BoJack Horseman

BoJack Horseman é uma série muito promissora, que te prende na história e que sabe construir a história de uma forma competente, tanto que já foi renovada para uma segunda temporada, além de existir um easter egg com a abertura de “Horsin’ Around” e um episódio de natal do mesmo.

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Critica | Lucy

O que aconteceria se os humanos usassem 100% da capacidade cerebral?

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Resenha de Psicose, de Robert Bloch

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As fugitivas

Neuromancer, 30 anos

Detalhes da edição especial de 30 anos de Neuromancer.

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LIVRO | Perdido em Marte

O que você faria se ficasse perdido em marte?

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Oscar 2015 | O Que Aconteceu na Cerimonia?


Antes de mais nada é importante mencionar que há alguns anos a Academia vem mantendo o padrão de indicados, ou seja, todos os anos encontramos filmes sobre patriotismo, guerra, preconceito, superação, etc. É quase como uma receita de bolo para agradar todo o tipo de público.

Assim, nos últimos anos, tivemos filmes sobre patriotismo ou guerra (Guerra ao Terror, A Hora Mais Escura), filmes históricos (Cavalo de Guerra, Lincoln, 12 anos de Escravidão), filmes sobre superação (Um Sonho Possível, O Lado Bom da Vida), entre outros estilos. Mas o importante é que a sequência mágica vem sendo repetida e o sucesso de alcance, por consequência, vem se ampliando.

E, neste ano de 2015, a receita foi repetida e, devo confessar, deu mais certo do que nunca! Tivemos filmes sobre patriotismo e guerra (Sniper Americano), sobre superação (Whiplash e A Teoria de Tudo), tema histórico (O Jogo da Imitação), sobre preconceito (Selma), humor inteligente (Birdman). Tivemos também a sessão de filmes leves: O Grande Hotel Budapeste e Boyhood.

Com essa sequência mágica, a cerimônia, que foi apresentada por Neil Patrick Harris, se tornou, desde os primeiros minutos, uma das mais cativantes, em razão, também, da abertura (veja o vídeo abaixo), e porque, né, o apresentador era o Neil Patrick Harris. Não tem como ser mais legal do que isso!



Em relação aos prêmios, conforme as premiações anteriores ao Oscar estavam definindo, a disputa foi bem acirrada. O Grande Hotel Budapeste saiu na frente recebendo 4 dos 9 prêmios que concorria. Birdman, aos 45 do segundo tempo, correu atrás do tempo perdido e empatou com o filme de Wes Anderson, recebendo, também, 4 dos 9 prêmios que concorria. Em terceiro lugar, Whiplash, que havia sido indicado em apenas 5 categorias, recebeu 3 prêmios, o que para muitos foi uma surpresa.

De outro lado, Boyhood, que para muitos era o maior rival de Birdman, decepcionou ao levar apenas um prêmio, o de Melhor Atriz Coadjuvante, para Patricia Arquette.

Pessoalmente, eu não estava torcendo por Birdman, ainda que eu tenha consciência de sua qualidade técnica, simplesmente pela supervalorização que o filme recebeu nos últimos meses. O filme de Iñarritu é excelente: possui um humor inteligente, as metalinguagens que todo mundo, mesmo quem não sabe o que é, adorou, tem semi nu de Edward Norton e de Michael Keaton (mas este não conta, né?), mas o clamor desenfreado que o filme causou foi desproporcional, afinal, a disputa estava equilibradíssima. Ou seja, o filme é tão bom quanto seus concorrentes e por isso não possui justificativa suficiente para causar tanto "alvoroço".

No entanto, minha maior alegria foi ver Eddie Redmayne ganhando o prêmio de Melhor Ator! O jovem de 33 anos, que já possui um currículo respeitável (Elizabeth: A Era de Ouro e Os Miseráveis), chegou a receber, em 2011, indicação de "Ator em Ascensão", no BAFTA. Foi um dos prêmios mais merecidos da noite e, ouso dizer, graças a uma interpretação graciosamente superior à de Keaton.


Mas de forma resumida, posso dizer que, devido a qualidade de todos os indicados, a premiação foi uma das mais justas (quanto à entrega das estatuetas) e emocionantes (assista ao vídeo de Glory e entenderá) e, graças ao apresentador, foi uma das mais simpáticas e leves (mal sentimos o tempo passar!). Por fim, com certeza, o Oscar 2015 entrou para a minha lista de melhores apresentações.

Veja a lista completa dos vitoriosos clicando aqui.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Critica | Boyhood (2014)


Talvez o filme mais cativante dentre os indicados à categoria principal (melhor filme) seja Boyhood, ao nos mostrar a evolução de uma família com a qual, indubitavelmente, acabamos encontrando aspectos comuns de nossas próprias vidas.

A história dirigida por Richard Linklater (Antes do Amanhecer), acompanha o crescimento e a evolução da família Evans, em especial do caçula. Mason  é um garoto simples de uma família tipicamente moderna: uma mãe que teve filhos muito jovem, um pai ausente que construiu a vida fora do meio familiar e uma irmã mais velha e implicante.

Ao longo do filme, acompanhamos, em primeiro plano, o crescimento do garoto e sua percepção do mundo ao seu redor. Em segundo plano, temos os dramas familiares: o pai que tenta se reaproximar dos filhos e a mãe que busca um marido responsável o suficiente para dividir tarefas.

Durante as mais de 3h de filme somos mergulhados em dramas cotidianos de uma família sem nenhum aspecto especial, que não possui perspectivas a não ser esperar o tempo passar.

Falando em tempo, Boyhood, apesar de simples, levou 12 anos para ser filmado (o oposto de Whiplash que levou apenas 20 dias) e utilizou os mesmos atores desde o seu início. Assim, não só acompanhamos a vida dos personagens, mas também do gracioso elenco.

Boyhood é um filme sobre a vida e sobre o tempo, é simples e complexo ao mesmo tempo, não possui atrativos aparentes, tampouco nos faz desejar os problemas rotineiros dos personagens, mas, ainda assim, o filme é um lindo convite a apreciar a vida, nossa própria simples e complexa vida.

Abaixo, você pode conferir o elenco ao longo dos anos: