BoJack Horseman

BoJack Horseman é uma série muito promissora, que te prende na história e que sabe construir a história de uma forma competente, tanto que já foi renovada para uma segunda temporada, além de existir um easter egg com a abertura de “Horsin’ Around” e um episódio de natal do mesmo.

BoJack Horseman

Critica | Lucy

O que aconteceria se os humanos usassem 100% da capacidade cerebral?

Critica | Lucy

Resenha de Psicose, de Robert Bloch

Procurei enlouquecidamente nas livrarias e sebos durante anos e nunca encontrei! Estava prestes a desistir quando a Darkside Books decidiu republicar o título no Brasil! Viva!

As fugitivas

Neuromancer, 30 anos

Detalhes da edição especial de 30 anos de Neuromancer.

Neuromancer, 30 anos

LIVRO | Perdido em Marte

O que você faria se ficasse perdido em marte?

LIVRO | Perdido em Marte

O Iluminado, de Stephen King

O Iluminado se tornou uma das minhas obras favoritas a serem lidas durante o dia. Sim, durante o dia. Apenas.

O Iluminado, de Stephen King
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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

LIVRO | 172 Horas Na Lua, de Johan Harstad

172 Horas Na Lua é um dos recentes lançamentos da Editora Novo Conceito, parceira do blog, e conta a história de três adolescentes que são sorteados dentre milhões para viajarem à lua, durante uma expedição oficial da NASA.

Quando li a sinopse do livro, prontamente lembrei de "Perdido em Marte", de Andy Weir, livro que já tem resenha aqui no blog, e também do filme Apollo 18 (não confunda com Apollo 13, filme com Tom Hanks e que eternizou a expressão "Houston, we have a problem"), então quando recebi o exemplar, não pensei duas vezes antes de iniciar a leitura imediatamente. Então, sem mais delongas, vamos para a resenha!

A história de "172 Horas na Lua" se passa no ano de 2018 e em comemoração às cinco décadas desde que o homem pisou na lua pela primeira vez (e devido a mais um motivo obscuro de conhecimento apenas dos top top da NASA), a NASA decide levar três adolescentes na sua nova expedição à Lua, que utilizará pela primeira vez a base lunar DARLAH-2, que até então era desconhecida do mundo inteiro.

Os três adolescentes escolhidos são de origens diversas, Mia é da Noruega, Midori do Japão e Antonie da França, e com personalidades ainda mais diferentes, porém com destinos entrelaçados. 

Após a seleção, passam a receber um forte treinamento da NASA, ficam conhecidos no mundo inteiro e quando partem rumo à grande aventura de suas vidas, ao lado de profissionais qualificados, passam a ser o centro das atenções ao escreverem uma nova página na história mundial.

No entanto, chegando à lua, coisas estranhas começam a acontecer: portas se fecham sozinhas, o equipamento de energia é destruído por algo desconhecido, pessoas começam a agir de forma estranha e outras desaparecem, e quando percebemos tudo vira de pernas para o ar.

Mas o que teria causado tudo isso? A equipe pode ter esperança de voltar para a Terra? Qual o envolvimento da NASA? Qual a finalidade da DARLAH-2?

Bom, esses são questionamentos que são respondidos de forma muito rápida no livro, pois o autor economiza o suspense e despeja todas informações em curto espaço de tempo, ponto que achei negativo no livro. Outro ponto é que a construção das personagens é bastante fraca, principalmente os adolescentes, que são superficiais, embora protagonistas.

De outra mão, adorei a história de modo geral, principalmente sua vinculação com aspectos reais apresentados ao final do livro, que me causou um certo arrepio ao finalizar a história mas não evitou que eu desse apenas três estrelas na avaliação do livro no skoob.

Deixo aqui, por fim, o trailer do filme Apollo 18 (abaixo), para aqueles que ainda não o conhecem e minha recomendação de leitura de 172 Horas Na Lua para quem deseja conhecer uma história rápida e "de arrepiar", principalmente para uma maratona do horror em outubro.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

LIVRO | Apenas Um Ano, de Gayle Forman

Apenas Um Ano é a continuação da história de Will e Lulu contada no livro Apenas Um Dia.

Em Apenas Um Dia, acompanhamos a história através da perspectiva de Lulu. Assim temos acesso aos seus sentimentos sobre Will, bem como os seus receios sobre a relação. Além disso, conhecendo essa única versão da história, acabamos nos inclinando a acreditar nas verdades conhecidas pela menina.

Para saber mais sobre Apenas Um Dia, leia nossa resenha, clicando aqui.

Já em Apenas Um Ano, conhecemos a história na versão de Will (nada mais justo, não?) e assim temos acesso também aos sentimentos e receios sobre Lulu e, ainda, descobrimos o que raios aconteceu depois daquela noite mágica que o casal passou juntos.

Vou evitar contar muitos detalhes da história para não estragar a surpresa do seu desenrolar, mas o que posso dizer é que o desfecho não me agradou muito, pois paramos EXATAMENTE onde o primeiro livro terminou e assim, não ficamos sabendo o futuro dos personagens.

A boa notícia é que Gayle lançou, em maio do ano passado, um conto chamado Apenas Uma Noite que conta o que acontece quando os jovens se reencontram, mas ainda não consegui encontrar uma versão em português.

Voltando à história, um dos pontos positivos é que viajar com Will é fantástico! Pois as descrições dos locais e os pequenos detalhes que Gayle nos transmite através de sua escrita são encantadores, o que, também, nos da a sensação de pertencer à história (mesmo esse fato sendo meio irônico, uma vez que Will não se sente fazendo parte de nenhum dos lugares apresentados no livro).

Outro grande ponto positivo, é que ao conhecer a história de Will, passamos a gostar do rapaz e todos os maus sentimentos deixados no primeiro livro desaparecem como num passe de mágica. De outro lado, essa abordagem trazida pela autora, automaticamente, me faz lembrar de uma tendência que vem crescendo constantemente nos últimos anos: grandes histórias contadas na visão dos vilões/não protagonistas, em que conhecemos também suas origens e motivações, como é o caso do livro Fairest Of All: a tale of the Wicked Queen e da série Once Upon a Time.

Mas de forma resumida gostei bastante desse segundo livro, muito em razão da oportunidade de conhecer uma segunda versão dos fatos e por deixar tão claro que o destino pode ser surpreendente e, até mesmo, brincalhão. Gayle Forman ganhou meu coração ao me apresentar a Will e Lulu e também ao contrabalancear a história com grandes clássicos de Shakespeare. Uma linda combinação.

Por fim, deixo aqui uma breve sinopse de Noite de Reis, obtida junto ao Wikipedia:

Noite de Reis é uma comédia sobre o amor. No reino de Illrya, o duque Orsino está apaixonado por Lady Olívia, que não o ama. Uma jovem mulher, Viola, chega a Illrya levada pelo mar após um naufrágio. Ela tem um irmão gêmeo identico, Sebastian, o qual ela acredita que morreu afogado no naufrágio. Viola se disfarça de homem, muda seu nome para Cesário, e encontra trabalho como mensageiro de Orsino. O trabalho de Viola é mandar mensagens de amor de Orsino para Lady Olívia. Olívia se apaixona por Viola (Cesário), achando que ela é um homem. Viola se apaixona por Orsino, mas não pode revelar seu amor por ele pois Orsino acha que ela é Cesário, um homem. Assim um triangulo amoroso é formado.

