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| Philip (à esquerda), Jozef (centro) e Lars (direita) durante a viagem de suas vidas. |
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sábado, 13 de julho de 2013
CRITICA | Hasta la Vista: Venha como voce e
Hasta la Vista é uma produção Belga de 2011 que tem uma premissa muito interessante, conta a história de 3 amigos com diferentes deficiências: Jozef (Tom Audenaert) é deficiente visual, Lars (Gilles De Schrijver) paraplégico e Philip (Robrecht Vanden Thoren) que após uma doença genética acabou ficando tetraplégico. O objetivo dos 3 é viajar até um bordel na Espanha que atende clientes especiais como eles para que possam finalmente perder sua virgindade.
Partindo nesta aventura os três acabam encontrando diversos obstáculos e momentos tocantes fazem parte da jornada, além de uma boa dose de comédia. Outro ponto muito forte do filme é a química entre os atores, chega a ser verossímil. Um feel good movie que vale a conferida.
O filme tem uma bela fotografia e o trio principal consegue convencer como deficientes. O roteiro é simples, mas muito bem elaborado contendo diversos momentos de comédia, drama e até mesmo romance. Um ponto forte do filme é tratar com dignidade a deficiência, em nenhum momento os personagens são tratados de maneira diferenciada ou com excesso de melodrama, do contrário, rendem muitos momentos hilários.
Por Rafael Brito
domingo, 6 de janeiro de 2013
As vantagens de assistir Perks
Um dos filmes independentes
mais comentados atualmente, definitivamente, é As Vantagens de Ser Invisível
(The Perks of Being a Wallflower, 2012). Para quem leu o livro, sabe que o
filme é bem fiel à obra de Stephen Chbosky, uma vez que foi ele quem escreveu o
roteiro e também o dirigiu. Melhor adaptação impossível.
O filme trata dos dramas
da adolescência de um jovem chamado Charlie, após passar por uma situação
bastante traumática, onde seu melhor amigo acabou por se matar. Há um drama-surpresa
que só é revelado no final do filme, o que o torna mais sensível ainda. Charlie
tem problemas de “participar” das coisas e do mundo ao seu redor, fato que pode
fazer com que muitas pessoas se identifiquem com o personagem e a trama. O protagonista
faz dois amigos inseparáveis e é com eles que a vida dele muda.
É um bom filme para se
assistir e refletir sobre diversas coisas. A certeza que fica é que cada espectador
se afeta de alguma forma com a estória, que é profunda. Já o livro é de linguagem
bastante simples, mas consegue transferir toda a emoção ao leitor de forma que
poucos outros conseguem.
A propósito, como passaram de Natal e Ano Novo? Espera que tenha sido ótimo para vocês! Para mim, foi! Que todos tenhamos um ótimo 2013 e que o Gargalhando Por Dentro siga fazendo sucesso!
domingo, 2 de setembro de 2012
O meu, o seu e o nosso: gêneros cinematográficos
Você sabe qual é o gênero
de filme que você mais gosta? E o que mais odeia? Sempre tem aquele filme que queremos
ou não assistir por diversas razões. Seja porque choramos, nos assustamos,
ficamos com medo, rimos, etc.. Listaremos aqui quase todos eles, para ver qual
que você se identifica (ou não!):
1. Ação – normalmente o bem contra o mal com –
bastante – força física, explosões. Normalmente são superproduções com muitos
efeitos e atrai o público masculino.
2. Animação – usualmente feito para crianças, mas
nem sempre. Utilizam-se efeitos de computador ou à mão, mas são sempre
desenhos. A animação oriental possui características próprias e um pouco
diferentes.
3. Aventura – com muita ação, sempre possui um herói
em combates, aventuras. É um gênero familiar e quase sempre se passa em um mundo
de fantasia, ou no passado.
4. Cinema
catástrofe – Enredo
apocalíptico e contém muita ação, aventura, efeitos especiais e climas tensos.
5. Comédia
romântica – uma história romântica com um enredo engraçado e
divertido.
6. Comédia
dramática – uma história
séria e bem contada, porém com enredo engraçado em algumas partes.
