BoJack Horseman é uma série muito promissora, que te prende na história e que sabe construir a história de uma forma competente, tanto que já foi renovada para uma segunda temporada, além de existir um easter egg com a abertura de “Horsin’ Around” e um episódio de natal do mesmo.
Procurei enlouquecidamente nas livrarias e sebos durante anos e nunca encontrei! Estava prestes a desistir quando a Darkside Books decidiu republicar o título no Brasil! Viva!
Vamos voltar ao passado. À
sua infância. Alguém se lembra dos Clássicos da Disney? Sim, aqueles produzidos
da metade para o final do século passado e que até hoje fazem história? Branca
de Neve e os Sete Anões (1937), Cinderela (1950), Alice No País das Maravilhas
(1953), A Dama e o Vagabundo (1955), A Bela Adormecida (1959)? Sim, estou
falando apenas das animações. Alguém se lembra de alugar ou comprar as fitas VHS
destes filmes?
E as trilhas sonoras
desses filmes? Inesquecíveis, não é mesmo? Pra mim, sempre foram as melhores
partes. Todas elas únicas, exclusivas, que de certa forma projetam em nossa
cabeça, pedaços destes filmes. Até hoje não consigo ouvir Tchaikovsky (meu
compositor clássico favorito) sem lembrar-me de A Bela Adormecida, ou então, ao
ouvir I Won’t Say (I’m In Love), de Hércules (1997), sem cantar junto. E o que
dizer da trilha de O Rei Leão (1994), Hakuna Matata e The Circle of Life?
Inolvidável! O quão piegas estou sendo? Não importa, só sei que tenho saudades
desse tempo.
A Bela Adormecida (1959)
Temos a obrigação de
exibir esses filmes para nossos filhos e netos, como forma de recuperar a nossa
infância e repassar a magia do cinema dessa época que não volta mais. É fato de
que filmes como esses (confira a lista abaixo dos filmes clássicos a meu ver), não
se fazem mais. A animação 2D, feita à mão, há muito tempo não existe mais. Mas
foi ela que, por muito tempo, encantou gerações de famílias com, pelo menos,
uma obra-prima por ano.
Não sei para vocês, mas
quanto mais o tempo passa, mais saudade eu tenho do tempo em que assistia aos Clássicos
da Disney. As responsabilidades vão aumentando, juntamente com a pressão, e o
Peter Pan (1953) vai tomando conta de mim. Não é à toa que até hoje o Walt
Disney World Resort é o paraíso e o sonho de consumo para todos que nasceram na
década de 1990. Não vamos ser excludentes, para muitos outros também (mais
novos ou mais velhos).
Peter Pan (1953)
Mas chega de drama. Fato é
que as antigas animações da Disney fizeram história. A estratégica emocional
usada pelos estúdios de Walt Disney conseguiu penetrar nos corações das pessoas,
que se desligavam (e ainda se desligam) da realidade para entrar na história,
normalmente contos de fadas. Lembrando que estes contos são muito mais antigos
que as animações: foram recontados para serem memoráveis.
Quem se importa, não é
mesmo? Pra ser feliz é preciso crer, neste
céu azul, na imensidão! É fazer das tristezas, estrelas a mais e do pranto, uma
canção! Há um mundo bem melhor, todo feito pra você!
Walt Disney World Resort (Orlando, FL, EUA)
Esse post é dedicado a Isabela Verardi Thunm.
Os
mais inesquecíveis, em minha opinião:
1.Branca
de Neve e os Sete Anões (Snow White and
the Seven Dwarfs, 1937)
2.Pinóquio
(Pinocchio, 1940)
3.Dumbo
(1941)
4.Bambi
(1942)
5.Cinderela
(Cinderella, 1950)
6.Alice
No País das Maravilhas (Alice in
Wonderland, 1953)
7.Peter
Pan (1953)
8.A
Dama e o Vagabundo (The Lady and the
Tramp, 1955)
9.A
Bela Adormecida (Sleeping Beauty,
1959)
10.101 Dálmatas (One Hundred and One Dalmatians, 1961)
11.Mogli – O Menino Lobo (The Jungle Book, 1967)
12.A Pequena Sereia (The Little Mermaid, 1989)
13.A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, 1991)
14.Aladdin (1992)
15.O Rei Leão (The Lion King, 1994)
16.Pocahontas (1995)
17.O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame, 1996)
18.Hércules (Hercules, 1997)
19.Mulan (1998)
20.Tarzan (1999)
Não
citados como Clássicos, mas igualmente importantes e memoráveis:
Damos um salto na história ao colocar este filme "jovem", de apenas 30 anos, na categoria de clássico, mas não poderia ficar de fora pois contribuiu com seu forte senso de humor, com uma trilha sonora inesquecível e com uma das cenas mais conhecidas e aclamadas de todos os tempos para a construção do cinema atual.