Enquanto isso, o tio de Olívia, Sir Toby, e sua empregada Maria, pregam uma peça no pretensioso Malvólio. Maria falsifica uma carta para fazer Malvólio pensar que Lady Olivia está apaixonada por ele. Na carta, é pedido que Malvólio se vista com meias amarelas e ligas, e sorria constantemente para ganhar o amor de Lady Olívia. Malvólio acredita na carta e segue as instruções, o que leva Olívia a acreditar que ele está louco. Levando a brincadeira mais longe, Feste, o bobo da casa, tranca Malvólio num pequeno quarto escuro como se estivesse louco.

O triângulo amoroso é resolvido pela chegada de Sebastian, o irmão gêmeo de Viola. Sebastian chega com seu amigo Antônio, que é inimigo de Orsino. Sir Andrew, amigo de Sir Toby, também está apaixonado por Olívia e, achando que Sebastian é Cesário (que Olívia ama), desafia Sebastian para um duelo. Olívia vê Sebastian e, achando que ele é Cesário, o pede em casamento. Sebastian concorda e casa com Olívia.

Enquanto isso, Antônio foi aprisionado por Orsino e, vendo Cesário, acha que este é Sebastian e roga por sua ajuda. Viola (Cesário) não reconhece Antônio e ele acredita que Sebastian o traiu. Orsino e Cesário visitam Olívia. Olívia, achando que Cesário é Sebastian, o cumprimenta como seu marido. Orsino fica furioso. Sebastian aparece e a confusão é transformada numa feliz reunião. Orsino, percebendo que Viola (Cesário) é uma mulher, constata que ele a ama, e a pede em casamento.

Há um final feliz com Olívia casando com Sebastian, Orsino casando com Viola, Toby casando com Maria e Malvólio saindo do quarto escuro.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

LIVRO | O Planeta dos Macacos, de Pierre Boulle

Quando vi que a Editora Aleph relançaria o clássico de Pierre Boulle, meu coraçãozinho quase parou, mas então vi a arte do livro e todas as minhas boas emoções foram por água abaixo (o que não me impediu de adquirir um exemplar).

Após comprar o livro e colocá-lo na estante, fiquei namorando sua lombada vermelha, que se destacava dentre tantas capas escuras, até decidir lê-lo. 

E, CÉUS, COMO ME ARREPENDI DE TER DEMORADO TANTO PARA LER!

Aquela capa meio estranha, que lembra um moleskine, é na realidade um grande atrativo na hora da leitura, pois o livro possui um tamanho muito agradável e um peso excelente, o que não me cansou nenhum pouco. Além disso, ao longo da leitura, aquelas bordas arredondadas e a textura áspera da capa foram me cativando de um jeito que agora mal posso esperar para ler outro livro com o mesmo design (aloooou Aleph!).

Quanto à história, eu esperava encontrar um enredo praticamente igual ao do filme de 1968 e de fato encontrei, mas estou até agora tentando entender o porquê das pequenas modificações no enredo da adaptação, uma vez que não são relevantes para a história. Anyway, apenas a título ilustrativo, vou elencar algumas diferenças:

LIVRO
FILME
Três pessoas (um cientista, seu assistente e um jornalista) viajam para um planeta distante, chamado Soror, muito semelhante à Terra.
Quatro pessoas (astronautas) viajam para um planeta distante, que descobrem mais tarde ser a Terra.
Chegando a Soror, o grupo se depara com um grupo de seres humanos nus.
No planeta desconhecido, o grupo também se depara com um grupo de humanos que utilizam como roupa peles de animais.
O protagonista se chama Ulysse.
O protagonista se chama Taylor.
Quando Ulysse é capturado pelos macacos, imediatamente tenta se comunicar, mas como fala um idioma diferente, os símios não compreendem de imediato a sua inteligência.
No filme, quando Taylor é capturado, é ferido na garganta, o que o impede de falar e, por consequência de demonstrar aos humanos a sua inteligência.
Soror é um planeta extremamente bem evoluído, os símios possuem aviões, carros, televisão e outros tantos equipamentos modernos.
Na adaptação, o planeta é pouco evoluído, quase primitivo.
Nova, uma das nativas da raça humana, acaba engravidando de Ulysse.
No filme, não há menção sobre gravidez de Nova.

Voltando à história, um grupo composto por dois cientistas e um jornalista viaja para um planeta distante da Terra e lá chegando se depara com um grupo de humanos agindo selvagemente e um grupo de símios extremamente evoluído e civilizado. O enredo parece bastante simples e nada aterrorizante, principalmente se nos lembrarmos das caracterizações dos personagens da primeira adaptação cinematográfica (aquela que mencionei de 1968), mas quando nos damos conta da inversão de papéis e das práticas aplicadas aos humanos, o livro se torna um grande golpe baixo.

Planeta dos Macacos (1968)
Pensem comigo: hoje, na Terra, em pleno século XXI, os testes em animais são normais. Os humanos, os grandes donos da verdade e as criaturas mais inteligentes do mundo (sic), adoram utilizar criaturas inferiores, desprovidas de vida inteligente (macacos, por exemplo), para comprovar suas teses científicas, e essa prática, por incrível que pareça, aos nossos olhos, é absolutamente normal e necessária. Esse pensamento, de forma geral, não nos aterroriza, certo?

Agora, tentem inverter a situação: Os símios, os grandes donos da verdade e as criaturas mais inteligentes do mundo, adoram utilizar criaturas inferiores, desprovidas de vida inteligente (humanos, por exemplo), para comprovar suas teses científicas, e essa prática, por incrível que pareça, aos seus olhos é absolutamente normal e necessária.

Vai dizer, é APAVORANTE, não?

E é exatamente essa a intenção do livro, abrir os olhos do leitor e realizar uma crítica à sociedade moderna de forma inteligente e sutil, utilizando como ponto fraco o maior orgulho da humanidade: sua inteligencia absoluta.

E isso tudo nos é apresentado diante de uma escrita bastante simples, com uma descrição clara dos eventos, o que diferencia o autor de muitos outros do mesmo gênero. De outra mão, a simplicidade da apresentação da história apenas aumenta o charme de seu conteúdo, porque facilita o acesso do leitor e torna a leitura extremamente rápida e prazerosa.

Então, deixo aqui minhas cinco estrelas e uma grande recomendação de leitura.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

LIVRO | Fragmentados, de Neal Shusterman


Fragmentados - Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria .

Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.

O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.

Fragmentados, um dos lançamentos da Editora Novo Conceito, é, também, uma distopia cheia de aventura. A história se passa em um período pós guerras (até metade do livro não sabemos exatamente as motivações da eclosão da guerra, tampouco os motivos que a encerraram), em que é normal crianças serem abandonadas na porta da casa de estranhos, que são obrigados a ficar com elas, assim como é normal crianças serem enviadas para fragmentação. O fenômeno da fragmentação é outro ponto que vamos descobrindo ao longo do livro, pois temos que, ironicamente, ir juntando as peças para compreender o seu conceito e entender o seu funcionamento.

Nesse mundo pós guerras, Connor, sem saber o motivo, é enviado pelos pais para a fragmentação. De outro lado, temos Risa, uma menina tutelada pela estado, que é enviada para fragmentação, porque o Governo quer cortar despesas. E, por último, temos Lev, um menino de uma família tradicional, que é enviado para a fragmentação como dízimo (como oferenda à Deus). Os três jovens, tem seus caminhos cruzados quando estão prestes a chegar ao Campo de Colheita (local onde se realiza a fragmentação) e no meio da situação, se veem fugindo do local.

