Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Quadrinhos | Primeiros Contatos Com Historias Em Quadrinhos e Minha Opiniao Sobre Maus, de Art Spiegelman

Sempre evitei ler quadrinhos porque (não riam), primeiro, me atrapalhava com os malditos balões e sempre acabava lendo o errado primeiro e, segundo, porque achava que as ilustrações atrapalhavam meu "processo criativo".

Então, há pouco tempo, por influência do Leo Dutra, comecei a ler quadrinhos e apesar de já ter lido três (sei que é pouco, mas né) ainda não tinha me sentido a vontade o suficiente para expressar qualquer tipo de opinião. No entanto, resolvi arriscar um pouquinho e fazer esta postagem.

O "desafio" teve início em dezembro de 2014, quando li Persépolis, a história de uma menina que acompanha a revolução que levou o Irã ao regime xiita, e me apaixonei pelo enredo. Então, a partir daí, decidi ler pelo menos uma história em quadrinhos por mês.

Em janeiro de 2015, resolvi ler Kaputt, adaptação da história escrita pelo jornalista Curzio Malaparte durante sua participação na Segunda Guerra Mundial, e, infelizmente, não gostei. Achei o traço confuso e sombrio e para mim, que tenho pouca experiência nesse tipo leitura, entender a história foi meio confuso e desgastante. Contudo, pretendo reler assim que adquirir mais experiência com quadrinhos para ver se a culpa por não ter gostado é minha mesmo.

Por fim, agora em fevereiro de 2015, li Maus, mais uma história sobre a Segunda Guerra Mundial (acho que tenho uma certa inclinação para o tema ou as pessoas escrevem muito sobre isso mesmo). Em Maus (rato em alemão), acompanhamos tanto o processo de desenvolvimento da história quanto a narrativa completa de um judeu sobrevivente de vários campos de concentração, inclusive Auschwitz.

Vladek Spiegelman, pai de Art (autor da hq) narra os detalhes da guerra, desde os primeiros boatos sobre as represálias contra os judeus até o momento do cessar fogo, descrevendo a vida nos campos de concentração e o que foi necessário fazer para sobreviver. É importante referir a riqueza dos detalhes trazidos tanto pelos diálogos quanto pelas ilustrações. Incríveis!

De outro lado, uma vez que o pai narra para o filho sua história, temos acesso aos efeitos que a guerra provocou no sobrevivente: Vladek passou a ser mesquinho (mão de vaca) e se tornou uma pessoa dura e insegura. Fatos que dificultaram, muitas vezes, o relacionamento em família.

Falando em dificuldade de relacionamento, um aspecto muito sutil e dosadamente bem colocado é o sentimento de culpa que Art carrega por não ter mais paciência com o pai, mesmo após conhecer detalhes de seu sofrimento, cumulado com o sentimento de exploração por ter praticamente obrigado o pai a reviver momentos que passou a vida tentando esquecer.

Bom, para quem não estava muito a vontade de escrever sobre quadrinhos, até que o texto rendeu, né? Mas, em fim, posso dizer que Maus foi uma leitura bastante agradável, embora indigesta em algumas partes, mas se tornou uma interessante aula de história e uma grande lição de reconhecimento familiar.

Para finalizar, abaixo segue uma listinha explicando qual nacionalidade ou etnia cada animal retratado na história significa:

Ratos - Judeus
Porcos - Poloneses
Gatos - Alemães
Sapos - Franceses
Cachorros - Estadunidenses
Renas - Suíços
Ursos - Russos
Peixes - Britânicos

Então é isso pessoal, espero que tenham gostado do texto, continuem acompanhando aqui no blog as próximas HQs que lerei e fiquem a vontade para postar nos comentários e nas nossas redes sociais sugestões de leituras.

Um comentário:

  1. Gosto muito dessa HQ, acho humana e sensível! Fico feliz que tenha vencido esse bloqueio. O texto ficou ótimo! Parabéns...!

    ResponderExcluir