Mostrando postagens com marcador MARIANA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MARIANA. Mostrar todas as postagens
domingo, 30 de março de 2014
Medianeira: aquela parede cega
O
filme nos leva a questionar sobre vida cosmopolita, amor e relacionamentos
(quase sempre virtuais e distantes) e valores humanos, como o individualismo. A
obra dá um panorama do mundo atual, vivido num ambiente urbano, concretado,
diverso, globalizado, individual e que carece de calor humano.
No
final das contas, todos temos um pouco de Martin e Mariana. E a cidade, está
cheia de metáforas (bonitas ou não, como a das medianeiras dos prédios ou
arquitetura como vilã) que passam despercebidas por causa da nossa constante
pressa, nossos medos e inseguranças, nosso individualismo e a frieza de nossos
relacionamentos e diálogos.
O
filme, apesar de parecer meio parado a princípio, é uma boa reflexão e é um
forte candidato a virar um cult do cinema. A obra é dirigida por Gustavo
Taretto e protagonizado por Javier Drolas e Pilar López de Ayala. Ouvir um
sotaque castelhano ou invés do americano de vez em quando vale a pena!
Por Gabriel Johnson (@80cao)
domingo, 19 de maio de 2013
Critica | Os Croods
Sabemos que ultimamente o afastamento entre familiares é cada vez mais constante, muito devido à busca intensa pelo conforto financeiro, então, nada mais natural do que empresas responsáveis pela propagação de sonhos e que tem por objetivo atingir crianças, realizem o papel de entreter os pequenos, implantar-lhes lições de moral, conquistar os adultos e manter/reestruturar os vínculos emocionais.
Os Croods são uma família pré-histórica de neandertais que vive com medo das selvagerias dos predadores do mundo do lado de fora da humilde e nada confortável caverna em que moram e com o tempo, Eep, a filha adolescente, começa a se dar conta de que não se encaixa mais na família, pois deseja aventurar-se no mundo e encarar as suas novidades.
Durante uma noite, Eep decide sair da caverna e no caminho acaba encontrando Guy, um homo sapiens, dominador do até então desconhecido fogo. Guy começa a contar a Eep os perigos que estão por vir, algo parecido com o que teria acontecido com o fim da pangeia, e durante a conversa, Grug, o patriarca Crood, os encontra, levando instintivamente Eep para longe do estranho.
No caminho até a caverna, a família, que nessa altura já estava reunida, é surpreendida por um violento terremoto e tem sua caverna destruída. Diante da tragédia e a após muitas discussões, a família resolve pedir a ajuda de Guy para procurar outro lugar para morar. A família passa a desbravar todas as novidades do novo mundo, começa a aproveitar as vantagens do fogo e a rever inúmeras concepções "pré-históricas" diante de sua inaplicabilidade no novo período que estava começando.
O filme inteiro ataca os conflitos entre tradições/pensamentos antigos e tradições/pensamentos "modernos", simbolizando fatos que ocorrem até os dias de hoje, e como os medos e a falta de segurança interferem de forma negativa nas tais revoluções ideológicas. De outra mão, valoriza a importância das relações familiares e a necessidade de sua manutenção unida, ainda que entre tapas e beijos. Os croods é mais uma grande lição aplicável e acessível a todos os públicos que usa todas as ferramentas necessárias para atingir seus objetivos.
Por Mariana K Maciel
Assinar:
Postagens (Atom)