7. Cult
– filmes muitas vezes
desconhecidos, mas com fãs devotos. Faz parte da comunidade underground. Podem
ser tornar clássicos com facilidade.
8. Documentários
– explora a realidade
e mostra como ela é. Difere-se dos demais gêneros por ser totalmente subjetivo.
9. Drama
– conta uma história
triste, emocionante, dramática. Pode ter ação ou aventura.
10. Fantasia
– usa magia,
sobrenatural e tudo o que não existe para criar histórias imaginárias. Muito
apreciado por crianças.
11. Faroeste – o gênero western é um clássico
norte-americano, com heróis do far west
que se envolvem em conflitos, romances e ações.
12. Ficção
científica – aposta na
ciência e suas prováveis invenções, que causam curiosidade àqueles que querem
assistir.
13. Guerra – caminha perto do cinema épico e
histórico, a história normalmente se passa dentro e fora de campos de batalha.
14. Musical – conta uma história de cunho leve, quando
o enfoque de fato são as sequências de coreografias musicais, muitas vezes fora
de contexto, mas que contam o enredo por si só.
15. Filme
noir – Em preto-e-branco
e expressionista, normalmente possui cunho policial e romântico com atores
desconhecidos, típico dos EUA pós-Grande Depressão.
16. Policial
– envolvem ação com a
polícia e detetives, criminosos e gângsteres, embates judiciais e a aplicação
da lei.
17. Romance
– a história se passa entre o enredo amoroso dos protagonistas e que
possui um final feliz. Cheio de clichês pode ter drama e uma pitada de comédia.
18. Suspense
– aquele que dá
susto, pois nunca se espera o que está a seguir. Incerteza, ansiedade são
sentimentos de quem assiste este gênero.
19. Terror
– gênero apelativo e
mórbido que pretende provocar medo. Possui uma legião de fãs bastante específicas.
Ou as pessoas gostam ou não.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Cavalo De Guerra (War Horse)
Quando Steven Spielberg não menciona tubarões, ets ou dinossauros em seus filmes ele costuma provocar tristes emoções e as vezes ele mistura tudo, mas tudo bem. Em Cavalo de Guerra não temos ets, tubarões ou dinossauros, mas temos o típico drama que dá certo, ou seja, histórias que envolvem animais, como no caso deste filme, desenvolvem uma imediata simpatia no público que apenas presta atenção no sofrimento do animal (se o animal não sofrer, o público não gosta, é verdade) e esquece todo o resto.
O filme decorre da relação entre Albert e Joey, dono e cavalo respectivamente. O pai de Albert compra o cavalo, Joey, após uma crise de competitividade com seu patrão e quando chega em casa se da conta de que o cavalo não será útil para os afazeres rurais, porém Albert fascinado com o animal decide dedicar-se a fazê-lo desenvolver tais habilidades. Após inúmeras tentativas e a conspiração dos deuses, a família não consegue manter-se financeiramente e decide vender Joey ao exército, onde o potro servirá à Primeira Guerra Mundial.
Não é preciso dizer que Albert fica triste e o cavalo também então Albert decide ir atrás de Joey, alistando-se na guerra e enfrentando todos os perigos, maldades, doenças e etc. Bom, não estragarei a surpresa do final do filme, se é que há, mas é uma história fraca e apelativa cujo único ponto alto é a trilha sonora do mestre John Williams.
O filme decorre da relação entre Albert e Joey, dono e cavalo respectivamente. O pai de Albert compra o cavalo, Joey, após uma crise de competitividade com seu patrão e quando chega em casa se da conta de que o cavalo não será útil para os afazeres rurais, porém Albert fascinado com o animal decide dedicar-se a fazê-lo desenvolver tais habilidades. Após inúmeras tentativas e a conspiração dos deuses, a família não consegue manter-se financeiramente e decide vender Joey ao exército, onde o potro servirá à Primeira Guerra Mundial.