A partir da fuga, as relações entre o trio começam a se estreitar até o momento em que se separam e depois se reencontram no Cemitério (antigo cemitério de aviões, que serve de abrigo para os fragmentários foragidos). E é aqui, meus amigos, que o "vuco vuco" fica sério.

Até boa parte do livro, o leitor não tem noção da complexidade e da monstruosidade que é a fragmentação e, como dito, temos que ir juntando as peças até conseguir visualizar o quadro completo. No entanto, em um dos capítulos finais, temos uma descrição parcial do procedimento, o que não é nada agradável. 

O livro pode ser visto como uma interessante crítica social, ou pelo menos, uma crítica futura da sociedade, sobretudo no que diz respeito a supervalorização dos ideais pessoais em que relação a própria vida humana. A guerra que acontece no livro foi resultado do conflito entre aqueles que eram favoráveis ao aborto e aqueles que defendiam o movimento pró vida, sendo a guerra finalizada após o acordo que instituiu a fragmentação (procedimento que, a grosso modo, dá "um jeito" nos cidadãos indesejados pela sociedade, sem por fim às suas vidas). Assim, vemos que a necessidade da defesa dos ideais (pró aborto x pró vida) se sobressai em relação à consideração da dignidade da pessoa humana (o princípio mais defendido no mundo dos dias de hoje).

Assim, de forma geral, posso dizer que a leitura foi bastante agradável e corrida, pois sempre temos acontecimentos cheios de emoções e que ocorrem com algum propósito útil à narrativa, ou seja, os personagens vivem se ferrando, mas não à toa. De outra mão, a narrativa tem alguns alguns pontos falhos e, até certo ponto, de resolução infantil, o que não chega a ser um problema que afeta efetivamente a história. Por fim, digo que a história (que já está em fase de pré produção para os cinemas) teve um desfecho que induz a uma continuação, que espero, sinceramente, que ocorra.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

LIVRO | Apenas Um Dia, de Gayle Forman

Recebi de parceria com a Editora Novo Conceito o livro Apenas Um Ano, da escritora Gayle Forman, mas quando peguei o livro para ler, me dei conta de que não havia lido o primeiro livro (acho que fiquei hipnotizada pela capa)! Então corri para uma livraria e comprei o "Apenas Um Dia".

Apenas Um Dia conta a história de Allyson, uma adolescente atípica (sempre procurou andar na linha e não decepcionar os pais), que ganha uma turnê pela Europa como presente de formatura do ensino médio e lá acaba encontrando um motivo especial para "sair da linha".

Alguns dias antes de terminar a turnê, Allyson conhece Willem, um jovem ator de rua que interpreta personagens das obras de Shakespeare, por quem de imediato sente algo especial. Assim, durante uma conversa, acaba contando a Will que seu desejo era conhecer Paris, mas que em razão de uma greve na cidade, a turnê não pode por lá passar. Então Will, dá a ideia de juntos passarem um dia em Paris.

Willem e Lulu, parte então para Paris.

Espera aí. Lulu?

Bom, Willem dá à Allyson o apelido de Lulu, por achá-la muito parecida com uma famosa atriz do cinema mudo.

Voltando ao assunto, Willem e Lulu partem para Paris a fim de sair da rotina, literalmente. No caminho, Lulu começa a perceber um estranho comportamento de Will, principalmente no que diz respeito a outras meninas: o guri arrasta asa para todas de forma escancarada! Mas Lulu acaba cedendo aos encantos do rapaz e segue viagem.

Chegando a Paris, Lulu mais uma vez se decepciona com Will: o jovem a leva para conhecer, ainda que não intencionalmente, uma de suas "ex" e durante uma caminhada ainda para para pegar o telefone de outras duas garotas!!!! Mas tudo bem, Lulu se mantém firme e forte ao lado do rapaz, principalmente na hora de encontrar um local para dormir (se é que vocês me entendem).

No dia seguinte, quando acorda, Lulu percebe que Will não está mais no local, que sua mochila está revirada, seu relógio sumiu e então, em meio ao desespero, percebe que foi abandonada. ABANDONADA.

Então Lulu, digo, Allyson, retorna aos Estados Unidos, se sentindo usada, abandonada e acima de tudo, com aquele sentimento de ter deixado para trás, não só uma rápida paixão, mas tudo aquilo que havia colaborado para que ela tivesse coragem de demonstrar quem ela realmente era.

Não contarei mais detalhes do enredo para evitar spoiler, mas o que posso dizer é que o livro termina com uma grande reviravolta (então se você ainda não leu o livro, antes de lê-lo já trate de comprar o "Apenas Um Ano"!) e um mix de sentimentos (até agora não consegui identificar um sentimento predominante).

Ainda, posso dizer que ODEIO O WILLEM. Simples assim. Mas sinceramente espero mudar de opinião porque, afinal de contas, Will e Lulu formavam um casal fofíssimo e, além disso, convenhamos, é mais reconfortante acreditar no amor.

De outro lado, AMEI a inserção de Shakespeare na história, pois indiretamente somos apresentados (ou lembrados) à grandes clássicos que combinam perfeitamente com diversos pontos da narrativa de Gayle. Mais uma mistura interessante.

Por fim, posso dizer que, embora eu estivesse esperando uma história razoavelmente infantil, fiquei bastante surpresa, tanto com o enredo, quanto com a sua construção, pois, também, mesmo possuindo uma escrita simples e fácil, o livro nos transfere uma carga significativa de emoções, uma das característica mais procuradas e valorizadas pelos leitores.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

LIVRO | Saga do Fim do Mundo: Uma Visao do Fogo, de Gillian Anderson e Jeff Rovin

Saga do Fim do Mundo: Uma Visão do Fogo, livro escrito pela incrível Gillian Anderson, a Scully de Arquivo X, e Jeff Rovin.

Antes de começar a resenha, preciso fazer duas confissões:

1.Comprei o livro às cegas, depositando toda a minha fé na Gillian;
2. Foi minha melhor compra às cegas.

A história começa nos apresentando Maanik e seu pai, o Embaixador da Índia na ONU, enquanto se deslocam até a escola da garota. Momentos depois de ter se despedido da filha, o Embaixador é vítima de um atentado, mas não sofre ferimentos sérios. De outro lado, Maanik, ao assistir a situação, acaba desenvolvendo um estranho comportamento.

Diante da reação de Maanik, por indicação de Ben (um dos intérpretes da ONU e amigo do pai da garota), o Embaixador acaba contratando os serviços da psicóloga Caitlin, que de imediato verifica que o comportamento da menina não é compatível com estresse pós traumático, como haviam suspeitado anteriormente.

A partir daí, uma série de eventos começam a acontecer: a menina começa a falar uma mistura de idiomas antigos e não mais utilizados pela civilização contemporânea, do outro lado mundo outras pessoas começam a desenvolver os mesmos sintomas e, ainda, animais começam a agir de forma diferente.

Mas o que esses eventos tem em comum? Por que somente agora começaram a acontecer? Caitlin tem algum envolvimento? Bom, essas e outras tantas perguntas são jogadas violentamente no colo do leitor, que desesperadamente tenta se livrar, devorando o livro intensamente.

Bem, como eu disse, comprei o livro às cegas, não fazia a menor ideia da sua história, e tudo que me incentivava à lê-lo era o fato de ter sido escrito pela Gillian Anderson (que até então eu não sabia que também era escritora). Quando finalmente iniciei a leitura, de imediato fui cativada pelo ritmo intenso e pela narrativa bem construída, o que me faz hoje ter pena de quem ainda não teve a oportunidade de degustá-la.