Um dos filmes mais conhecidos e mais polêmicos do grande direito Stanley Kubrick além de ser o clássico mais eltrizante e agressivo de todos os tempos.
O próximo filme da lista conquistou gerações com a famosa cena que dá nome ao filme e mesmo com quase 40 Cº de febre Gene Kelly dá um show e leva o filme à categoria de clássico.
Um Cão Andaluz, clássico filme surrealista de 1928 dirigido e escrito por Luis Buñel e Salvador Dalí, é o próximo filme da Semana dos Clássicos e um filmes mais influentes da história do cinema por seu caráter vanguardista.
Esta semana postarei a cada dia, em regra, um filme clássico para conhecermos um pouco mais a evolução do cinema e percebamos os contrastes em relação aos filmes atuais.
Nada melhor do que começar com os dois primeiros filmes da história a serem exibidos publicamente pelos irmãos Lumière (criadores do cinematógrafo): "a saída dos operários da fábrica Lumière" e "a chegada do trem à estação".
O Poderoso Chefão de Francis Ford Coppola é o mais clássico entre os filme sobre máfia.
Do ápice à quase ruína da família Corleone o filme é detalhadamente maestrado pelo incrível roteiro, ótima direção e perfeitas atuações, sem apresentar falhas ou momentos cansativos.
O respeito imposto pelos Corleone e os eternos conflitos entre as famílias mafiosas são os pontos principais da trama, e claro, sem esquecer, a sucessão do cargo de chefe de família.
Muito sangue, tensões, pressões psicológicas, medo, raiva, vingança, amor e ódio, se forem misturados resultarão nesta obra prima de Coppola, adaptada do livro de Mario Puzo e incrivelmente bem transportada da 6ª para a 7ª arte.
Mais um clássico estrelado por nada mais nada menos que Audrey Hepburn, a musa do cinema que ficou mais conhecida por sua grandiosa atuação em "Bonequinha De Luxo".
Neste filme Jo (Audrey Hepburn) uma humilde balconista, filósofa amadora e defensora da livre manifestação dos pensamentos é vista com outros olhos pela conceituado fotógrafo de uma revista de moda, que nela enxerga um talento escondido que muito contribuirá para o novo rumo da moda.
O envolvimento entre Jo e Dick, o fotógrafo, não fica apenas no meio profissional, o casal se apaixona e Dick usa este artifício para convencer Jo a participar da nova campanha publicitária da revista. Obtendo êxito em sua "missão", a equipe da revista viaja a Paris com o objetivo de fazer uma parceria com um famoso estilista.
Nada mais romântico do que uma história de amor em Paris, nada mais romântico do que uma história de amor com Audrey Hepburn, nada mais romântico do que o próprio romantismo que a história nos proporciona. Cinderela em Paris é tudo isso, mas sem ser exagerado, usando hora a comédia hora a música para quebrar ou complementar uma cena, um clássico genial que transborda candura e, claro, amor.
Um dos grandes clássicos do cinema mundial tido por muitos como um dos melhores filmes de todos os tempos, teve sua direção sob a responsabilidade de Michael Curtiz (As Aventuras de Robin Hood).
Guiado por frases de efeito e um romantismo fora de qualquer padrão de tolerância, o filme conta a história Ilsa e Richard, dois jovens que se apaixonam em Paris durante a invasão alemão na Segunda Guerra Mundial. Os dois planejam fugir da cidade e viver felizes para sempre, porém, na hora de partir, Ilsa não aparece e Richard se vê partindo para uma vida solitária e completamente diferente da que havia sonhado.
Algum tempo depois, por coincidência, Ilsa e Richard se reencontram em Casablanca, penúltimo ponto na rota aos Estados Unidos, onde os refugiados que lá se encontravam necessitavam de um visto para poder sair da cidade e embarcar à América. Lá Richard descobre que Ilsa está casada com Victor Lazlo, líder da resistência tcheca. A história por trás do romance entre os protagonistas se desenrola no momento em que, sem saber, Richard passa a portar dois vistos roubados, que deveriam pertencer a sua amada e o marido.
Uma linda história de amor com conflitos e declarações de amor ultraromânticas, um verdadeiro clássico apesar das pérolas ultrapassadas.