Não é preciso dizer que Albert fica triste e o cavalo também então Albert decide ir atrás de Joey, alistando-se na guerra e enfrentando todos os perigos, maldades, doenças e etc. Bom, não estragarei a surpresa do final do filme, se é que há, mas é uma história fraca e apelativa cujo único ponto alto é a trilha sonora do mestre John Williams.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Histórias Cruzadas (The Help)
O drama vivido pelos negros através da história é manchado com inúmeros eventos racistas e explorações desnecessárias. A sociedade branca da época, diga-se de passagem com altos padrões de vida, enxergava os negros, assim como seus antepassados fizeram, apenas como mais uma mão de obra barata e de fácil exploração.Ser racista era um fator determinado pela moda, muitas pessoas nem concordavam com a ideia mas a seguiam só para não ficar de fora de grupinhos, os quais depositavam toda a sua inspiração em construções de novas piadas e novos rumores que destruíssem a reputação da sociedade negra.
Na história temos toda essa lenga lenga, porém como sempre há um super herói ou melhor, uma super heroína, no caso do filme, podemos esperar uma história com uma boa lição de moral. Skeeter, personagem vivida por Emma Stone, uma jovem e talentosa jornalista, ao retornar para casa percebe que Constantine, a empregada negra que a criara, havia sido demitida. Como a tradição mandava, as mulheres negras cuidavam dos lares das famílias brancas que não conseguiam conciliar o tempo entre criar os filhos e participar de eventos da alta sociedade. Constantine foi uma dessas, assim como Aibileen, Minny e outra tantas que se reuniram para escrever o livro "the help" com Skeeter, onde relataram todas as histórias malucas e degradantes criadas por suas patroas.
Histórias Cruzadas, apesar de relembrar um triste momento da história, traz com grandes parcelas de humor a conquista do respeito que há muito havia se perdido entre sociedades que se autojulgavam superiores por meros motivos estéticos além, é claro, de salientar que não existem diferenças quando há amor e o reconhecimento da construção de um bom caráter.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Os Descendentes (The Descendants)
A presença de George Clooney transformou o filme em sinônimo de qualidade porém, lamento acabar com a felicidade daqueles que pretendem assistir, o filme não é o que andam dizendo por ai. Um dos principais detalhes é que a melhor atuação no filme não é a do queridão Clooney e sim, da novata Amara Miller.
Matt King (Clooney) está passando por sérios problemas: sua esposa está em coma e nunca mais acordará, sua filha mais velha, Alex (Shailene Woodley), é uma jovem rebelde e a menor, Scottie (Amara Miller), está seguindo os passos da irmã. Matt se vê sendo pai pela primeira vez, nunca fora muito próximo da família pois sempre esteve preocupado em manter o patrimônio financeiro. No decorrer da história, Matt descobre que sua esposa o traía e encontrar o seu amante tornou-se sua maior missão. Claro, a missão é muito mais importante do que amparar as filhas, amigos e demais familiares no momento mais difícil de suas vidas.
A ideia do filme seria ótima se não tratassem o maior problema da família como sendo algo secundário e absolutamente normal, o que torna a história insensível e até mesmo revoltante. Como procurar pelo o amante da esposa/mãe pode ser mais importante de que compartilhar os seus últimos momentos de "vida"? Este é o maior defeito do filme, além, é claro, da supervalorização da presença do astro de cabelos grisalhos.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
O Artista (The Artist)

Há tempos não observava em único filme tantas características magicamente rudimentares do cinema. O Artista resgata a alma perdida da 7ª arte, dramático, não? mas o filme transborda sensibilidade e usa todas as ferramentas usadas antigamente para expressar de forma extraordinária as ideias e os sentimentos quadro a quadro.
Na história, temos George Valentin um mestre do cinema mudo, cheio de charme e fãs, enfrentando uma terrível crise que engloba desde problemas econômicos até problemas morais. A história acontece entre 1927 e 1932, época da ascensão do cinema falado, decadência do cinema mudo e para completar a queridíssima crise econômica (quebra da bolsa de valores de New York). George é defensor do cinema mudo e recusa a alistar-se ao time da nova onda cinematográfica, o que resulta em seu declínio. Pouco antes de toda crise iniciar, George conhece Peppy Miller e a ajuda a conquistar espaço no cinema. Com o início do cinema falado, Peppy se transforma no maior ícone da nova era cinematográfica, tudo que George fora.