No entanto, um dos lados negativos do livro (bom, não é exatamente culpa do livro) é que eu não consegui recriar a personagem de Caitlin na minha cabeça, pois quando pensava nela, me vinha a imagem da Scully de Arquivo X, o que não é de todo ruim. Outro ponto é que o livro possui uma continuação (A Dream of Ice: EarthEnd Saga) que não possui expectativa de lançamento aqui no Brasil, mas já está em pré venda nos Estados Unidos (lançamento previsto para dezembro deste ano).

Bom, apesar dos "probleminhas" que não atrapalham em nada a história, a Saga do Fim do Mundo, por enquanto, já está entre minhas sagas favoritas da vida, que sempre que possível, indicarei. Portanto, levanta da cadeira e corre até a livraria mais próxima para comprar o livro e depois venha discutir comigo essa história (preciso desabafar com alguém)!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

LIVRO | Vango - Entre o Ceu e A Terra, de Timothee de Fombelle

Eu já havia divulgado aqui a minha alegria de ter recebido da Editora Melhoramentos um exemplar de Vango - Entre o Céu e a Terra e na época eu disse: 

"Não preciso explicar muito o motivo da minha empolgação porque, gente, a história é de tirar o fôlego e dá para perceber isso só pela sinopse."

E agora, após finalizar a leitura, posso garantir que a história é realmente de tirar o fôlego!

A história se passa entre os acontecimentos da 1ª Guerra Mundial e da 2ª Guerra Mundial, o que nos garante o acesso muitos personagens já conhecidos, como Hitler, Stalin e Hugo Eckener, este último criador do Graf Zeppelin, que são trazidos para esse ambiente de aventura e mistério proporcionado por Vango.

O maior ponto positivo do livro é o ritmo incansável dos acontecimentos, o que deixa o leitor sem fôlego, combinado com o incrível cenário europeu e seus pontos turísticos (passamos pela Escócia, Inglaterra, Itália, França, Alemanha, etc). Ah! Além da Europa, a história nos leva também à América, mais especificamente ao Brasil.

Mas falando da história, tudo começa em Paris, durante a missa de ordenamento de Vango, momento em que a polícia tenta prendê-lo sem esclarecer o motivo e o rapaz acaba fugindo. Nesse meio tempo, a cidade inteira se mobiliza para encontrar o rapaz enquanto ele tenta desesperadamente entender o motivo da perseguição.

Ao lado dessa mescla entre realidade e ficção, temos, além do mistério sobre a perseguição de Vango, o de origem: Vango, quando criança, foi encontrado à beira mar junto de sua babá, por habitantes de uma pequena ilha do arquipélago italiano, sem que nada sobre eles fosse revelado. 

Assim, apesar de passarmos a maior parte do livro sem entender exatamente o que está acontecendo e tentando ajudar Vango a fugir em meio ao cenário entre guerras, o autor, para nos deixar ainda mais angustiados, insere na trama indícios de um grande complô político envolvendo os maiores líderes da guerra que está por vir e a busca por um grande tesouro deixado pelos pais do protagonista.

Preciso dizer mais? A história aborda todos os melhores elementos de uma verdadeira história de aventura e mistério, cheia de reviravoltas e referências históricas, o que torna a leitura impossível de ser interrompida e com gostinho de quero mais (o livro tem continuação e eu preciso saber o que acontece!!!). Enfim, acho que já deixei claro que eu super indico a leitura, ainda mais porque o livro está em promoção na Saraiva. Então corre lá, leia o livro e venha compartilhar comigo sua opinião (preciso conversar com alguém sobre a história! Socorro!).

LIVRO | Lua de Larvas, de Sally Gardner

VOLTEI! Depois de passar pelo combo de 9 provas na faculdade e finalmente terminar o curso (SIM, VOU ME FORMAR! ALELUIA!), estou conseguindo separar uns minutinhos para fazer resenhas e colocar as leituras em dia.

Então vamos lá, vamos falar de Lua de Larvas (embora tenha umas 50 milhões de resenhas na internet), uma leitura que fiz no início do mês de maio (sim, maio).

Standish é um jovem cheio de sonhos e heroísmo, que vive, aparentemente, na Alemanha Oriental, durante a Guerra Fria, com seu avô, em uma região destruída pelos reflexos da guerra. A Guerra Fria é um período da história que ficou marcado pela visível divisão do mundo entre capitalistas/ocidente/Estados Unidos e comunistas/oriente/União Soviética, logo após o término da 2ª Guerra Mundial. Esse período também ficou conhecido pela disputa econômica, tecnológica, social e armamentista entre as duas super potências.

Após o desaparecimento dos pais (o que era muito comum na época), Standish e o avô se veem sozinhos e obrigados a cuidar um do outro, até o dia em que a vizinhança recebe novos moradores e a cumplicidade entre o grupo se amplia.

Hector, o novo vizinho, se torna o melhor amigo de Standish e juntos desenvolvem um estilo diferente de sobrevivência, baseado na mais pura imaginação, mas acabam se deparando com um projeto secreto do governo (a viagem do homem à lua), o que os coloca em uma situação de sério perigo.

Mas você deve estar se perguntando "ok, mas o que tem a história de tão especial?" e eu afirmo: o grande charme da história está em trazer os bastidores da Guerra Fria através da visão inocente e criativa de uma criança, o que ameniza os efeitos da guerra e transfere ao leitor um delicado sentimento de esperança.

Lua de Larvas se tornou um dos meus livros favoritos, não só pela história, mas por toda a anergia e bons sentimentos que transmite, bem como diante do perfeito equilíbrio entre a mais dura realidade e a mais inocente perspectiva, fatos que tornam a leitura extremamente irresistível.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

LIVRO | A Lista, de Cecelia Ahern

Cecelia Ahern ficou conhecida pelo livro P.S. Eu Te Amo, publicado em 2004 e adaptado para os cinemas em 2007, sendo que a partir daí a jovem autora escreveu uma série de livros de sucesso, dentre os últimos Simplesmente Acontece (também adaptado recentemente para os cinemas) e A Lista (tema desta postagem).

Em A Lista temos mais uma história desencadeada pela morte de uma personagem, assim como em P.S. Eu Te Amo. Constance, uma editora respeitada no meio em que trabalhava, descobriu que possuía câncer, doença que a levou à óbito, e cuja melhor amiga, Kitty, é a protagonista da história.

Kitty, uma jovem e talentosa jornalista, trabalhava na revista de Constance e em uma emissora de televisão, sendo que nesta última Kitty acabou pisando na bola ao acusar injustamente, em rede nacional, um pai de família de abuso sexual, fato que lhe rendeu suspensão do emprego, um processo judicial e o início de todo o drama.

Um dia, em uma visita à Constance no hospital, Kitty a questiona se existia alguma matéria que ela gostaria de escrever e que até aquele momento não havia encontrado uma oportunidade, prontamente a editora diz que sim, mas que o assunto da matéria ela só revelaria na próxima visita da amiga. No entanto, a próxima visita nunca ocorreu porque Constance acabou falecendo.

Assim, com o ocorrido, a equipe da etcetera, revista de Constance, resolveu dedicar a publicação daquele mês à sua fundadora e Kitty ofereceu a ideia de realizar a homenagem ao escrever a matéria que a editora sempre quis escrever. Contudo, o problema de conseguir desenvolver a matéria era que Kitty não fazia a menor ideia de seu conteúdo e a única pista que havia conseguido era uma lista contendo o nome de 100 pessoas aleatórias.

