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domingo, 5 de maio de 2013
Sem pistas
Quem nunca imaginou cenários insanos jogando o jogo de tabuleiro Detetive (ou Clue, em inglês) e se divertiu descobrindo quem matou quem, onde e com qual arma não teve uma infância digna. Imagine toda essa magia de mistério adaptada para o cinema? Sim, um filme de 1985, chamado de Clue, retratou todos os personagens do jogo em uma história cheia de suspense com traços de comédia ao mesmo tempo.
Ambientado em 1954, durante intensa patrulha anticomunista, seis completos estranhos são convidados para um jantar misterioso em uma mansão. Eles são recebidos pelo mordomo, que os dá pseudônimos para que permaneçam anônimos uns aos outros – Prof. Plum, Mrs. Peacock, Mrs. White, Miss Scarlett, Cel. Mustard e Mr. Green. Durante o jantar, outro convidado junta-se a eles, Mr. Boddy. No final da ceia, o mordomo anuncia a todos qual é a intenção do encontro: todos os convidados estão sendo chantageados, pois todos possuem segredos que não querem que sejam revelados. O mordomo, Wadsworth, então revela que o último convidado a chegar, Mr. Boddy é o dono da mansão e quem está a chantagear a todos.
A partir daí, a sequência de fatos é eletrizante e que acaba com algumas mortes suspeitas. Ao final da película, o mistério acaba (ou não): revela-se quem matou quem e onde, com qual arma. O problema é que o filme possui três finais diferentes e plausíveis. Apesar disso, o último é o que aparentemente é o real, mas o público pode escolher o que mais lhe agrada.
O filme recria a onda de suspense do jogo de tabuleiro com traços de Agatha Christie e o seu “O Caso dos Dez Negrinhos”. Como dito anteriormente, traços cômicos quebram o gelo da história e ousam até arrancar risadas dos telespectadores intrigados. O filme é de 1985, tem pouco mais de 1h30 de duração e está disponível no sistema streaming de filmes e seriados Netflix.
Por Gabriel Johnson (@80cao)
domingo, 28 de outubro de 2012
E Nao Sobrou Nenhum
A estória é tensa. Oito
estranhos foram atraídos para uma mansão numa ilha deserta por um casal misterioso
por diferentes razões. Ao chegarem à ilha, foram recebidos por dois empregados
que os informaram que deveriam esperar mais alguns dias pela chegada do casal
anfitrião. Durante o jantar, um gramofone começa a tocar fazendo acusações de
assassinato a cada um dos que ali estavam – uma delas era falsa, entretanto.
Atordoados, buscam informações sobre o casal com os empregados, que disseram
que nem os conheciam.
Eles então decidem ir
embora pela manhã, mas não contavam com o mar agitado. Ou seja, estavam presos
pelo simples fato de que o barco não poderia chegar até o local. Esperando o
mar se acalmar, um a um acaba sendo assassinado conforme um antigo poema muito
conhecido, emoldurado em todos os quartos dos hóspedes. Conforme as coisas vão
acontecendo, os dez hóspedes acabam por entender que um entre deles deve ser o
assassino, uma vez que não há a possibilidade de outra pessoa estar na ilha. O
final bombástico confere ao livro a surpresa esperada.
Assisti a versão russa, de
1987, intitulada ‘Desyat Negrityat’, por um simples motivo: é a mais fiel à
história do livro de Agatha Christie. De todas as versões, é a única que
preserva o final, o nome dos personagens e o local da história. Apesar dos
atores russos, o filme é o que melhor ilustra a obra da autora inglesa, com
todos os seus elementos. Condensado em 2h10min, só surpreende mesmo no final,
quando o assassino é descoberto, bem como suas razões. Para quem gosta de
mistério, tanto o livro quanto o filme russo são bastante indicados.
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