Como disse, o filme transborda sensibilidade justamente porque explora as interpretações que não envolvam a fala o que faz com que nossos sentidos se dediquem a observar todos os elementos não valorizados que estamos acostumados a assistir e que por várias vezes nem fazem parte da elaboração dos filmes atuais. Um filme é feito com muito mais do que uma sequência de palavras bonitas ou um elenco capa de revista, a arte está na construção e na beleza do que cada item que o compõe representa.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (Big Fish)
O subtítulo em português descreve perfeitamente o filme. Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas é composto de várias histórias mágicas e aventuras malucas, onde cada uma destas carrega uma lição.
A vida levada muito a sério e de modo desvalorizado se transforma em um espetáculo dramático, porém uma vida, mesmo que séria, ao ser encarada com magia, alegria e se dada o determinado valor transforma situações comuns e até mesmo tristes em um novo incentivo e um novo motivo para continuar.
Estas pequenas histórias circundam uma histórias maior, Ed Blood sempre contou as aventuras de sua vida de um modo diferente, sempre tornando tudo alegre e mágico. Porém, seu filho, Will Bloom, sempre as considerou meras histórias infantis e quando questionava o pai sobre a veracidade, este dizia que as histórias eram reais. Will brigava com o pai acusando-o de nunca dizer a verdade e por viver em um mundo de fantasias.
Peixe Grande nos ensina diversas lições, cada momento nos contemplamos, mesmo sem querer, com elas e passamos a enxergar as subjetividades da vida, tornando a nossa visão muito mais colorida e leve.
Colcha De Retalhos (How To Make An American Quilt)
Muito mais do que simplesmente costurar uma colcha e falar sobre as novidades da pequena cidade, colcha de retalhos é uma lição de vida e de simpatia.
Finn decide passar uns tempos na casa onde cresceu, em uma pequena cidade, para se dedicar ao livro que está escrevendo. Neste período além de encontrar inspiração também encontra questionamentos, histórias de vida que nunca pensou que existissem e por fim descobre que cada retalho de uma simples colcha representa uma história e um passado.
Vidas se unem através das linhas que prendem os retalhos que as representam e costurar uma colcha de retalhos, no caso do filme, significa muito mais do que parece. Aprendemos que as coisas simples e costumeiras possuem tantas lições quanto as situações mais complexas que encontramos em nosso caminho, basta observar, interpretar e não ter medo de encontrar as respostas.
sábado, 13 de agosto de 2011
Fale Com Ela (Hable Con Ella)
Pedro Almodóvar é conhecido por fazer filmes polêmicos e com personalidade forte. Em Fale Com Ela não é diferente, o filme traz alguns assuntos polêmicos, como estupro e coma, por exemplo, e tudo com diálogos e situações impactantes.
No filme temos duas histórias paralelas e que em determinados momentos se encontram. A primeira é a história de uma jovem dançarina que sofreu um acidente de carro, entrou em coma e assim ficou por anos. No hospital era cuidada por um enfermeiro misterioso e, supostamente, homossexual que a tratava com uma dedicação peculiar.
A segunda história é sobre uma toureira extremamente talentosa e que passou por algumas decepções na vida. Em determinado momento ela conhece um jornalista por quem se apaixona, porém pouco tempo depois ela é ferida gravemente na tourada e entra em coma.
As duas histórias se encontram apesar de superficialmente serem completamente diferentes, mas não podemos esquecer que este filme é dirigido e escrito por Almodóvar e muitas surpresas surgem por trás do comum e das simples ligações entre as vidas.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Água Para Elefantes (Water For Elephants)
Quando vi que o filme seria protagonisado por Robert Pattinson logo procurei me cercar de inúmeras desculpas para não assistir, afinal, depois de Crepúsculo fica um pouco difícil levar alguma coisa a sério feita por aquele elenco. Relutei no início e cedi em homenagem ao grande Christoph Waltz e confesso, não me arrependi.
Água Para Elefantes é uma grande história de amor e dedicação. Não espere um filme melado de tanto mel e romance e prepare-se para situações que colocam à prova as boas e verdadeiras intenções. Os bastidores do mundo mágico dos circos são revelados e fazem a máscara da magia cair e mostrar os horrores e sofrimentos daqueles que erguem as lonas e carregam os pesos nas próprias costas.