Sem revelar muitas informações para evitar spoilers, posso dizer que a missão de Kitty serve como lição de moral e como uma forma de recolocá-la nos eixos (de certo modo segue a mesma "filosofia" utilizada em P.S. Eu Te Amo). Além disso, a história apresenta uma essência carismática, bastante sensível e com alguns toques de comédia, drama e até mesmo um suspensezinho, o que transforma a leitura em um processo fluído e com gostinho de quero mais.

Por fim, de forma resumida, ainda posso dizer que gostei bastante da história e do estilo da escrita (foi meu primeiro contato com a Cecelia, pois apenas havia assistido ao filme de P.S. Eu Te Amo), o que me deixou morrendo de vontade de ler os outros livros da autora. De outro lado, o único aspecto que fez com que o livro perdesse pontos na minha avaliação, foi a forte semelhança com a estrutura de P.S. Eu Te Amo (filme), o que deixou a história um pouco previsível. Mas mesmo assim, não vejo a hora de que a história ganhe uma continuação ou, melhor, uma adaptação cinematográfica (por favor!).

terça-feira, 19 de maio de 2015

LIVRO | Perdido em Marte, de Andy Weir

Quando comecei a ler Perdido em Marte acho que não estava no clima de mais uma ficção científica (tinha acabado de ler Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas? e Neuromancer) e como resultado, levei mais de 02 meses para concluí-lo, o que não foi de todo ruim, pois quando a "má fase" passou, pude degusta-lo de forma apropriada.

Perdido em Marte, como dito, é uma ficção científica, escrita por Andy Weir. O autor, antes de se dedicar à literatura, trabalhava como programador, o que, aliado ao fato de seu pai ser físico, auxiliou de forma eficaz na narrativa da história. Vou explicar porque.

No livro, Mark, um astronauta botânico, durante uma expedição, sofre um acidente e é deixado para trás, em Marte, pelos colegas, pois as provas de que não havia sobrevivido eram incontestáveis. No entanto, Mark estava tão vivo quanto ferrado, pois a partir daquele momento teria que colocar todos os neurônios para funcionar e garantir sua sobrevivência até a próxima expedição chegar dentro de alguns anos.

Assim, em terras marcianas, Mark precisaria de todos os conhecimentos de física, química e botânica que pudesse reunir, pois sua comunicação com a Terra era inexistente e tudo estaria por sua conta. Sua primeira preocupação então foi com com os níveis de O2 (oxigênio) e com a alimentação, o que conseguiu resolver parcialmente após muitos cálculos e previsões malucas (dessas que só o pessoal das exatas faz) chegou a conclusão de que explodindo uma coisa aqui e outra ali, soltando uma peça importante lá... o ideal para a sua sobrevivência seria conseguir um meio de comunicação com a Terra e plantar batatas. Sim, batatas.

A influência do pai do autor, bem como sua profissão, estão presentes nas conclusões, teorias e ideias de Mark, que são descritas de forma super detalhada, pois o Andy Weir narra com precisão fatos e consequências químicas e físicas, o que para mim, uma leiga, traz um ar de veracidade incrível, embora cansativo. Portanto, até que se prove o contrário, tudo descrito é a mais pura verdade.

Uma excelente notícia para quem gostou do livro ou para os preguiçosos de plantão (risos) é que a história será adaptada para o cinema, aliás, já possui até data de estreia no Brasil (26 de novembro de 2015). A versão é dirigida por Ridley Scott (diretor de Alien, sugestivo, não?) e tem em seu elenco Matt Damon (como Mark), Jessica Chastain (como Melissa) e Kate Mara (Johanssen).

Por fim, embora eu tenha começado com o pé esquerdo com a leitura de Perdido em Marte, a história me ganhou, aliás, me convenceu de forma surpreendente sobre todas as aventuras e possíveis problemas que um astronauta sortudo (ou não) perdido em marte pode enfrentar. Ademais, a apresentação do livro contribui de forma positiva para a leitura, afinal, quem não gosta de ter uma edição com capa emborrachada?

quinta-feira, 14 de maio de 2015

LIVRO | Minha Breve Historia, de Stephen Hawking

Após assistir ao filme "A Teoria de Tudo", ganhador do Oscar de melhor ator pela atuação de Eddie Redmayne, minha concepção sobre Stephen Hawking mudou completamente e então passei a me interessar mais por sua história, fatos que me motivaram a ler o livro "Minha Breve História".

"Minha Breve História" é um livro curtinho, tem pouco mais de 120 páginas, escrito pelo próprio Hawking e, como o próprio nome sugere, conta de forma bem resumida a vida do famoso físico.

Na época em que assisti ao filme, descobri que sua história era baseada no livro, de mesmo nome, escrito por Jane Hawking (ex esposa de Stephen),  que me levou a acreditar que a versão apresentada era um tanto quanto romântica, sobretudo no que diz respeito a uma "suposta traição" de Jane. No entanto, ao ler a versão do físico, identifiquei que muito fatos coincidem, exceto quanto a "traição", pois em nenhum momento Stephen supõe de forma concreta. O que é de se esperar.

Quanto à leitura, o livro possui uma linguagem fácil, uma das características que Hawking adota em suas publicações, fato que aliado ao tamanho, como dito, possui pouco mais de 100 páginas, garante uma leitura rápida (em li em apenas 1 dia!) e bastante agradável.

Ao fim desa leitura, minha opinião Hawking, obtida através do filme, se confirmou pois as versões são compatíveis, no entanto, ainda pretendo ler o livro de Jane, apenas com o objetivo de garantir o "contraditório".

Assim, deixo aqui uma dica de leitura para quem quiser saber um pouco mais sobre o físico que surpreendeu (e ainda surpreende) o mundo com suas teorias e exemplo de superação.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Mary Poppins, de P.L. Travers

Mary Poppins é uma das histórias infantis (e adulta, por que não?) mais cativantes de todos os tempos! Sem sombra de dúvidas, todos em algum momento já se depararam com o livro ou com o filme (aquele clássico da Disney) ou até mesmo como musical, certo? Não? Então para tudo! Vamos resolver essa situação!

P. L. Travers, embora tenha nascido na Austrália, viveu a maior parte de sua vida na Inglaterra , onde lançou diversos livros infantis, dentre eles, mais de um título da série Mary Poppins (como A Volta de Mary Poppins e Mary Poppins and the House Next Door, sendo este o último lançado). P. L. Travers morreu em Londres, em 1996, aos 96 anos.

O primeiro livro, que é também o mais conhecido da série Mary Poppins, foi lançado em 1934 e recentemente publicado em uma nova edição pela editora Cosac Naify (tem postagem com detalhes da edição), conta a história de uma babá perfeita que decide levar um pouco de magia para uma família tipicamente londrina dos anos 20/30.

Mary Poppins então passa a cuidar de Jane, Michael, John e Barbara, os quatro filhos do casal Banks, levando-os para conhecer incríveis mundos e criaturas mágicas, mas claro, tudo com a intenção de educá-los.

No filme produzido por Walt Disney em 1964, a história do livro se repete e ainda vem acompanhada de uma fantástica trilha sonora (o filme está na lista dos 25 maiores musicais de todos os tempos!). No elenco temos Julie Andrews e Dick Van Dyke como principais responsáveis por trilhar a história e cantar as belíssimas canções.

