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domingo, 2 de setembro de 2012
O meu, o seu e o nosso: gêneros cinematográficos
Você sabe qual é o gênero
de filme que você mais gosta? E o que mais odeia? Sempre tem aquele filme que queremos
ou não assistir por diversas razões. Seja porque choramos, nos assustamos,
ficamos com medo, rimos, etc.. Listaremos aqui quase todos eles, para ver qual
que você se identifica (ou não!):
1. Ação – normalmente o bem contra o mal com –
bastante – força física, explosões. Normalmente são superproduções com muitos
efeitos e atrai o público masculino.
2. Animação – usualmente feito para crianças, mas
nem sempre. Utilizam-se efeitos de computador ou à mão, mas são sempre
desenhos. A animação oriental possui características próprias e um pouco
diferentes.
3. Aventura – com muita ação, sempre possui um herói
em combates, aventuras. É um gênero familiar e quase sempre se passa em um mundo
de fantasia, ou no passado.
4. Cinema
catástrofe – Enredo
apocalíptico e contém muita ação, aventura, efeitos especiais e climas tensos.
5. Comédia
romântica – uma história romântica com um enredo engraçado e
divertido.
6. Comédia
dramática – uma história
séria e bem contada, porém com enredo engraçado em algumas partes.
7. Cult
– filmes muitas vezes
desconhecidos, mas com fãs devotos. Faz parte da comunidade underground. Podem
ser tornar clássicos com facilidade.
8. Documentários
– explora a realidade
e mostra como ela é. Difere-se dos demais gêneros por ser totalmente subjetivo.
9. Drama
– conta uma história
triste, emocionante, dramática. Pode ter ação ou aventura.
10. Fantasia
– usa magia,
sobrenatural e tudo o que não existe para criar histórias imaginárias. Muito
apreciado por crianças.
11. Faroeste – o gênero western é um clássico
norte-americano, com heróis do far west
que se envolvem em conflitos, romances e ações.
12. Ficção
científica – aposta na
ciência e suas prováveis invenções, que causam curiosidade àqueles que querem
assistir.
13. Guerra – caminha perto do cinema épico e
histórico, a história normalmente se passa dentro e fora de campos de batalha.
14. Musical – conta uma história de cunho leve, quando
o enfoque de fato são as sequências de coreografias musicais, muitas vezes fora
de contexto, mas que contam o enredo por si só.
15. Filme
noir – Em preto-e-branco
e expressionista, normalmente possui cunho policial e romântico com atores
desconhecidos, típico dos EUA pós-Grande Depressão.
16. Policial
– envolvem ação com a
polícia e detetives, criminosos e gângsteres, embates judiciais e a aplicação
da lei.
17. Romance
– a história se passa entre o enredo amoroso dos protagonistas e que
possui um final feliz. Cheio de clichês pode ter drama e uma pitada de comédia.
18. Suspense
– aquele que dá
susto, pois nunca se espera o que está a seguir. Incerteza, ansiedade são
sentimentos de quem assiste este gênero.
19. Terror
– gênero apelativo e
mórbido que pretende provocar medo. Possui uma legião de fãs bastante específicas.
Ou as pessoas gostam ou não.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
X-Men- Primeira Classe (X-Men- First Class)
Em X-Men Primeira Classe a história do surgimento dos x-men é contada, além de mostrar as primeiras reações diante dos primeiros mutantes.
A história começa na época da 2ª Guerra Mundial, com Erik, que mais tarde adotaria o nome Magneto, sendo obrigado a manifestar suas habilidades enquanto a vida da mãe era colocada em risco na sua frente. Um jogo sujo e doentio por parte dos nazistas e que contribuiu para a forte personalidade de Magneto.
De outro lado, temos Charles Xavier, um menino de classe alta que viveu protegido de todos os horrores da 2ª Guerra.
Durante o período da guerra fria os dois mundos tão distantes de Erik e Xavier se encontram, dando origem ao esboço do que estaria por vir.
Para aqueles que gostam de histórias sobre heróis e, principalmente, de x-men, o filme é muito importante pois vários questionamentos são solucionados e podemos entender melhor a origem dos mutantes heróis.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Lanterna Verde (Green Lantern)
Mais um filme com um dos mais conhecidos heróis de histórias em quadrinhos. Lanterna Verde mostra a origem do primeiro lanterna humano.