Filme dirigido por Staney Kubrick (Laranja Mecânica) em 1957. A história é ambientada durante a Primeira Guerra Mundial. Um general francês ordena um ataque suicida contra as forças alemãs, muitos morrem durante o ataque, outros recuam e outros tantos nem saem das trincheiras. Para aliviar a culpa e a provável pressão de seus superiores, o general escolhe aleatoriamente três soldados, acusa-os de covardia, os submetem à julgamento e, se considerados culpados, à morte. O comandante Dax, responsável pelo comando que recebeu a ordem de ataque, tenta buscar artifícios para livrar os seus soldados da punição desmerecida. Neste ponto os diálogos estabelecidos são de extrema inteligência e precisão, Dax, vivido por Kirk Douglas, cria ambientes de discussão onde os fatos são levados ao questionamento de sua veracidade, e o mais impressionante, sempre mantendo a frieza e a postura de um oficial do exército.
O grande mestre do suspense Alfred Hitchcock adorava criar ambientes onde o assassinato era o principal acontecimento apenas para deixar o público inquieto diante das manobras astuciosas que reproduzia ao trazer o suspense como protagonista da história.
No filme, Marion Crane é amante de Sam Loomis, o único empecilho que os mantém afastados é que Sam não possui condições de saldar as dívidas que contraiu e o fato de não poder dar uma vida digna à Marion.
Quando surge uma oportunidade em seu trabalho, Marion furta a quantia de 40 mil dólares de seu chefe e foge para encontrar Sam, que nada sabia sobre o furto. No caminho, no entanto, seu comportamento suspeito atrai a atenção de algumas pessoas, fazendo-a agir ainda mais estranhamente.
Durante a viagem, devido a uma forte chuva, Marion é obrigada a parar em um hotel praticamente abandonado, lá se hospeda e misteriosamente assassinada. Todos os fatos indicam como responsável a mãe do jovem administrador do hotel que acoberta os indícios. Porém o mistério está relacionado à verdadeira autoria do crime, que oscila entre mãe e filho.
Um maravilhoso filme, cheio de emoções e surpresas, uma grande produção cinematográfica que não desmente a fama de clássico e muito menos desmerece a atribuição do apelido "mestre do suspense" à Alfred Hitchcock.
O filme dirigido por Roman Polanski é uma adaptação do livro de Ira Levin. No filme o jovem casal, Rosemary e Guy Woodhouse, se muda para um prédio que é cenário de várias lendas envolvendo bruxaria. Logo nos primeiros dias, o suicídio de uma moradora abala a harmonia entre os condôminos. Minnie e Roman, "pais" da jovem que se matou buscam uma aproximação com Rosemary e Guy na esperança de superar a triste perda.
Guy se envolve rapidamente com os vizinhos e Rosemary se mantém inflexível diante da insistência da aproximação, porém acompanha o marido nas visitas e conversas. Logo, como planejado, Rosemary engravida e sem perceber é guiada aos caminhos dos eventos místicos, coisas estranhas acontecem e todos parecem estar armando um complô contra o filho que está esperando, no entanto tudo pode passar de uma mera criação da mente de uma mãe doente tentando proteger o seu único e indefeso filho.
O terror da década de 60, apesar de diferença de recursos em relação aos tempos atuais, é extremamente bem feito, não tem exageros ou cenas grotescas. O suspense aliado ao terror deixam o público de cabelos em pé, não se sabe o que está acontecendo ou o que vai acontecer, não é possível saber se é real ou imaginação e a omissão de fatos é o principal argumento para o desenvolvimento de um filme neste estilo. Uma perfeita obra prima.
The Sound Of Music, mais conhecido no Brasil como "A Noviça Rebelde", foi dirigido por Robert Wise em 1965 e tem no elenco como estrela principal, Julie Andrews (Mary Poppins).
O filme foi filmado, entre muitos lugares, em Salzburg na Áustria, terra do grande compositor do período clássico, Wolfgang Mozart.
O álbum contendo a trilha sonora do filme recebeu o prêmio de melhor álbum do ano no Grammy (maior prêmio da música internacional) além de o filme ter recebido o prêmio máximo do cinema (Oscar) na categoria de melhor filme
A História é baseada em um musical da Broadway que relata a história real de uma família austríaca de cantores, a família Von Trap.