Apenas a título de curiosidade, segue a lista das músicas do filme:

  • Overture / Chim-Chim-Chree
  • Sister Sufragette (interpretada por Glynis Johns)
  • The Life I Lead (interpretada por David Tomlinson)
  • The Perfect Nanny (interpretada por Karen Dotrice e Matthew Garber)
  • A Spoonful of Sugar (interpretada por Julie Andrews)
  • Pavement Artist (interpretada por Dick van Dyke)
  • Jolly Holliday (interpretada por Dick van Dyke)
  • Supercalifragilisticexpialidocious (interpretada por Julie Andrews e Dick van Dyke)
  • Stay Awake (interpretada por Julie Andrews)
  • I Love to Laugh (interpretada por Ed Wynn, Julie Andrews e Dick van Dyke)
  • A British Bank (interpretada por David Tomlinson e Julie Andrews)
  • Feed the Birds (interpretada por Julie Andrews)
  • Fidelity Fiduciary Bank (interpretada por Dick van Dyke e David Tomlinson)
  • Chim Chim Ch-ree (interpretada por Dick van Dyke e Julie Andrews)
  • Step in Time (interpretada por Dick van Dyke)
  • A Man Has Dreams (interpretada por David Tomlinson e Dick van Dyke)
  • Let's Go Fly a Kite (interpretada por David Tomlinson, Glynis Johns, Karen Dotrice, Matthew Garber e Dick van Dyke)

A história de Travers ainda foi levada para os palcos com o musical Mary Poppins em 2004 e desde então segue em cartaz em diversos países. Aqui cabe uma ressalva, a T4F (Time For Fun), uma empresa de entretenimento ao vivo, abriu audições em abril para atores que desejam participar da versão brasileira do musical. Vamos torcer para que em breve tenhamos novidades!

Voltando ao livro, a história trazida por P. L. Travers é simples e, ao mesmo tempo, sensível, de modo que se adequa facilmente a todas as idades, gerações e famílias. Um história que é possível reler sem cansar e impossível de não contar aos filhos e netos. Uma verdadeira preciosidade da literatura que indico sempre que possível.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

LIVRO | Viva a Musica, de Andres Caicedo

Viva a Música é um livro escrito por Andrés Caicedo e publicado pela Editora Rádio Londres. Caicedo foi um escritor Colombiano, que participou de diversos movimentos culturais principalmente em Cali, sua cidade natal. O escritor cometeu suicídio quando tinha apenas 25 anos, logo após receber o primeira exemplar impresso de seu livro, Viva a Música!. 

O livro conta a história de uma jovem, de classe alta, moradora de Cáli, nos anos 70, completamente apaixonada por música e pela energia que a juventude proporciona. María del Carmen passa sua intensa vida a procura de festas e, como um furação, passa pela vida de diversas pessoas, que pouco a pouco vão lhe moldando e vice e versa.

Assim, a adolescente conhece músicos e meros amantes de música, pessoas de mau caráter, usuários de drogas e até mesmo criminosos! E com eles vive intensamente a sua vida, sempre a procura do ritmo que seja mais compatível com sua energia incontrolável.

Caicedo manifesta no livro, de forma realista, o espírito ardente e vivaz dos latinos da década de 70, sobretudo devido à necessidade de contraste em relação às tendências musicais e a forte influência norte americana, o que torna o estilo de escrita único e viciantemente encantador.

Com relação a apresentação do livro, a Rádio Londres, nossa editora parceira, está de parabéns: as páginas possuem coloração amarelada, o que não cansa a vista, as páginas também possuem uma espessura que contribuiu para a leitura, pois impede que o conteúdo do verso fique evidente. Por fim, o que mais me chamou a atenção foi a arte da capa, ao mesmo tempo simples e perfeitamente adequada ao conteúdo.

Sem sombra de dúvidas, Viva a Música! Foi uma das melhores leituras, se não a melhor, que realizei neste ano de 2015 e uma excelente estréia, para mim, no mundo da literatura latina e principalmente no mundinho intenso e breve de Andrés Caicedo.

segunda-feira, 23 de março de 2015

LIVRO | A Mais Pura Verdade, de Dan Gemeinhart

Primeira resenha da parceria com a Novo Conceito aeaeaeaeaeaeae! E, gente, comecei com o pé direito! Que livro! Acompanhem o meu raciocínio: um livro com uma criança como protagonista é fofo, não? E um livro com um cachorro? Fofo também, né? Agora, juntem um menino e um cachorro em um livro, aliás, juntem um menino doente e um cachorro em um livro. MEU DEUS. CHOREI.

A história de A Mais Pura Verdade começa com Mark, um menino aparentemente travesso, fugindo de casa com o seu cachorro para viver uma aventura. No entanto, ao longo da aventura, vamos conhecendo Mark e seu cachorro, Beau. Descobrimos que o menino possui uma doença grave e que Beau é um animal peculiar, é meio claro e meio escuro, além de ser muito fiel, até que finalmente entendemos porque Mark fugiu e o que ele pretende fazer com a sua vida.

A Mais Pura Verdade é uma história de superação e sobretudo de amizade, pois temos a batalha de uma criança contra uma doença grave e um grande exemplo de amizade entre Beau e Mark e entre Mark e Jess, sua melhor amiga da vida.

A narrativa é bastante simples (possível realizar a leitura em poucas horas), cheia de momentos de tirar o fôlego (afinal, é uma aventura!) e outros tantos momentos emocionantes (passei o livro inteiro querendo pegar o Mark no colo e trazer para casa e ainda não perdi as esperanças de raptar o Beau). Ainda, a história possui os ingredientes básicos para uma cativante adaptação cinematográfica (por favor), daquelas que nos fazem rir, chorar, torcer e ainda garante bons momentos de reflexão.

Assim, você que ainda não leu ou que ainda não adquiriu o livro, corra para a livraria mais próxima e e entre nessa emocionante aventura (venha chorar comigo), de personagens dóceis e de leitura envolvente (sem contar que o livro fica lindo na estante). É a mais pura verdade.

quarta-feira, 11 de março de 2015

LIVRO | Garota Exemplar

Chega a dar um friozinho na barriga ao escrever uma resenha sobre um livro que 99,9% das pessoas simplesmente AMARAM, mas vamos lá!

Gillian Flynn publicou seu primeiro livro em 2006 (objetos cortantes), atualmente distribuído, no Brasil, pela editora Intrínseca, e, apenas em 2012 publicou Garota Exemplar (Gone Girl, no título original), também distribuído em terras tupiniquins pela editora Intrínseca.

A história é contada através de registros passados em diários de Amy, e, nos dias "atuais", através da narrativa de Nick, assim, temos acesso a dois "pontos de vista" sobre os mesmos fatos que nem sempre são contados em ordem cronológica.

Logo nas primeiras páginas, conhecemos um pouco do casal no início do relacionamento, as aspirações, os gostos, as personalidades, profissões, etc. Detalhes importantes para que o leitor se sinta presente na história e para que os personagens pareçam alcançáveis, ou seja, para que tenham condições visíveis de ser qualquer um, até mesmo eu ou você, que está lendo esta resenha.

Em um determinado momento da história, o casal se vê obrigado a se mudar para uma pequena cidade no Missouri e a partir desse momento os problemas começam a aparecer, ainda que camuflados.

Um certo dia, Nick recebe uma ligação que informa que sua casa está escancarada e prontamente se desloca até o local, momento em que descobre que sua esposa está desaparecida e que o local apresenta indícios de briga. Nick liga para a polícia e seu pesadelo começa.