Com muito humor e ação o filme segue a mesma linha de "O Homem de Ferro", mas acaba tornando-se fraco por causa de alguns efeitos especiais igualmente fracos e muitas vezes infantis para um filme deste porte. No entanto, a história segue a original e é até bem adaptada, até onde conheço.
Não vejo o filme como sendo direcionado ao público adulto, apesar de ser o que melhor conhece o herói, vejo o filme como sendo direcionado à adolescentes e até mesmo crianças e os mais interessados tem suas expectativas destruídas ao encontrar um filme que não segue o padrão de qualidade da história em quadrinhos.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Invasão Do Mundo- A Batalha De Los Angeles (Battle: Los Angeles)
Invasão do Mundo: A Batalha de Los Angeles é mais um filme sobre a invasão alienígena à Terra, porém desta vez há um sentido relevante, um sentido que não seja a simples extinção da raça humana. Os vizinhos interplanetários, intergalácticos ou sei lá mais o que, resolvem fazer uma visitinha ao nosso humilde planeta para roubar o nosso recurso mais precioso e que menos valorizamos: a água.
As criaturas, supostamente dotadas de uma incrível inteligência, estão dispostas a qualquer coisa para obter o recurso mineral (para eles serve como combustível para suas máquinas e para seus próprios corpos) e o que acaba acontecendo é o que todos já sabem, a quase extinção da Terra e da vida humana. Quando acham que tudo está perdido, milagrosamente, surge um herói, ou melhor, vamos dar o mérito ao grupo, surge um grupo de heróis que está disposto a derrotar os invasores e retomar o que é "nosso" de direito ("nosso" porque monopolizamos e consideramos a Terra um bem comum por usucapião) e mais toda aquela história de sempre.
Não vou ser má e dizer que o filme não serviu pra nada, porque a tentativa foi válida e as teorias trazidas foram criativas e alternativas. Os efeitos especiais foram muito bem feitos, o que hoje em dia nem deve mais ser levado em consideração porque já se tornou tradição entre os filmes hollywoodianos, mas para o filme não ficar tão mal, vou levar este ponto em consideração.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Eu Sou O Número Quatro (I Am Number Four)
Com produção de Michael Bay e direção de D.J. Caruso, o longa tem seu início meio confuso, porém ao decorrer da história os "segredos" são desvendados em seu devido tempo e um gostinho de quero mais é despejado ao público que o assiste.
As vezes temos a sensação de que a história é uma reunião de uma série de história já existentes sobre super heróis, em outros, que é uma história absolutamente nova e cheia de energia para uma possível sequência de sucesso.
Algumas ideias absurdas surgem no meio do filme, ideias que são perdoadas, afinal o cinema também serve para nos transportar aos universos mais extravagantes que a nossa imaginação pode e não pode permitir, apesar disso, não considero um filme ruim ou fraco, é um filme aceitável e nos padrões heróicos retratados no cinema.
Thor
O filme apresenta uma mistura entre a mitologia e a história em quadrinhos, esta inclusive já havia sido adaptada da lenda de uma forma não muito objetiva. Thor, o filme, nos passa a sensação de querer suprir certos pontos esquecidos da mitologia mas acaba deixando outros pontos importantes da história em quadrinhos a ver navios. Pode-se dizer que é um equilíbrio, ambos os lados ficam desfalcados porém, outros pontos são muito bem feitos.
A energia e a super proteção de heróis que toda a criança sonha quando criança e todo o adulto secretamente ainda guarda dentro de si são os aspectos que fazem a história parecer tão espetacular e mágica, fazendo os menos radicais esquecerem algumas bizarrices adaptadas.