SINOPSE: O filme conta a história verídica da família de cantores Von Trapp, mostrando desde os dias da então noviça 'Maria' (que antes de se tornar 'Von Trapp' tinha como sobrenome 'Kutscher') num convento em Salzburgo, na Áustria, até o momento em que a família foge do país quando este é ocupado pelos nazistas, que estão prestes a prepararem o Anschluss.
Maria, que não consegue seguir as rígidas normas de conduta das religiosas, é enviada para trabalhar como governanta das 7 crianças filhos do 'Capitão Georg von Trapp'; este é viúvo, e desde a morte de sua esposa educa os filhos com rigor militar.
A chegada de Maria modifica drasticamente a vida da família ao trazer alegria e conquistar o carinho e o respeito das crianças. No início ela enfrenta alguns problemas com o Capitão, mas este acaba desenvolvendo um grande afeto pela jovem ao ver que ela conseguiu fazer o que nenhuma outra governanta havia antes feito pelas crianças. Eles acabam se apaixonando, e o capitão, antes comprometido com 'Elsa Schraeder', uma rica baronesa de Viena, rompe o noivado para poder se casar com Maria.
Porém, daí para frente, nem tudo na vida da família será tão fácil asim, pois quando os nazistas dominam a Áustria, o capitão é convocado para servir na marinha alemã. A família decide, então, fugir de carro através da fronteira. Mas as fronteiras são fechadas e eles se vêem obrigados a caminharem pelas montanhas. Numa das mais emocionantes sequências do cinema, embalada pela canção Climb Ev'ry Mountain, o filme termina com a família nas montanhas, mostrando a importância de viver em família, um ajudando ao outro.
Nosferatu, cujo título original é "Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens", foi dirigido por Murnau e se tornou um clássico do cinema expressionista alemão. O filme é baseado no livro de Bram Stoker, Drácula.
O filme mantém apenas o enredo originalmente contido no livro, as personagens e os lugares foram alterados. Por este motivo, o filme foi processado por violação de direitos autorais e condenado. As cópias do filme deveriam ser destruídas. Mas, sempre há um porém, algumas escaparam por terem sido distribuídas anteriormente à denúncia e guardadas até a morte da viúva de Bram Stoker.
SINOPSE:Em 1838, Hutter, agente imobiliário que mora em Wisborg (referência a cidade atual de Wismar), atravessa os Montes Cárpatos para vender uma casa em sua vizinhança ao proprietário de um castelo no Mar Báltico, o excêntrico conde Graf Orlock. Orlock é na verdade um milenar vampiro que, buscando por mais sangue, quer se mudar para a Alemanha. Ao chegar na propriedade que comprou, ele traz consigo grande terror e os habitantes acham que estão sendo vítimas da peste. A única que pode salvar as pessoas dos ataques do vampiro é Ellen, a esposa de Hutter, visto Orlock se sentir atraído por ela. (Sinopse por Wikipedia)
QUEM FOI MURNAU?
Bram Stoker e Murnau.
Friedrich Wilhelm Murnau, mais conhecido como F. W. Murnau, foi um dos mais importantes realizadores do cinema mudo, do cinema expressionista alemão e do movimento Kammerspiel (movimento do Cinema alemão que ocorreu na década de 20. As principais características deste movimento são: pouco uso de diálogos e o foco na personalidade dos personagens). O filme mais conhecido de sua obra é Nosferatu de 1922. O seu último filme Tabu (co-realização com Robert Flaherty) foi filmado nos mares do sul, longe dos grandes estúdios e estreado postumamente.
Em 1948 nos deparamos com uma das principais obras de Alfred Hitchcock, Rope, fatidicamente traduzido em português como Festim Diabólico.
O filme é baseado no caso real do assassinato de Leopold Loeb por seus amigos, Brandon Shaw e Phillip Morgan. Estes, ao procurar por emoções extremas, enforcam o amigo e o colocam dentro de um baú vazio, primordialmente usado para guardar livros e que, funestamente, servirá como a mesa principal da festa que será dada aos amigos e membros da família Loeb. Ao longo do filme podemos observar a atenção e a perspicácia de um antigo professor, Rupert Cadell, ao desconfiar da situação, e tentar juntar as pontas da história e induzir os criminosos a confessar o crime.
Esta procura por informações é presente em quase todo o filme, Cadell a todo o momento observa as atitudes e reações das personagens perante diversos momentos e situações. Além de tentar criar situações semelhantes ao que deduzia ter acontecido no ambiente sinistro gerado pelos jovens ansiados por fortes emoções. A imaturidade e o medo levam os cúmplices a se entregarem indiretamente, ou seja, as situações criadas por Cadell levam ao desequilíbrio das personagens, fazendo assim com que a procura pelas informações que os jovens possuem seja sanada com a união de todas as pistas e deduções a cerca do ocorrido.