Enquanto acompanhamos a investigação da polícia e a busca de Nick pelo "tesouro escondido" (esqueci de mencionar, o casal sempre teve como tradição, no aniversário de casamento, uma caça ao tesouro, em que Amy espalhava por diversos locais pistas que levavam Nick até o presente e, coincidentemente, o desaparecimento ocorre no dia da comemoração), Amy, através de seu diário, vai nos contato o passado do casal e os "podres" da relação.

O mais interessante da história não está no enredo bobo e comum e sim, nos pequenos detalhes que, no final do livro, fazem todo o sentido e deixam o leitor DESMAIADO. Sério. Tudo faz sentido no final, pois a história se revela ser muito maior do que realmente é.

Eu simplesmente adorei a forma da escrita de Gillian, mal posso esperar para ler os próximos livros, e Garota Exemplar merece de fato todo o alvoroço que vem recebendo, aliás, melhor deixar claro, o livro merece todo o alvoroço, pois o filme... bom, isso será tema de outra postagem. Por fim, super recomendo a leitura e, por mais cansativo e sem sentido que em alguns momentos possa parecer, não desista da leitura, pois a história, assim como o crime, compensa (pelo menos é o que Nick e Amy acreditam, eu acho).

segunda-feira, 9 de março de 2015

LIVRO | Androides Sonham Com Ovelhas Eletricas?

Quando você lê o título do livro "Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?", qual a primeira coisa que você pensa? Eu, particularmente, pensei "meu Deus, Philip K. Dick está fumado! Androides? Ovelhas elétricas?" Mas então comecei a ler o livro e tudo começou a fazer sentido.

O livro, que foi escrito por Philip K. Dick em 1968 e adaptado para os cinemas em 1982 por Ridley Scott (Alien), conta a história de Rick, um caçador de recompensas, que persegue androides na Terra, em um período "pós apocalíptico".

Na história, a Terra foi devastada por uma guerra nuclear, o que fez com que a maioria dos humanos remanescentes procurassem abrigo em outros planetas, enquanto outros permaneceram. Na vida fora da Terra, os humanos contavam com a ajuda de androides, seres artificiais de composição biológica e de aparência física quase idêntica a humana, para a realização de trabalhos. No entanto, os androides, que eram dotados de inteligência artificial, muitas vezes, a fim de fugir dos trabalhos forçados, partiam para a Terra em busca de "novas emoções" e a atividade de Rick, o caçador de recompensas, era justamente perseguir os androides fujões e manda-los para o espaço, literalmente.

Ok, você deve estar se perguntando: "Tá, e as ovelhas elétricas?". Bom, os androides por mais parecidos que pudessem ser com os humanos, possuíam algumas falhas e a ausência de empatia era uma delas. Assim, na Terra, os humanos a fim de provar sua real natureza e de que possuíam empatia, precisavam possuir animais de estimação, contudo, devido à guerra nuclear, a maioria dos animais se encontrava extinta, o que fazia com que muitos dos humanos adquirissem animais elétricos, fisicamente idênticos aos originais.

Você também deve estar se perguntando: "E por que se preocupar se androides sonham com ovelhas elétricas?" Em certa parte da história Rick se depara com uma nova tecnologia capaz de criar androides ainda mais parecidos com os humanos, o que o faz se questionar se ele também é um androide, vez que, em muitas situações do cotidiano, demonstra total ausência de empatia, principalmente em relação a sua ovelha elétrica. Por isso a dúvida: será que androides sonham os ovelhas elétricas?

A história a primeira vista parece uma simples ficção científica, no entanto, possui uma série de questionamentos camuflados como "o que nos faz humanos?", ou "até onde minhas ações são mecânicas?", ou "até que ponto eu realmente me importo com as coisas e pessoas ao meu redor?" e, até mesmo, "Deus existe? Ou é tudo uma ficção criada para melhor controlar as pessoas?". Enfim, "Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?" me surpreendeu positivamente em vários aspectos, aliás, tanto o livro quanto o autor, pois nunca tinha lido nada de Philip K. Dick. Com certeza, esse é um livro de ficção científica que sempre indicarei.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

LIVRO | Os Goonies, James Kahn



Os Goonies acompanharam muito marmanjo por aí durante a infância e aposto que continuam a acompanhar, afinal, quem resiste a uma boa história de aventura e caça ao tesouro?

A história original, apresentada no filme de Steven Spielberg, conta a aventura de Mickey, Brand, Bocão, Dado e Gordo, um grupo de amigos que vive em um pequeno bairro onde os moradores estão prestes a ser despejados (a menos que tenham dinheiro suficiente para "readquirir os imóveis"). Os meninos, na véspera do despejo, encontram um mapa do tesouro, que supostamente foi escondido por Willy Caolho, e Mickey decide sair em busca da fortuna.

No entanto, o que as crianças não esperavam é que entre eles e o tesouro existisse uma família mafiosa. procurada pelo FBI por diversos crimes! E a partir daí, decidem tomar doses extras de coragem para seguir até o objetivo e salvar a comunidade do despejo. Mas será que conseguem? Como passam pela família? Será que algum grande herói salvará as crianças? Bom, só lendo o livro ou assistindo ao filme para saber.


Falando em filme, a versão cinematográfica, que foi lançada antes do livro (sim, o livro foi baseado no filme), foi lançada em 1985 e tem em seu elenco Sean Astin (trilogia O Senhor dos Anéis), Josh Brolin (Guardiões da Galáxia), Jeff Cohen, Corey Feldman (Sem Licença Para Dirigir), Ke Huy Quan (Indiana Jones e O Templo da Perdição) e John Matuszak.


Voltando ao livro, a história é bastante cativante, do tipo que reúne a família, e cheia de momentos emocionantes, aliás, a aventura é cheia de surpresas e mistérios. A publicação da história aqui no Brasil ficou sob responsabilidade da Darkside Books, que primeiramente lançou uma edição especial numerada e, após o sucesso, disponibilizou outras duas versões, uma simples e outra especial (sem numeração e com mapa).

Os diálogos e acontecimentos são extremamente fiéis ao filme a ponto de ser assustador! É  quase como "ler o filme", o que me fez adorar a experiência de ler um livro pós versão cinematográfica. E além de todos estes pontos positivos, a história super gostosa, com cheiro de infância e que, com certeza, lerei para os meus filhos. 

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Quadrinhos | Primeiros Contatos Com Historias Em Quadrinhos e Minha Opiniao Sobre Maus, de Art Spiegelman

Sempre evitei ler quadrinhos porque (não riam), primeiro, me atrapalhava com os malditos balões e sempre acabava lendo o errado primeiro e, segundo, porque achava que as ilustrações atrapalhavam meu "processo criativo".

Então, há pouco tempo, por influência do Leo Dutra, comecei a ler quadrinhos e apesar de já ter lido três (sei que é pouco, mas né) ainda não tinha me sentido a vontade o suficiente para expressar qualquer tipo de opinião. No entanto, resolvi arriscar um pouquinho e fazer esta postagem.

O "desafio" teve início em dezembro de 2014, quando li Persépolis, a história de uma menina que acompanha a revolução que levou o Irã ao regime xiita, e me apaixonei pelo enredo. Então, a partir daí, decidi ler pelo menos uma história em quadrinhos por mês.

Em janeiro de 2015, resolvi ler Kaputt, adaptação da história escrita pelo jornalista Curzio Malaparte durante sua participação na Segunda Guerra Mundial, e, infelizmente, não gostei. Achei o traço confuso e sombrio e para mim, que tenho pouca experiência nesse tipo leitura, entender a história foi meio confuso e desgastante. Contudo, pretendo reler assim que adquirir mais experiência com quadrinhos para ver se a culpa por não ter gostado é minha mesmo.