Em uma das cenas finais, não considero spoiler por ser óbvia, Thor está caido, aparentemente morto e o seu martelo, Mjolnir, vai ao seu encontro e Thor volta a ter as suas habilidades deixando todos boquiabertos mas agindo naturalmente. Achei meio forçado o seu retorno e ainda mais forçada a reação dos presentes, sinceramente se uma criatura se transformasse em um super herói na minha frente eu, no mínimo, sairia correndo. Brincadeiras a parte, este foi o unico ponto que me fez refletir sobre a seriedade e maturidade do projeto, no mais, é um ótimo filme, com ótimas atuações e efeitos mais do que especiais.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Fúria Sobre Rodas (Drive Angry)
Parece que ultimamente Nicolas Cage está tentando se punir de algo muito ruim que fez, a sequência de pessimos filmes faz o público pensar, no mínimo, isso. Com Fúria Sobre Rodas não poderia ser diferente, a maré de má sorte ou o auto flagelamento, como preferirem, também tomou conta do filme.
Neste filme, Cage vive Milton, um pai justiceiro que está atrás do responsável por uma seita satânica, o homem que matou sua filha e sequestrou sua neta. O filme tenta abordar um estilo Tarantino, com cenas violentas, muito sangue, alguns deboches e cenas de sexo, mas o que consegue são cenas mal feitas seguidas de cenas piores que as anteriores. Não estou sendo injusta ou muito crítica, a situação está bem difícil para os lados do ator que costumava ser ícone e fazia jus a família Coppola.
Considerado um dos piores filmes do ato, não é à toa que recebe o título, as fracassadas tentativas de criar suspense e ação, criam situações embaraçosas, mal feitas e vulgares, sem perspectiva de uma possível melhora. Não culpo somente o ator, o conjunto da obra é triste, não gostaria de tê-la no meu currículo e muito menos estar na pele do ator.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Atração Perigosa (The Town)
Filme dirigido, roteirizado e protagonizado por Ben Affleck. Conta a história de um grupo de ladrões que acredita não haver limites que possa detê-lo de praticar atos violentos e criminosos, por sempre acabar impune de suas ações. Como de praxe, o alvo é um dos bancos da cidade, precisão e organização são o lema da quadrilha, porém certos aspectos não podem ser previstos e um destes fatos obriga a quadrilha a levar como refém a gerente do banco.
A maior surpresa surge quando Doug (Ben Affleck) se apaixona pela refém, Claire (Rebecca Hall), levando a fama de intocáveis dos membros da quadrilha à perigo pelo fato de Claire estar ajudando o FBI a encontrar os responsáveis pelo assalto.
O filme toma proporções de terror psicológico quando Claire descobre que a pessoa que tanto ama é na realidade o mesmo que a deixou traumatizada no dia do assalto, porém a situação se agrava ainda mais quando a liberdade de Doug acaba em suas mãos, podendo ou não entrega-lo à polícia.
Um ótimo filme de ação, cenas muito bem feitas e espantosamente bem dirigidas, confesso que não levava muita fé na direção de Ben Affleck, mas com este filme ele ganhou alguns pontos positivos também acentuados pela sua boa atuação. Indico, apesar de ser um filme longo e em alguns momentos, poucos é verdade, ser parado destoando do ambiente de ação idealizado pelo filme, mas estas pausas podem servir como breves momentos para respirar e se preparar para a próxima cena de ação.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Homem De Ferro 2 (Iron Man 2)
Na continuação da aventura de Tony Stark, temos o império do herói ameaçado pela concorrência empresarial e sua tecnologia tenta ser adaptada de diversas formas, tecnologia que pouco a pouco está matando-o devido a alta concentração de paládio em seu organismo derivada da miniatura do reator ark que Stark possui no peito.Neste filme, Stark terá que lutar contra o que ele mesmo criou, enfrentando os seus novos e antigos inimigos, enfrentando a sua própria capacidade de criação ao tentar buscar alguma nova invenção que tivesse a mesma eficácia que o reator ark porém sem ser prejudicial à saúde e enfrentando o governo que não apóia a existência de um herói cujo charme é a inconsequência.
O vilão não é a criatura mais temida da face da terra, na realidade, está longe, é bem fraco em aspectos de maldade, mas coloca em risco a existência do Homem de Ferro ao demonstrar que a tecnologia usada não é tão impossível de ser descoberta, copiada e/ou adaptada, mas o personagem fica nesta mera tentativa de destruir a boa aparência do herói. É quase uma piada.