Não posso salientar positivamente a atuação de Robert Pattinson mas me surpreendi de certa forma, talvez por não haver aqueles exageros grotescos de sofrimento. As outras atuações também são boas mas depositava mais esperanças em Christoph Waltz.
Enfim, um ótimo filme, surpreendente e conquistador. Aprendi a não "julgar o livro pela capa" e a dar mais uma chance ao quase certo fracasso. Além disso, aprendi a reconhecer o meu erro e para me redimir, indicarei, sempre que puder, o bom filme de Robert Pattinson.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Sempre Ao Seu Lado (Hachiko: A Dog's Story)
Histórias que envolvem animais têm despertado os sentimentos mais profundos em quem as lê, ouve ou assiste. As histórias geralmente são as mesmas, envolvendo as mesmas travessuras, aventuras e dramas. Com Sempre Ao Seu Lado não é diferente.
Acredito que haja uma onda de carência ou, ainda, a falta de sensibilidade no cotidiano para que histórias bobinhas se tornem inesquecíveis e surpreendentemente emocionantes. No filme o personagem de Richard Gere (Parker) encontra um filhote de cachorro na estação de trem, ele o recolhe e o leva para casa. Parker e Hachiko, Hachi para os mais íntimos, se tornam inseparáveis e Hachi passa a acompanhar Parker todos os dias à estação de trem, depois volta para a casa e próximo ao horário da volta de Parker, Hachi, prontamente vai à estação para esperá-lo. A história se repete por anos.
Não vejo como falta de sensibilidade da minha parte não ter achado o filme emocionante nem mesmo após saber que a história é baseada em fatos reais. Lógico, reconheço a intensidade da relação, mas acontece que certas coisas viram rotina para os animais e acaba que o real motivo de determinados atos não é ver o dono, como no caso do filme, e sim porque faz parte do cotidiano e neste ponto a sensibilidade perde espaço para a razão. Nós acabamos interpretando reações animais como se fossem humanas e este é o nosso erro.
O filme é bom, bonito e mostra uma relação de amizade, retrata da melhor maneira a velha expressão "o cão é o melhor amigo do homem", mas como eu disse, interpretamos conforme nos convém situações não humanas para suprir nossas carências e dificuldades.
terça-feira, 5 de abril de 2011
O Poderoso Chefão- Parte I (The Godfather)
O Poderoso Chefão de Francis Ford Coppola é o mais clássico entre os filme sobre máfia.
Do ápice à quase ruína da família Corleone o filme é detalhadamente maestrado pelo incrível roteiro, ótima direção e perfeitas atuações, sem apresentar falhas ou momentos cansativos.
O respeito imposto pelos Corleone e os eternos conflitos entre as famílias mafiosas são os pontos principais da trama, e claro, sem esquecer, a sucessão do cargo de chefe de família.
Muito sangue, tensões, pressões psicológicas, medo, raiva, vingança, amor e ódio, se forem misturados resultarão nesta obra prima de Coppola, adaptada do livro de Mario Puzo e incrivelmente bem transportada da 6ª para a 7ª arte.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Casablanca
Um dos grandes clássicos do cinema mundial tido por muitos como um dos melhores filmes de todos os tempos, teve sua direção sob a responsabilidade de Michael Curtiz (As Aventuras de Robin Hood).
Guiado por frases de efeito e um romantismo fora de qualquer padrão de tolerância, o filme conta a história Ilsa e Richard, dois jovens que se apaixonam em Paris durante a invasão alemão na Segunda Guerra Mundial. Os dois planejam fugir da cidade e viver felizes para sempre, porém, na hora de partir, Ilsa não aparece e Richard se vê partindo para uma vida solitária e completamente diferente da que havia sonhado.
Algum tempo depois, por coincidência, Ilsa e Richard se reencontram em Casablanca, penúltimo ponto na rota aos Estados Unidos, onde os refugiados que lá se encontravam necessitavam de um visto para poder sair da cidade e embarcar à América. Lá Richard descobre que Ilsa está casada com Victor Lazlo, líder da resistência tcheca. A história por trás do romance entre os protagonistas se desenrola no momento em que, sem saber, Richard passa a portar dois vistos roubados, que deveriam pertencer a sua amada e o marido.