Enquanto pensava em como descrever este filme, tive a ideia de defini-lo com uma única palavra, o que, devo confessar, não foi uma tarefa fácil, mas finalmente a encontrei, e para minha surpresa, era absurdamente óbvia. HITCHCOCK! Simples, não? Pois é, não existe um dito popular que diz: "Para um bom entendedor, meia palavra basta"? Pensei bastante nele, mas não creio de alguém fosse entender caso eu escrevesse HITCH, ou melhor, até entenderia mas possivelmente associaria ao filme de Will Smith "Hitch- O Conselheiro Amoroso (título brasileiro, muito criativo por sinal), mas claro estou brincando, foi só para "descontrair".
Porém, Hitchcock quer dizer muita coisa, e para quem não sabe, ou tem pouco conhecimento, Alfred Hitchcock foi um dos maiores cineastas e mestres do suspense. Este último título lhe foi dado devido ao grande talento de submeter o espectador a terrível, constante e viciante ansiedade ao ver a ingenuidade das personagens ao se depararem com um perigo supostamente visível aos nossos olhos, mas habilidosamente contornados por Hitchcock. Todas as cenas são marcadas com uma trilha sonora forte e bem marcada, onde a música mostra seu devido lugar em uma produção cinematográfica, ou seja, ao lado de uma grande cena e consequentemente completando-a.
Hitchcock nos contempla em cada filme com alguma peculiaridade ou algo surpreendente, suas aparições são constantes e discretas e suas superstições sempre recebem um espaço especial.
Em Festim Diabólico, podemos encontrar todas as características que eu citei, o suspense constante, a trilha marcante, a presença discreta de Hitchcock ao atravessar a rua logo na primeira cena, e ainda, algo tão intrigante quanto todos os itens relacionados anteriormente, o filme possui diálogos bem construidos e rigorosamente sustentados. Ou seja, Hitchcock é a palavra certa para definir este tipo de filme.
Junto com seu cãozinho Totó, Dorothy Gale de Garland é transportada de Kansas, em tons de sépia, por um tornado e vai parar na Terra de Oz, em cores vibrantes do Technicolor (uma marca norte-americana pertencente à Technicolor Motion Picture Corporation em que o processo consistia na coloração dos filmes. sistema o quel foi utilizado até a década de 60). Neste mundo, a casa de Dorothy cai sobre uma bruxa má, que morre esmagada, e a bruxa boa, dá à Dorothy os sapatos de rubi mágicos da bruxa má. Logo, Dorothy encontra a Estrada de Tijolos Amarelos que a guia até a Cidade Esmeralda, onde o caminho de volta ao Kansas lhe será mostrado e as palavras mágicas lhe serão concedidas: Não há lugar como o nosso lar.
Algumas curiosidades:
Mágico de Oz teve 4 diretores. Richard Thorpe iniciou as filmagens e rodou por várias semanas até ser demitido pelos produtores, que consideraram seu trabalho insatisfatório. Nenhuma das cenas rodadas por Thorpe foi incluída na versão final do filme.
Inicialmente seria a atriz Gale Sondergaard quem interpretaria a Bruxa Má do Oeste, fazendo uma personagem glamourosa e sedutora como a bruxa má de Branca de Neve e os 7 Anões (1937). Posteriormente os produtores decidiram que a Bruxa Má do Oeste, assim como a grande maioria das bruxas, teria que ser também feia. Foi quando a atriz desistiu da personagem, por não concordar em aparecer feia no filme.
Os produtores chegaram a cogitar a possibilidade de usar um leão de verdade no filme, com sua voz sendo dublada por um ator contratado.
Várias das vozes dos munchkins foram dubladas por cantores profissionais, já que muitos de seus intérpretes não sabiam cantar ou até mesmo não falavam inglês corretamente.
A estrada de tijolos amarelos inicialmente seria verde. A mudança de cor aconteceu após uma das paralisações nas filmagens, quando ficou definido que a cor amarela seria a melhor a ser usada em um filme feito com Technicolor.
A Bruxa Má do Oeste de O Mágico de Oz tem dois olhos, enquanto que no livro tem apenas um.
orçamento de O Mágico de Oz foi de US$ 2,7 milhões, sendo que o filme arrecadou US$ 3 milhões em seu primeiro lançamento nos cinemas.