Em termos técnicos o filme não possui nada de destaque, está tudo dentro da normalidade esperada em relação ao nível apresentado no filme anterior, inclusive os efeitos especiais e as atuações que foram os pontos de maior destaque anteriormente. Por fim, é possível perceber que o filme não é maravilhosamente perfeito, é normal mas encantador aos olhos dos amantes de histórias de super heróis, lógico, possui algumas falhas que os mais puritanos amantes dos quadrinhos julgam como sendo um erro indesculpável, porém nada que pudesse alterar o contexto ou prejudicar a essência da existência do imprevisível herói.
sábado, 5 de março de 2011
Besouro Verde (Green Hornet)
Besouro Verde teve por trás de sua estréia uma grande divulgação, o que desencadeou uma grande expectativa no público, no entanto se tornou uma grande propaganda enganosa.
Um filme fraco, com atuações fracas e péssimos efeitos. Talvez, ousasse dizer que, o que poderia ter salvo o filme seria a atuação de Christoph Waltz, mas nem isso aconteceu, Christoph Waltz foi apagado pela baixa qualidade do filme e o uso de cenas exageradas como meio de obter sequências engraçadas apenas deu ao filme mais um ponto negativo no item qualidade.
A intenção de criar super heróis "humanos" dá aos filmes um toque de acessibilidade, nos sentimos, digamos, como se houvesse a possibilidade de surgir alguém que pudesse nos salvar e nos fazer sentir segurança diante dos perigos gerados pela violência cotidiana, é o que acontece quando assistimos Batman, por exemplo. Mas no caso de Besouro Verde, esta sensação passa longe, e ainda afirmo, um herói mimado e inconsequente é tudo que uma sociedade não precisa.
Talvez o filme servisse apenas para algum tipo de intretenimento altamente informal e sem objetivos de obter qualquer tipo de crescimento, mas isto não me faria assistir ao filme novamente.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
O Turista (The Tourist)
O Turista, filme que possui no elenco dois grandes atores ou um e meio, como preferirem, conta uma história que deveria ser empolgante ou, no mínimo aumentar a adrenalina de quem assiste, porém, o filme se tornou fraco e as atuações que deveriam ser boas, se tornaram fracas e dignas de pena.
Elise (Angelina Jolie) é uma mulher muito atraente que está sendo vigiada pela polícia para que esta tente chegar até Alexander, um homem que roubou uma pequena fortuna de um gângster e deve alguns milhões em impostos ao governo. Logo no início do filme, Elise recebe a tarefa de ir até o trem com destino a Veneza e encontrar um homem que tivesse as características de Alexander para tentar despistar a polícia. No trem, Elise conhece Frank, um professor de matemática que está viajando para tentar esquecer a morte da esposa, e faz com que pensem que ele é o seu marido. Logo, a presença de Frank desperta a ira do impiedoso gângster, que também se engana ao achar que ele é Alexander, então Frank passa a ser um alvo fácil e a polícia, porém, já havia descoberto o plano. Então começa a história, a suposta atração entre Elise e Frank, o relacionamento de Elise e Alexander, a perseguição dos gângsters e as estratégias da polícia.
O filme tem a mesma essência que Salt, tem como um dos objetivos tentar surpreender o público com ideias gêniais, que na realidade são mal feitas e forçadas, mas pelo menos não temos Angelina Jolie como uma exímia praticante de artes marciais, mas encontramos uma atuação bem pior do que em Salt. Jhonny Depp, que sem sombra de dúvidas é um ótimo ator, já provou inúmeras vezes, tem uma atuação tão fraca que durante todo o filme eu me perguntei várias vezes se realmente era ele ou se havia acontecido algo, batido com a cabeça, não sei, porque a sua atuação estava digna de pena, mas mais pena eu senti foi de quem assistiu ao filme.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Salt
Evelyn Salt, vivida por Angelina Jolie, é uma agente da CIA acusada de ser uma espiã russa por um desertor russo, este diz que Salt assassinará o presidente russo, que estará no enterro do vice presidente norte americano, e que ela foi treinada para está missão desde criança. A trama se desenvolve de um modo intenso, cheia de altos e baixos e reviravoltas, em vários momentos as ideias mudam de modo que, durante boa parte do filme, não é possível saber de qual lado está Salt. O filme é bom, tirando o fato de Salt ser uma espécie de versão feminina de MacGyver ou até mesmo uma mistura estranha entre Matrix e Indiana Jones e suas habilidades de luta serem dignas de invejar qualquer Jedi.
A ideia do filme é boa, tem um roteiro até bem "amarrado", as atuações são medianas, nada que tivesse algum destaque, o único ponto que estragou o filme, não completamente porque é possível dar boas risadas, é a habilidade monstruosa e massacrante de Salt.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
A Origem (Inception)
Christopher Nolan, conhecido por dirigir a sequência mais aclamada de Batman (Begins, The Dark Knight e The Dark Knight Rises, este com estréia prevista para 2012) dirige também, este que foi considerado um filme de alto potencial, inclusive considerado um filme com chances de arrecadar alguns prêmios.No filme temos um elenco particularmente grande e talentoso, atores com um bom históricos de filmes e boas atuações. Leonardo DiCaprio (Titanic, Diamante de Sangue “Blood Diamond”) vive Dom Cobb, Joseph Gordon-Levitt (10 Coisas Que Eu Odeio Em Você “10 Things I Have About You”) como Arthur, Ken Watanabe (Cartas de Iwo Jima, Último Samurai) é o empresário japonês Saito, Marion Cotillard (Nine, Piaf) vive o “fantasma” da esposa de Cobb que assombra os seus sonhos, ainda temos Ellen Page, de Juno, como Ariadne, Robert Fischer como o alvo principal da “quadrilha” é o personagem de Cillian Murphy, (Batman Begins e The Dark Knight), o filho de indianos Dileep Rao (Avatar) vivendo Yusuf, Eames é o personagem do britânico Tom Hardy, Maurice Fischer, pai de Robert Fisher é interpretado pelo grande Pete Postlethwaite (O Último Dos Moicanos) que veio a falecer no início deste ano, Michael Caine é Miles, pai de Mal, e por último, Tom Berenger (Platoon, O Atirador) vive o padrinho de Robert Fischer.
Cobb é um talentoso extrator, que usa os sonhos como uma forma de espionagem industrial. Nos sonhos, ele é capaz de implantar idéias, de modo que estas fiquem presas no subconsciente e não seja possível descobrir ou entender a origem de tal idéia. Saito, um empresário, contrata os serviços de Cobb e sua equipe, para introduzir uma idéia na mente do jovem e inseguro Robert Fischer. Robert é filho e de Maurice, este, dono de um império, o pai morre e deixa de herança para o filho tudo que levou uma vida para conseguir. O objetivo de Saito e fazer com o que o jovem divida o império para que este não se torne a maior potência financeira do mundo.
Em busca deste objetivo Cobb recruta a equipe: Arthur, seu braço direito; Eames, o falsificador; Yusulf, o químico e Ariadne, a arquiteta. Eles planejam realizar uma inserção de três níveis, ou seja, um sonho dentro de outros dois e em cada nível, surpresas e emoções estarão em constante sintonia.
O filme é envolvente, levando quem o assiste a sonhar e entrar nas “viagens” impossíveis na realidade e completamente possíveis em sonhos, também apresenta pontos importantes da idéia “sonho”, coisas que muitas vezes não nos damos conta, mas que são aspectos representativos de algo tão complexo, banal e involuntário que é o ato de sonhar.
domingo, 21 de novembro de 2010
R.E.D- Aposentados e Perigosos (RED)
O filme com um elenco barra pesada da terceira idade, R.E.D trás quatro consagrados atores Bruce Willis, Morgan Freeman, Helen Mirren e John Malkovich cujos personagens são aposentados da CIA.Na aventura Frank, personagem de Bruce Willis, ao tentar descobrir o porquê de lhe estarem perseguindo, vai encontrando antigos amigos da época da CIA e com a ajuda do grupo e de suas táticas por tanto tempo eficazes, enfrentam inúmeras aventuras altamente empolgantes e nada ultrapassadas.