Uma linda história de amor com conflitos e declarações de amor ultraromânticas, um verdadeiro clássico apesar das pérolas ultrapassadas.
terça-feira, 22 de março de 2011
Gloria Feita De Sangue (Paths Of Glory)

Filme dirigido por Staney Kubrick (Laranja Mecânica) em 1957. A história é ambientada durante a Primeira Guerra Mundial. Um general francês ordena um ataque suicida contra as forças alemãs, muitos morrem durante o ataque, outros recuam e outros tantos nem saem das trincheiras. Para aliviar a culpa e a provável pressão de seus superiores, o general escolhe aleatoriamente três soldados, acusa-os de covardia, os submetem à julgamento e, se considerados culpados, à morte. O comandante Dax, responsável pelo comando que recebeu a ordem de ataque, tenta buscar artifícios para livrar os seus soldados da punição desmerecida. Neste ponto os diálogos estabelecidos são de extrema inteligência e precisão, Dax, vivido por Kirk Douglas, cria ambientes de discussão onde os fatos são levados ao questionamento de sua veracidade, e o mais impressionante, sempre mantendo a frieza e a postura de um oficial do exército.
domingo, 20 de março de 2011
Além Da Vida (Hereafter)
Além da vida conta três histórias paralelas que sem querer acabam se entrelaçando. Marie é uma jovem jornalista que durante as férias tem a experiência de quase morte ao ser vítima do tsunami de 2004, devido a isto a sua concepção de vida após a morte muda drasticamente.A segunda história é de George, um jovem médium que busca uma vida normal, sem as badalações da vida de celebridade derivadas de seu sucesso. Por último, a história de Marcus, um menino inglês que perde o irmão gêmeo devido a um acidente de carro.
Na maior parte do filme, as histórias acontecem independentes, mas aos poucos detalhes comuns surgem e o destino se encarrega de uni-los fanzendo-os compartilhar experiências. O filme é longo e parado, o vai e vem das histórias faz com que a lentidão se intensifique e a falta de um objetivo claro cria uma atmosfera nublada e indeterminada. O filme em si é bom mas não possui destaques ou pontos de merecimento específico, é absurdamente comum, mal explorado e administrado.
segunda-feira, 14 de março de 2011
O Segredo De Seus Olhos (El Secreto De Sus Ojos)
Filme de Juan José Campanella, conhecido por dirigir alguns episódios de séries consagradas como "30 Rock", "House", "Law and Order", etc. é uma adaptação do livro La Pregunta de Sus Ojos, de Eduardo Sacheri.A história é ao redor de um assassinato. Uma jovem é morta após ser violentada dentro de sua própria casa, Benjamín Espósito, funcionário público da justiça penal argentina se envolve na investigação. Pouco a pouco o quebra-cabeça começa a ser montado e os fatos passam a se encaixar, apesar da ideia do insolúvel predominar no ambiente criminoso, as fortes intenções de justiça tendem a predominar, ainda que sejam ofuscadas pelas mentes corruptas. A história que é contada paralelamente em dois períodos tem seu início quando Benjamín está aposentado e resolve encontrar uma ocupação, pretende escrever um livro sobre o caso que trabalhou há anos atrás, justamente o caso da jovem assassinada, o caso que terminou em nada, o caso não resolvido pela justiça formal. Ao longo da trajetória de desenterrar informações sobre o caso, Benjamín revê pessoas que se envolveram no caso anteriormente e os caminhos se abrem para um possível solucionamento do caso há tanto adormecido.
O enredo é formidável e a forma como é contado é ainda mais. Um caso não tão peculiar, na realidade um caso absurdamente comum, milhares de histórias de assassinato como este acontecem diariamente e muitas ficam sem ter seus culpados punidos, justamente pela justiça falha ser administrada por mentes corruptas e egoístas. Logicamente, a segunda parte, onde há o envolvimento de Benjamín e seu livro, é a parte romântica da história, a parte que guia e dá charme, é quase uma melodia. O único ponto que deixa a desejar é quantidade de informações que acontecem paralelamente a história, muitas vezes o foco se perde e detalhes inúteis são despejados violentamente ao público, fazendo que o ambiente de suspense se perca e a ênfase se dissolva entre drama e romance. No restante não há pontos indesejáveis é um ótimo filme de altíssima qualidade.
