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domingo, 22 de fevereiro de 2015
Critica | Boyhood (2014)
Talvez o filme mais cativante dentre os indicados à categoria principal (melhor filme) seja Boyhood, ao nos mostrar a evolução de uma família com a qual, indubitavelmente, acabamos encontrando aspectos comuns de nossas próprias vidas.
A história dirigida por Richard Linklater (Antes do Amanhecer), acompanha o crescimento e a evolução da família Evans, em especial do caçula. Mason é um garoto simples de uma família tipicamente moderna: uma mãe que teve filhos muito jovem, um pai ausente que construiu a vida fora do meio familiar e uma irmã mais velha e implicante.
Ao longo do filme, acompanhamos, em primeiro plano, o crescimento do garoto e sua percepção do mundo ao seu redor. Em segundo plano, temos os dramas familiares: o pai que tenta se reaproximar dos filhos e a mãe que busca um marido responsável o suficiente para dividir tarefas.
Durante as mais de 3h de filme somos mergulhados em dramas cotidianos de uma família sem nenhum aspecto especial, que não possui perspectivas a não ser esperar o tempo passar.
Falando em tempo, Boyhood, apesar de simples, levou 12 anos para ser filmado (o oposto de Whiplash que levou apenas 20 dias) e utilizou os mesmos atores desde o seu início. Assim, não só acompanhamos a vida dos personagens, mas também do gracioso elenco.
Boyhood é um filme sobre a vida e sobre o tempo, é simples e complexo ao mesmo tempo, não possui atrativos aparentes, tampouco nos faz desejar os problemas rotineiros dos personagens, mas, ainda assim, o filme é um lindo convite a apreciar a vida, nossa própria simples e complexa vida.
Abaixo, você pode conferir o elenco ao longo dos anos:
domingo, 29 de dezembro de 2013
Expurgacao
Imagine
que, em uma noite por ano, você fosse livre e pudesse sair por aí matando quem
quisesse, com a autorização da polícia e com nenhuma chance do assassinado ser
salvo, pois todos os serviços médicos de urgência foram suspensos. Nos Estados Unidos
do futuro, em 2022, isso é possível. Pelo menos é o que propõe o filme Uma
Noite de Crime (The Purge, 2013). Ninguém está a salvo.
Essa
noite, chamada de “expurgação”, permite que você libere sua raiva e seus
instintos durante 12 horas, sem que nada o impeça. Ser livre para fazer o que
quiser. O motivo é simples: a violência tomou conta do país e as cadeias estão
superlotadas. O método propõe aliviar essa situação, e é ao mesmo tempo
criticado e ovacionado pela população, mídia e especialistas.
Eu
poderia resumir a história do filme, mas é totalmente desnecessário. A única
parte interessante eu já expliquei: a ideia das 12 horas de matança é no que se
debruçou a direção do filme. Além disso, a trilha sonora é bem peculiar e o
desenrolar é totalmente banal. Há umas duas ou três tramas que se passam concomitantemente
de forma bem pobre. Se você não dormir nos primeiros 20 minutos de filme,
ótimo. A parte boa começa só depois disso.
A
película tem Ethan Hawke, Lena Headey, Adelaide Kane e Mark Burkholder nos
papeis principais. Apesar da sua chatice, rendeu 89 milhões de dólares nos
cinemas americanos e foi considerado um tremendo sucesso, dando lucro comparado
aos 3 milhões gastos para ser feito. Uma sequência será lançada em junho do ano
que vem.
Por Gabriel Johnson (@80cao)
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