R.E.D, apesar de possuir um elenco mais do que fantástico, é fraco, cheio de falhas e idéias óbvias. Por mais que haja uma tentativa de criar as expectativas geradas em, por exemplo, 11 Homens e Um Segredo (Ocean's Eleven) acaba ficando sem graça pelo mal desenvolvimento das idéias e péssimas conclusões de cenas. Contudo, as cenas de ação são bem feitas, apesar de apelarem ao exagero taxativo, e as atuações excedem as expectativas de qualquer mortal.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Harry Potter e As Relíquias da Morte Crítica (Harry Potter And The Deathly Hallows Analysis)
O clássico logotipo da Warner Bros. aliado ao tema musical que John Williams tão sabiamente elaborou há nove anos, voltaram a trabalhar juntos na primeira parte do filme que dará fechamento à história que embalou a geração Harry Potter.
Ao acompanhar o fenômeno, é possível observar uma clara evolução gradativa. Quando lemos ou assistimos à Pedra Filosofal é como estivessemos diante de uma porta, onde ao atravessá-la descobrimos a cada novo livro ou novo filme, um mundo pronto para ser explorado e servir de ferramente para incentivar o amadurecimento de quem o lê ou assiste.
Usando cmo parâmetro os dois últimos filmes de Yates (Ordem da Fênix e Enigma do Príncipe) é possível observar que também há uma evolução técnica. No primeiro, temos uma direção um pouco assustada com a quantidade de ferramentas disponibilizadas à uma grande produção. No segundo, já sentimos e visualizamos como os meios propostos foram bem aproveitados. E agora, na primeira parte de Relíquias da Morte, é como se realmente existisse magia, os planos de filmagem tem autonomia, ou seja, expressam por si só as angústias, alegrias, medos, etc., de cada cena.
O filme demonstra um perfeito equilíbrio de emoções. A cada momento sentimos uma nova. Ao final, fica a maior de todas, aquela que talvez nem haja uma palavra certa para definir, mas que está ali lembrando-nos que logo, aquela porta que nos foi aberta será fechada e tudo que nos restará serão as lembranças construídas durante a nossa própria evolução.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Kick Ass ("I can't read minds, but I can kick your ass")
Depois de algum tempo afastada, na realidade resolvi dar uma escapadinha até aqui para escrever uma pequena crítica, análise, resumo ou o que quer que seja, sobre o filme Kick Ass.
Kick Ass é o tipo de filme classificado como cultura inútil e assim como Zumbilândia possui, como muitos sábios da língua portuguesa dizem, um “plus a mais”, ou seja, tem um charme ou algum tipo de droga paralisante que te faz ficar preso ao filme e, algumas vezes, rir descontroladamente.
Na realidade o filme não é romântico para fazer alguém chorar, não possui conteúdo cultural ou algo que te possibilite aprender alguma coisa de útil, o filme é idiotamente engraçado, mas não me deixou irritada por ter “perdido meu tempo” e como eu disse, suspeito que haja alguma substância ilícita para isso ter ocorrido.
No filme Dave Lizewski é um adolescente meio nerd e muito preocupado com questões importantes para a humanidade, questões como: “Por que ninguém tenta ser um super herói na vida real? Aff... Ninguém se inspira no Batman”. Então Dave tem a ideia de dar vida ao maior herói da civilização humana, Kick Ass, mas sabe, a vida real não é igual aos quadrinhos ou filmes de Christopher Nolan, é um pouco mais difícil. Dave entra em um site do tipo “mercado livre” e compra uma fantasia, bem brega por sinal, e vai passear bem feliz pelas ruas procurando alguma pobre donzela em perigo, mas tudo o que acha, ou melhor não acha, é um cara que está sendo perseguido por uns cinco homens, resolve bancar o herói e sai batendo em todo mundo, parece até um ventilador, mas por sorte eles estavam bem em frente a uma lanchonete e várias pessoas pararam para assistir, inclusive filmar, então os bandidos saem correndo e Kick Ass se torna herói.