O Menino Do Pijama Listrado (The Boy In The Striped Pyjamas)
O filme carrega o exato ambiente retrado no livro, não lembro de ter assistido a um filme que fosse tão fiel a um livro quanto este foi, lógico, algumas poucas adaptações foram feitas, mas nada que comprometesse ou mudasse a essência da história.
A história conta a perspectiva de um menino de 8 anos em relação à II Guerra Mundial, onde os terrores eram vistos de uma forma ingênua e sem maldades, talvez este ponto seja o único que não tenha ficado muito bem desenvolvido no filme, mas mesmo assim a essência permanece. A ingenuidade leva a prática de atos sem conhecimento de suas consequências. Um menino, filho de um oficial nazista, se torna amigo de um menino judeu que está preso no campo de concentração a poucos metros de sua casa, pouco a pouco Bruno, filho do oficial, vai se questionando a respeito da má ideia que está sendo inserida ao seu cotidiano sobre judeus e superioridade da raça ariana, percebe que quase não há diferenças entre ele e o menino judeu, portanto algo deveria estar errado.
O ambiente tenso da guerra é bloqueado por Bruno através de seus livros de aventuas e histórias de grandes heróis, onde fica preso em seu casulo sem ter pleno conhecimento da realidade e de suas proporções. Um ótimo filme, com uma ótima história e com boas atuações, a sensibilidade transparece através das linhas da ingenuidade das ideias uma criança pura diante dos horrores de uma grande guerra.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Reencontrando A Felicidade (Rabbit Hole)

Reencontrando A Felicidade, filme que rendeu a Nicole Kidman uma indicação ao Oscar na categoria de melhor atriz, conta a triste história de um casal, Becca e Howie, ao tentar superar a morte do filho de apenas 4 anos que fora atropelado em frente a sua casa.
Os conflitos, desequilíbrios e as superações são os verdadeiros protagonistas desta história, o filme mostra como uma situação como esta pode desestruturar tudo que havia sido construído a longo prazo, mas também mostra que procurar manter os pés no chão, tendo consciência de que a vida deve seguir em frente, sem desrespeitar a memória do filho pode ser a única chance de manter a integridade mental e a saúde familiar.
Tentar seguir em frente não é uma forma de tentar apagar da memória a pessoa querida, é mostrar amor e respeito a ela, o contrário disso, a depressão, tristeza e sofrimento são formas de manter uma ligação errada com a pessoa que se foi. Sempre devem ser lembradas com alegria e superação e nunca por maus sentimentos.
quarta-feira, 2 de março de 2011
127 Horas (127 Hours)
93 minutos de aflição, dor e resistência. O melhor teste de sobrevivência só pode ser criado pelo próprio destino, não podendo dele escapar. Aron é um aventureiro que desde pequeno ia as montanhas de Utah para desbravar as aventuras naturais, era seu hobby favorito e pela experiência se tornou autoconfiante e cego aos perigos.
Durante uma de suas aventuras, Aron se desequilibrou e caiu dentro de um fenda profunda e sua mão ficou presa entre uma pedra e a parede. A escassez de alimentos e de água aliada ao desgastes físico e mental levaram Aron ao seu limite, por várias vezes tentou puxar o braço, empurrar a pedra, levantar a pedra, raspar a parede, etc., várias tentativas fracassadas. A única solução para Aron seria cortar o braço, já comprometido, mas tudo que ele tinha para fazer isso era uma ferramenta multiuso barata, se Aron tiver forças e quiser viver esta pode ser a sua única chance de conseguir voltar para a casa.
A atuação de James Franco é ótima, nem parece aquela criatura sem graça que estava enfeitando o Oscar, conseguimos sentir a dor do personagem e sua aflição ao perceber a dificuldade da situação. A direção do filme é muito boa, a fotografia muito clara e objetiva e uma trilha sonora que desempenha muito bem seu papel de complementar o filme.
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