BoJack Horseman

BoJack Horseman é uma série muito promissora, que te prende na história e que sabe construir a história de uma forma competente, tanto que já foi renovada para uma segunda temporada, além de existir um easter egg com a abertura de “Horsin’ Around” e um episódio de natal do mesmo.

BoJack Horseman

Critica | Lucy

O que aconteceria se os humanos usassem 100% da capacidade cerebral?

Critica | Lucy

Resenha de Psicose, de Robert Bloch

Procurei enlouquecidamente nas livrarias e sebos durante anos e nunca encontrei! Estava prestes a desistir quando a Darkside Books decidiu republicar o título no Brasil! Viva!

As fugitivas

Neuromancer, 30 anos

Detalhes da edição especial de 30 anos de Neuromancer.

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LIVRO | Perdido em Marte

O que você faria se ficasse perdido em marte?

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O Iluminado, de Stephen King

O Iluminado se tornou uma das minhas obras favoritas a serem lidas durante o dia. Sim, durante o dia. Apenas.

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terça-feira, 19 de maio de 2015

LIVRO | Perdido em Marte, de Andy Weir

Quando comecei a ler Perdido em Marte acho que não estava no clima de mais uma ficção científica (tinha acabado de ler Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas? e Neuromancer) e como resultado, levei mais de 02 meses para concluí-lo, o que não foi de todo ruim, pois quando a "má fase" passou, pude degusta-lo de forma apropriada.

Perdido em Marte, como dito, é uma ficção científica, escrita por Andy Weir. O autor, antes de se dedicar à literatura, trabalhava como programador, o que, aliado ao fato de seu pai ser físico, auxiliou de forma eficaz na narrativa da história. Vou explicar porque.

No livro, Mark, um astronauta botânico, durante uma expedição, sofre um acidente e é deixado para trás, em Marte, pelos colegas, pois as provas de que não havia sobrevivido eram incontestáveis. No entanto, Mark estava tão vivo quanto ferrado, pois a partir daquele momento teria que colocar todos os neurônios para funcionar e garantir sua sobrevivência até a próxima expedição chegar dentro de alguns anos.

Assim, em terras marcianas, Mark precisaria de todos os conhecimentos de física, química e botânica que pudesse reunir, pois sua comunicação com a Terra era inexistente e tudo estaria por sua conta. Sua primeira preocupação então foi com com os níveis de O2 (oxigênio) e com a alimentação, o que conseguiu resolver parcialmente após muitos cálculos e previsões malucas (dessas que só o pessoal das exatas faz) chegou a conclusão de que explodindo uma coisa aqui e outra ali, soltando uma peça importante lá... o ideal para a sua sobrevivência seria conseguir um meio de comunicação com a Terra e plantar batatas. Sim, batatas.

A influência do pai do autor, bem como sua profissão, estão presentes nas conclusões, teorias e ideias de Mark, que são descritas de forma super detalhada, pois o Andy Weir narra com precisão fatos e consequências químicas e físicas, o que para mim, uma leiga, traz um ar de veracidade incrível, embora cansativo. Portanto, até que se prove o contrário, tudo descrito é a mais pura verdade.

Uma excelente notícia para quem gostou do livro ou para os preguiçosos de plantão (risos) é que a história será adaptada para o cinema, aliás, já possui até data de estreia no Brasil (26 de novembro de 2015). A versão é dirigida por Ridley Scott (diretor de Alien, sugestivo, não?) e tem em seu elenco Matt Damon (como Mark), Jessica Chastain (como Melissa) e Kate Mara (Johanssen).

Por fim, embora eu tenha começado com o pé esquerdo com a leitura de Perdido em Marte, a história me ganhou, aliás, me convenceu de forma surpreendente sobre todas as aventuras e possíveis problemas que um astronauta sortudo (ou não) perdido em marte pode enfrentar. Ademais, a apresentação do livro contribui de forma positiva para a leitura, afinal, quem não gosta de ter uma edição com capa emborrachada?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Livro | A Estrada da Noite, Joe Hill

Então, nunca tinha lido nada do Joe Hill e para fazer o teste, nada melhor do que um livro que tenha custado R$ 7,00. Sério, sete reais! É edição econômica, mas está valendo.

O livro conta a história de um quase aposentado líder de uma banda de rock, Jude, que agora mora em uma aconchegante casa com a namorada, Georgia (Marybeth), e é mimado pelo “assessor”, Danny. Um dia, Danny, estava fuxicando na internet e se deparou com um interessante anúncio, em um site parecido com o ebay ou mercado livre. Chamou Jude, sabendo seu gosto peculiar para artigos inusitados, e lhe mostrou que alguém, muito doido, tinha colocado um fantasma à venda. De imediato, Jude e Danny, realizaram o lance mais alto e compraram o “produto”.

Algum tempo depois, Jude recebe em casa um pacote contendo um terno, conforme especificado na descrição do site, e, que, por sua vez, deveria vir acompanhado pelo tão terrível fantasma.