Tenho uma má notícia, isto foi só a introdução. Mas não vou enrolar mais, o que posso dizer é que é um filme bom para descontrair e a única lição que é possível obter ao assistir ao filme é NUNCA, TENTE BANCAR O HERÓI.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Fúria de Titãs (Clash Of The Titans)
Fúria de Titãs é a versão “adulta” de Percy Jackson. Neste, encontramos o mito de Perseu completamente desfigurado em uma forma absurdamente infantil e mal desenvolvida. Perseu recebe o apelido carinhoso de Percy e enfrenta vários desafios “humanamente” impossíveis e que só ele consegue realizar por ser filho de Posseidon, tudo isso acontece em um ambiente onde as coisas não possuem nexo ou fundamento mitológico. Já no filme Fúria de Titãs encontramos também Perseu e, obviamente, ele é encarregado de salvar o “mundo”, porém, das mãos de Hades (deus do submundo), mas ao longo de sua aventura recebe a proteção de seu pai, Zeus. O que poucos sabem, é que existe uma lenda a cerca da história de Perseu, nesta ele é, assim como em Fúria de Titãs, filho de Zeus e Danae (filha do rei de Argos). Na história uma profecia é feita, esta diz que o filho de Danae mataria o rei de Argos, ou seja, Perseu mataria seu avô. Para que isto não acontecesse, Acrísio, jogou ao mar uma urna contendo a filha e o neto, ambos vivos, e sob a proteção de Zeus a embarcação chega à Ilha de Serifo, onde mãe e filho viveram por anos. Aqui, encontramos a primeira diferença entre o mito e os dois filmes. Em Fúria de Titãs, Danae é esposa de Acrísio e este joga a esposa e o bastardo ao mar não por medo de alguma profecia e sim, por raiva da esposa ter tido um filho de seu maior inimigo, Zeus. A urna chega até um barco, onde é recolhida por um humilde pescador que adota Perseu, ao passo que, Danae não sobrevive à viagem. Em Percy Jackson, nada disso acontece, exceto o fato da mãe do personagem estar viva. Dando seguimento ao mito, o motivo que leva Perseu a ir atrás de Medusa é muito vago, existem várias versões, mas nenhuma delas se assemelha com a história contada em ambos filmes. Em Fúria de Titãs ele sai a caçada de Medusa com o objetivo de usar a cabeça de querida como arma fatal contra o Kraken (outro assunto delicado é o Kraken, já explico porque) já em Percy Jackson, Perseu vai parar no covil da Medusa por acidente.
Segundo o folclore nórdico, Kraken era uma espécie de lula ou polvo gigante que habitava as águas profundas do Mar da Noruega e destruia as embarcações daqueles que poluiam o mar ou embarcações piratas. Porém, o Kraken é confundido com a sépia gigante que controlava as tempestades e as profundezas oceânicas e que habitava uma caverna submersa, esta criatura sim, está presente na mitologia grega, já o Kraken, não há registros. Agora, como ele foi parar em Fúria de Titãs, eu não sei.sexta-feira, 7 de maio de 2010
Star Trek
Star Trek mostra uma época anterior aos demais filmes da série, neste as aventuras interestelares das naves da Enterprise contra os inimigos romulanos são constantes, a iniciação do jovem James Kirk na Academia da Frota Estrelar cheia de problemas e os conflitos de Kirk com Spock mais tensos.
O filme não possui aquele charme que as versões originais, porém é muito bem construído e possui um enredo interessante, não previsível (talvez), com muitas cenas de tirar o fôlego e algumas cenas engraçadas.
Kirk é jovem, não conheceu o pai, já que este morreu no dia de seu nascimento tentando salvar os passageiros da nave da Enterprise, e desde cedo sempre gostou de aprontar, enfrentar os medos e ousar da adrenalina, até que um dia recebe um convite para participar da Academia Frota Estrelar, mas é claro, que nem tudo é simples assim, Kirk apronta muitas coisas pelo caminho, algumas vezes é punido, abusa da irresponsabilidade infantil e deixa seus colegas completamente irritados. O interessante é observar o desenvolvimento da personagem, de inconsequente para (bom, quem assistir ao filme saberá) e de como as ideias malucas (inconsequentes) as vezes tem um fundo de lógica e até podem dar certo.
O filme não possui aquele charme que as versões originais, porém é muito bem construído e possui um enredo interessante, não previsível (talvez), com muitas cenas de tirar o fôlego e algumas cenas engraçadas.
