se tornou uma pessoa dura e insegura. Fatos que dificultaram, muitas vezes, o relacionamento em família.
Falando em dificuldade de relacionamento, um aspecto muito sutil e dosadamente bem colocado é o sentimento de culpa que Art carrega por não ter mais paciência com o pai, mesmo após conhecer detalhes de seu sofrimento, cumulado com o sentimento de exploração por ter praticamente obrigado o pai a reviver momentos que passou a vida tentando esquecer.
Bom, para quem não estava muito a vontade de escrever sobre quadrinhos, até que o texto rendeu, né? Mas, em fim, posso dizer que Maus foi uma leitura bastante agradável, embora indigesta em algumas partes, mas se tornou uma interessante aula de história e uma grande lição de reconhecimento familiar.
Para finalizar, abaixo segue uma listinha explicando qual nacionalidade ou etnia cada animal retratado na história significa:Ratos - Judeus
Porcos - Poloneses
Gatos - Alemães
Sapos - Franceses
Cachorros - Estadunidenses
Renas - Suíços
Ursos - Russos
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Então é isso pessoal, espero que tenham gostado do texto, continuem acompanhando aqui no blog as próximas HQs que lerei e fiquem a vontade para postar nos comentários e nas nossas redes sociais sugestões de leituras.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
LIVRO | Psicose, de Robert Bloch
Cresci assistindo aos clássicos do cinema que meu avô me indicava: Por Quem Os Sinos Dobram, A Um Passo da Eternidade, entre tantos outros. No entanto, o que mais me encantou e surpreendeu foi "Psicose", de Alfred Hitchcock.
A partir do momento em que conheci o filme, comecei a ler bastante sobre os bastidores e sobre o desenvolvimento da história, até que descobri que o filme era baseado em um livro, de mesmo nome, escrito por Robert Bloch. Enlouqueci! Precisava encontrar o livro! Então minha epopeia teve início.
Procurei enlouquecidamente nas livrarias e sebos durante anos e nunca encontrei! Estava prestes a desistir quando a Darkside Books decidiu republicar o título no Brasil! Viva!
A editora disponibilizou duas edições: uma de capa dura (foto acima) e uma mais simples, ambas com o mesmo conteúdo.
E assim meu sonho virou realidade.
Psicose, de Robert Bloch, deveria ser incluído no rol de livros indispensáveis, não apenas em razão de sua história criativamente bem construída, mas, sobretudo, devido a qualidade da escrita, que são requisitos essenciais para uma boa leitura.
A trama, aparentemente, acompanha o drama de Mary, uma jovem que acaba de roubar o dinheiro de seu chefe para poder construir sua vida ao lado do amado, enquanto foge da cidade e tenta se manter anônima.
Durante o percurso, Mary para em um pequeno hotel de beira de estrada, o Hotel Bates, onde decide passar a noite e acaba conhecendo um dos donos, Norman Bates.
Após alguns minutos de conversa com seu hospedeiro, a jovem decide ir para o quarto e descansar, porém, durante o banho, é surpreendida ao ser violentamente assassinada. E é aí que a história começa a ficar interessante.
A história de uma hora para outra tem uma reviravolta. A fuga de Mary, até então protagonista, se torna o menor dos problemas, e o ponto central passa a ser a descoberta da identidade do assassino e o que o levou a tomar uma medida tão extremada.
Assim passamos a pensar: seria o inofensivo Norman o assassino? Talvez sua mãe doente e irritadiça? Ou um dos hospedes do hotel? Ou, ainda, o chefe de Mary que descobriu seu paradeiro? Todas as hipóteses são possíveis e apenas Bloch pode nos guiar até o terrível desfecho.
Quanto a leitura, a narrativa é tão fantástica quanto o filme, mesmo apresentando algumas variações, e cumpre a ideia do autor de interligar os aspectos da história e as características do personagem com a história real de Ed Gein, um dos psicopatas mais assustadores da história americana e "muso" inspirador de diversas histórias de terror e suspense.
Por fim, posso dizer que valeu a espera e a busca pelo livro pois a história é maravilhosa e a edição espetacular. A leitura pode ser realizada em um único dia de tão fácil e eletrizante que é e o livro é ainda mais fácil de ser colocado na lista de releituras constantes, ou seja, uma perfeita reunião de pontos positivos que todo leitor sonha em esbarrar por aí.
Procurei enlouquecidamente nas livrarias e sebos durante anos e nunca encontrei! Estava prestes a desistir quando a Darkside Books decidiu republicar o título no Brasil! Viva!
A editora disponibilizou duas edições: uma de capa dura (foto acima) e uma mais simples, ambas com o mesmo conteúdo.
E assim meu sonho virou realidade.
Psicose, de Robert Bloch, deveria ser incluído no rol de livros indispensáveis, não apenas em razão de sua história criativamente bem construída, mas, sobretudo, devido a qualidade da escrita, que são requisitos essenciais para uma boa leitura.
A trama, aparentemente, acompanha o drama de Mary, uma jovem que acaba de roubar o dinheiro de seu chefe para poder construir sua vida ao lado do amado, enquanto foge da cidade e tenta se manter anônima.
Durante o percurso, Mary para em um pequeno hotel de beira de estrada, o Hotel Bates, onde decide passar a noite e acaba conhecendo um dos donos, Norman Bates.
Após alguns minutos de conversa com seu hospedeiro, a jovem decide ir para o quarto e descansar, porém, durante o banho, é surpreendida ao ser violentamente assassinada. E é aí que a história começa a ficar interessante.
A história de uma hora para outra tem uma reviravolta. A fuga de Mary, até então protagonista, se torna o menor dos problemas, e o ponto central passa a ser a descoberta da identidade do assassino e o que o levou a tomar uma medida tão extremada.
Assim passamos a pensar: seria o inofensivo Norman o assassino? Talvez sua mãe doente e irritadiça? Ou um dos hospedes do hotel? Ou, ainda, o chefe de Mary que descobriu seu paradeiro? Todas as hipóteses são possíveis e apenas Bloch pode nos guiar até o terrível desfecho.
Quanto a leitura, a narrativa é tão fantástica quanto o filme, mesmo apresentando algumas variações, e cumpre a ideia do autor de interligar os aspectos da história e as características do personagem com a história real de Ed Gein, um dos psicopatas mais assustadores da história americana e "muso" inspirador de diversas histórias de terror e suspense.
Por fim, posso dizer que valeu a espera e a busca pelo livro pois a história é maravilhosa e a edição espetacular. A leitura pode ser realizada em um único dia de tão fácil e eletrizante que é e o livro é ainda mais fácil de ser colocado na lista de releituras constantes, ou seja, uma perfeita reunião de pontos positivos que todo leitor sonha em esbarrar por aí.
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