Jude estava cético em relação ao produto, mas né, ter um fantasminha em casa as vezes não faz mal.

Georgia, quando se depara com o terno, fica espantada com o quanto fora de moda o artigo é e, ao pegá-lo, é alfinetada com algo no dedo. Este acontecimento é cheio de simbolismos que vamos desvendando ao longo da leitura.

Não demora muito para Jude perceber que o fantasma é real e aí, meus filhos, demorei mais de uma semana para ler 50 páginas de tanto medo que senti.

No entanto, a fim de evitar spoilers, posso dizer apenas que o fantasma obriga Jude e Georgia a saírem de casa, o que motiva o casal a ir atrás da pessoa que “vendeu” o artigo para tentar se livrar da alma penada.

Esta segunda parte da história não me cativou muito, pois fugiu um pouco do clima de terror que tinha sido bem desenvolvido no início, deixando apenas um viés de ação e a presença do fantasma banalizada.

A resolução da história foi bem encaixada, embora tenha me deixado revoltada (quando você ler o livro, vai entender) e tenha aparentado ser “fácil” de mais, digo, não tenha resultado em grandes problemas. E, de outro lado, temos a ótima escrita de Joe Hill, fato único que me convenceu a continuar a ler mais de seus livros. Falando nisso, alguma sugestão?

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Livro | O Inferno de Dan Brown


Enquanto aguardávamos (e continuamos a aguardar) notícias sobre o filme do ótimo "O Símbolo Perdido", os milhares de fãs de Dan Brown estavam extrapolando os limites da ansiedade aguardando o lançamento da mais nova aventura de Robert Langdon.

Dentro deste contexto, uma coisa é certa, todos nós sabemos que Dan Brown é um fantástico escritor e um maravilhoso pesquisador histórico, agora, que ele poderia se perder dentro do próprio enredo é uma terrível novidade e é exatamente isso que acontece em "Inferno".

A história começa de uma forma intrigante, apesar de levemente clichê. Robert Langdon acorda em um hospital, com um ferimento na cabeça e sem lembrar de absolutamente nada referente à sua atual visita à Florença. Como já é de se esperar, uma série de coisas estranhas e misteriosas começam a acontecer, deixando tanto Langdon quanto o leitor ansiosos (este é o maior ponto positivo do início do livro), no entanto o exagero em relação à valoração de um simples professor, ainda que muito competente, e a tentativa de sua equiparação à um super herói são os piores aspectos do livro, aspectos, inclusive, que vem sendo insistidos nas últimas histórias.

Vale uma ressalva neste livro, a qual que cabe igualmente à todos de Dan Brown, o autor consegue com maestria descrever minunciosamente fatos, aspectos e inclusive detalhes dos locais em que a história é ambientada, criando assim uma atmosfera única de imediato teletransporte do leitor para dentro do enredo.

Voltando à história, Langdon passa a ser perseguido pelo Governo Italiano (ou pelo menos pensa ser) e com a ajuda de Sienna Miller, uma talentosa jovem médica que, pasmem, a qual conhece quando misteriosamente sofre um atentado no hospital e por ela é salvo, a escapar durante TODO o livro.

Sim, Robert Langdon passa o livro inteiro fugindo e ENGANANDO um exército treinado rigorosamente.

Ok. Foco.

Enquanto Langdon e sua mais nova fiel escudeira fogem, uma história paralela é contata, como de praxe. A identidade do personagem principal do "lado b" é ocultada durante boa parte do livro (talvez mais uma tentativa de fazer mistério, não sei), porém, ainda que igualmente fracassada, a história que o circunda traz um pouco mais de mistério.

Nessa segunda história, apenas sabemos que o personagem misterioso é uma pessoa influente, de grandes posses e que contrata os serviços de uma empresa especializada em 'ocultação de pessoas vivas', ou melhor, contrata a empresa para que possa sumir do mapa para poder colocar em prática o seu plano que SALVARÁ A HUMANIDADE.

O tal plano também é omitido até às últimas páginas, porém, como em todos os livros, o autor dá dicas tanto ao leitor quanto à Langdon e aos poucos vamos entendendo a mente doentia, ou não, do personagem. As pistas deixadas pelo autor através do personagem são relacionadas ao secular livro "A Divina Comédia", de Dante Alighieri, principalmente em relação a primeira parte, intitulada Inferno, a qual da nome ao livro em discussão.

De forma resumida e tentando ao máximo ocultar spoilers, posso dizer que Inferno é uma decepção agradável, ou seja, ao mesmo tempo em que a história se perde em círculos cheios de falhas, o autor recompensa o leitor com incríveis descrições e, sobretudo, compartilha de uma forma muito inteligente aspectos até então inobservados pelos leitores menos atentados das obras mencionadas ao longo do livro. Enfim, Inferno é, dentre as aventuras de Langdon, de longe a menos "convincente", mas não deixa de ser boa, afinal, estamos falando de Dan Brown, aquele conhecido incansavelmente como "o aclamado autor de O Código Da Vinci", como se este fosse seu melhor livro.