Por fim, agora em fevereiro de 2015, li Maus, mais uma história sobre a Segunda Guerra Mundial (acho que tenho uma certa inclinação para o tema ou as pessoas escrevem muito sobre isso mesmo). Em Maus (rato em alemão), acompanhamos tanto o processo de desenvolvimento da história quanto a narrativa completa de um judeu sobrevivente de vários campos de concentração, inclusive Auschwitz.

Vladek Spiegelman, pai de Art (autor da hq) narra os detalhes da guerra, desde os primeiros boatos sobre as represálias contra os judeus até o momento do cessar fogo, descrevendo a vida nos campos de concentração e o que foi necessário fazer para sobreviver. É importante referir a riqueza dos detalhes trazidos tanto pelos diálogos quanto pelas ilustrações. Incríveis!

De outro lado, uma vez que o pai narra para o filho sua história, temos acesso aos efeitos que a guerra provocou no sobrevivente: Vladek passou a ser mesquinho (mão de vaca) e se tornou uma pessoa dura e insegura. Fatos que dificultaram, muitas vezes, o relacionamento em família.

Falando em dificuldade de relacionamento, um aspecto muito sutil e dosadamente bem colocado é o sentimento de culpa que Art carrega por não ter mais paciência com o pai, mesmo após conhecer detalhes de seu sofrimento, cumulado com o sentimento de exploração por ter praticamente obrigado o pai a reviver momentos que passou a vida tentando esquecer.

Bom, para quem não estava muito a vontade de escrever sobre quadrinhos, até que o texto rendeu, né? Mas, em fim, posso dizer que Maus foi uma leitura bastante agradável, embora indigesta em algumas partes, mas se tornou uma interessante aula de história e uma grande lição de reconhecimento familiar.

Para finalizar, abaixo segue uma listinha explicando qual nacionalidade ou etnia cada animal retratado na história significa:

Ratos - Judeus
Porcos - Poloneses
Gatos - Alemães
Sapos - Franceses
Cachorros - Estadunidenses
Renas - Suíços
Ursos - Russos
Peixes - Britânicos

Então é isso pessoal, espero que tenham gostado do texto, continuem acompanhando aqui no blog as próximas HQs que lerei e fiquem a vontade para postar nos comentários e nas nossas redes sociais sugestões de leituras.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

LIVRO | Psicose, de Robert Bloch

Cresci assistindo aos clássicos do cinema que meu avô me indicava: Por Quem Os Sinos Dobram, A Um Passo da Eternidade, entre tantos outros. No entanto, o que mais me encantou e surpreendeu foi "Psicose", de Alfred Hitchcock.

A partir do momento em que conheci o filme, comecei a ler bastante sobre os bastidores e sobre o desenvolvimento da história, até que descobri que o filme era baseado em um livro, de mesmo nome, escrito por Robert Bloch. Enlouqueci! Precisava encontrar o livro! Então minha epopeia teve início.

Procurei enlouquecidamente nas livrarias e sebos durante anos e nunca encontrei! Estava prestes a desistir quando a Darkside Books decidiu republicar o título no Brasil! Viva!

A editora disponibilizou duas edições: uma de capa dura (foto acima) e uma mais simples, ambas com o mesmo conteúdo.

E assim meu sonho virou realidade.

Psicose, de Robert Bloch, deveria ser incluído no rol de livros indispensáveis, não apenas em razão de sua história criativamente bem construída, mas, sobretudo, devido a qualidade da escrita, que são requisitos essenciais para uma boa leitura.

A trama, aparentemente, acompanha o drama de Mary, uma jovem que acaba de roubar o dinheiro de seu chefe para poder construir sua vida ao lado do amado, enquanto foge da cidade e tenta se manter anônima.

Durante o percurso, Mary para em um pequeno hotel de beira de estrada, o Hotel Bates, onde decide passar a noite e acaba conhecendo um dos donos, Norman Bates.

Após alguns minutos de conversa com seu hospedeiro, a jovem decide ir para o quarto e descansar, porém, durante o banho, é surpreendida ao ser violentamente assassinada. E é aí que a história começa a ficar interessante.

A história de uma hora para outra tem uma reviravolta. A fuga de Mary, até então protagonista, se torna o menor dos problemas, e o ponto central passa a ser a descoberta da identidade do assassino e o que o levou a tomar uma medida tão extremada.

Assim passamos a pensar: seria o inofensivo Norman o assassino? Talvez sua mãe doente e irritadiça? Ou um dos hospedes do hotel? Ou, ainda, o chefe de Mary que descobriu seu paradeiro? Todas as hipóteses são possíveis e apenas Bloch pode nos guiar até o terrível desfecho.

Quanto a leitura, a narrativa é tão fantástica quanto o filme, mesmo apresentando algumas variações, e cumpre a ideia do autor de interligar os aspectos da história e as características do personagem com a história real de Ed Gein, um dos psicopatas mais assustadores da história americana e "muso" inspirador de diversas histórias de terror e suspense.

Por fim, posso dizer que valeu a espera e a busca pelo livro pois a história é maravilhosa e a edição espetacular. A leitura pode ser realizada em um único dia de tão fácil e eletrizante que é e o livro é ainda mais fácil de ser colocado na lista de releituras constantes, ou seja, uma perfeita reunião de pontos positivos que todo leitor sonha em esbarrar por aí.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

LIVRO | Imperium, de Robert Harris

Imperium é o primeiro livro da Trilogia de Cícero, escrita por Robert Harris, e também o primeiro livro do desafio literário proposto aqui no blog (temas históricos).

A proposta da trilogia é acompanhar a vida política de Cícero, mostrando desde o início de seus estudos de filosofia e oratória para se tornar advogado, até o momento em que chega ao ápice de sua carreira, como cônsul romano.

A história é narrada por Tiro, escravo e assessor de Cícero, que decide escrever suas memórias, quando atinge idade avançada, para guarda-las para a posteridade. Importante mencionar que, muito embora grande parte da narrativa seja ficção, Harris utilizou muitas anotações e arquivos históricos do próprio Tiro, aumentando, assim, o grau o de veracidade da história.

Tiro, apesar de não possuir muito destaque na história romana, muito em razão de sua colocação social, ficou conhecido por desenvolver uma técnica inovadora de taquigrafia, baseada em símbolos, que lhe possibilitava registrar palavra por palavra do que era dito por seu mestre Cícero. Fato que facilitou e proporcionou à Robert Harris a publicação dos livros.

Imperium se tornou um dos meus queridinhos da vida, a história é cheia de detalhes e a descrição dos ambientes é absurdamente fantástica! É impossível não se sentir fazendo parte da história ao torcer pela vitória de Cícero e pela derrota dos corruptos, bem como aprender detalhes da vida cotidiana daquelas pessoas e compreender a essência da Política e do Direito. O livro é, simplesmente, uma máquina do tempo.

O único ponto negativo, que não é tão grave e talvez nem seja culpa do livro, é que achei a leitura arrastada, talvez em razão dos inúmeros detalhes e da necessidade da narrativa da vida cotidiana, no entanto, tal "defeito" não desvaloriza a história, apenas torna a leitura trabalhosa.

Contudo, a o primeiro livro da trilogia ganhou meu coração e um lugarzinho eterno na minha estante, assim como seus irmãos, Lustrum (próxima leitura do desafio) e o terceiro livro, ainda sem título e com data de lançamento para setembro deste ano (ainda sem previsão para a terra dourada).