Kirk é jovem, não conheceu o pai, já que este morreu no dia de seu nascimento tentando salvar os passageiros da nave da Enterprise, e desde cedo sempre gostou de aprontar, enfrentar os medos e ousar da adrenalina, até que um dia recebe um convite para participar da Academia Frota Estrelar, mas é claro, que nem tudo é simples assim, Kirk apronta muitas coisas pelo caminho, algumas vezes é punido, abusa da irresponsabilidade infantil e deixa seus colegas completamente irritados. O interessante é observar o desenvolvimento da personagem, de inconsequente para (bom, quem assistir ao filme saberá) e de como as ideias malucas (inconsequentes) as vezes tem um fundo de lógica e até podem dar certo.Recomendo Star Trek com muita pipoca, para relembrar o sucesso da franquia. Vida longa e prospera!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
O Código Da Vinci
Eu sempre venho aqui para, geralmente, falar das coisas ruins dos filmes e acabo, muitas vezes, esquecendo de ressaltar as coisas boas e lembrar que um filme por mais que seja ruim, merece ser visto, nem que seja por uma simples consideração com quem o fez. Um filme não surge do nada, existe uma movimentação nos "bastidores", e garanto, é estressante! E essa movimentação não é só no sentido das filmagens, mas existe por trás disto, ainda, equipes que são responsáveis pelo figurino, maquiagem, roteiro, iluminação, supervisão, coordenação, etc.
Viram? não é facil.... e hoje, para me redimir, resolvi elogiar um filme que eu não gostei, para variar, um filme que possui um roteiro fraco e uma história boa e que pelo título da postagem vocês já descobriram qual é.
O Código Da Vinci é um filme que não me chamou a atenção, não gostei da direção, não gostei da adaptação e nem das atuações, porém há algo que se sobressai no filme, as locações e a reconstrução de grandes pontos turísticos (ou pelo menos, pontos que passaram a ser turísticos depois do filme e do livro), acreditem quase todos os locais que aparecem no filme foram filmados no 007 Stage de Pinewood, maior estúdio cinematográfico da Inglaterra. Além de todas as obras que aparecem no cenário do Louvre serem réplicas, ao passo que, as peças originais precisam de condições específicas para manter sua qualidade, e um ambiente de filmagens não proporcionaria tais condições. Mas fiquem calmos, as cenas externas do Louvre são originais!
Sabe como foi possível reconstruir tais locações com detalhes tão ousados? Com a ajuda de uma das maiores ferramentas do mundo cinematográfico, mais conhecida como 'tela verde'.
Por esse aspecto, vale a pena.
domingo, 7 de março de 2010
Bastardos Inglórios
Christopher Waltz é o cara que salvou Bastardos Inglórios, não digo Bastardos personagens, e sim, o próprio filme.
A atuação de Waltz é a melhor coisa que encontramos no filme, quer dizer, nos primeiros 5 minutos o filme é ótimo, tem uma trilha boa (uma versão moderna de Beethoven- o que devo admitir que não combinou com clima de II Guerra Mundial, mas é boa), temos suspense e uma amostra da competência de Waltz ao mostrar sua versatilidade lingüística. Mas há um erro, a cena é gigante, demorada, cansativa e desmotivadora, assim como o resto do filme.
150 minutos de filme e me senti dentro de um campo de concentração, sendo usada como cobaia por médicos nazista. O filme quase não tem ação, e quando tem, é tão rápido que quase não notamos. Acho que o tempo não foi bem administrado, não condeno ninguém por ter feito um filme longo, até porque se formos observar os melhores filmes e os maiores campeões em premiações cinematográficas são filmes longos, porém em um filme de “guerra” tem que haver ação, tensão e suspense, por mais que seja uma sátira, caso contrário o filme que já é demorado fica muito mais demorado.
Bastardos Inglórios traz uma boa história, mas acho que o filme deveria ter outro título, já que os Bastardos Inglórios são quase que coadjuvantes e Christopher Waltz, obviamente, é encarregado de roubar a cena. Não acredito que Tarantino vá ganhar o Oscar de melhor diretor, porque seria injustiça. Juro que não estou considerando o que pensou sobre o trabalho de Tarantino, mas ele mais uma vez não fez um bom trabalho. Também não acredito que o filme ganhe o melhor roteiro, se ganhar vai ser por ter uma boa história e alguns diálogos interessante e só. Mas agora o que nos resta é esperar pelo Oscar e ver se teremos surpresas.
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