BoJack Horseman

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Critica | Lucy

O que aconteceria se os humanos usassem 100% da capacidade cerebral?

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Resenha de Psicose, de Robert Bloch

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LIVRO | Perdido em Marte

O que você faria se ficasse perdido em marte?

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O Iluminado, de Stephen King

O Iluminado se tornou uma das minhas obras favoritas a serem lidas durante o dia. Sim, durante o dia. Apenas.

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

FILME | O ILUMINADO, de Stanley Kubrick



ATENÇÃO! Contém spoilers.

Aposto que Stanley Kubrick ainda provoca muitos suspiros por aí, mas não por sua beleza (porque né) e sim pela sua famosa e reconhecida genialidade atrás das câmeras. O diretor é responsável por diversos clássicos do cinema como Laranja Mecânica, De Olhos Bem Fechados, sendo este seu último filme, e, claro, O Iluminado.

Como grande maioria dos amantes do cinema, acabei assistindo o filme bem antes de ler o livro e de imediato acabou se tornando um dos meus queridinhos, no entanto, após realizar a leitura da obra de Stephen King, a película perdeu alguns pontos no meu ranking pessoal.

Explico.

O livro que serviu de base para o filme, e que recebe o mesmo nome, é uma obra complexa que descreve e desenvolve os personagens de uma maneira tão humana que absorve o leitor para dentro da história com a mesma força que o velho Overlock absorve Jack. É um incrível processo de fundição. 

Além desse fato, o livro também descreve de forma majestosa diversas manifestações espirituais e outros tantos eventos paranormais que são de arrepiar!

Vou evitar repetir tudo que já falei sobre o livro, pois já dediquei uma postagem inteira para isso, mas, basicamente, esses são os pontos mais salientes da obra literária.

De outra mão, o filme de Kubrick deixa de trabalhar as relações intimas dos personagens. Pouco sabemos se antes do Overlock Danny e Jack eram companheiros ou se Jack e Wendy realmente se amavam, fatos abordados profundamente no livro. O filme, a priori, dá a entender que Jack já possuía uma personalidade violenta, principalmente pela sua aparência psicótica apresentada desde a reunião com o gerente do hotel, momento em que o Overlock ainda nem tinha começado a colocar as manguinhas de fora. Assim, temos a sensação de que Jack estava enlouquecendo, ou melhor, estava tendo aflorada sua psicose pré existente, durante a estadia no hotel, e apenas nos minutos finais do filme é que descobrimos que na realidade as visões são manifestações “reais” do Hotel Overlock.

Considerei esse afastamento dos personagens uma “falha”, quando comparado com o livro, porque mal temos tempo de estabelecer qualquer tipo de sentimento pelos protagonistas, portanto, se Jack tivesse conseguido obter êxito na sua crise sanguinária, mal sentiríamos a morte de Wendy ou Danny. Sensação oposta a transmitida no livro.

Um segundo ponto que me deixou “levemente” irritada foi a falta de enfoque na relação de Danny e Tony, bem como na relação entre Danny e o Sr. Halloran (o cozinheiro), que no livro possui um papel essencial, tanto para auxiliar o leitor na descoberta do conceito de “iluminado”, como para salvar a vida de Wendy e Danny. No filme, Danny tem uma breve conversa com o Sr. Halloran, tão superficial que nem é possível observar o nascimento de uma vinculação emocional, tão pouco entender as motivações que, no final do filme, levam o cozinheiro a ultrapassar tantos obstáculos para salvar a vida de pessoas que mal conhecia.

Outro aspecto é a ausência das aparições fantasmagóricas tão constantes no livro. Na adaptação para o cinema, vemos apenas a “velha da banheira”, o cachorro e seu companheiro, Grady (o antigo zelador e pai das menininhas apavorantes) e algumas pessoas “normais” na festa. Tudo muito rápido e indolor. De outro lado, o livro traz outros tantos personagens sobrenaturais e situações que lhes envolvem, igualmente apavorantes. Tudo muito demorado e dolorido. 

Por fim, o último aspecto gritantemente diferente do livro é o desfecho. Na história original, Jack, que é o zelador do Overlock, é responsável por manter o controle da pressão da caldeira, já no filme, a responsabilidade dessa atividade fica a encargo de Wendy. No livro, Jack, ao ser totalmente possuído pelo hotel, esquece completamente da caldeira, fato que leva com que o hotel “exploda” e só então Wendy, Danny e o Sr. Halloran conseguem fugir do local. Aqui outra diferença, no filme, Sr. Halloran é morto assim que chega ao hotel.

Importante mencionar que, muito embora eu considere esses aspectos dignos de descontos na pontuação da minha listagem pessoal, o filme em nada perde na sua qualidade técnica, que considero ser o seu diferencial e o principal motivo de estar entre os principais clássicos cinematográficos.

Aqui vale ressaltar uma curiosidade, no livro, o quarto em que está a “velha da banheira” possui a numeração 217, diferentemente do filme, que possui a numeração 237. Isso se deve ao fato de que o hotel onde boa parte das filmagens foram realizadas realmente existe e a equipe da administração solicitou a troca na numeração com medo de que, após o lançamento do filme, os clientes se negassem a se hospedar no quarto “assombrado”.

Portanto, ainda que o clássico de Kubrick tenha perdido alguns pontinhos no meu ranking em razão da leitura da obra de King, ainda o considero um dos melhores, tecnicamente falando, e muito assustador, aliás, apavorante, mas em relação à adaptação da história, acredito que, em se tratando de uma obra de um grande diretor, poderia ter ficado “melhor”.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

LIVRO | O ILUMINADO, de Stephen King


Sem sombra de dúvidas, Stephen King é conhecido por inigualáveis obras de terror, que costumam abordar temas complexos e impactantes. O autor já teve várias de suas obras adaptadas para cinema, como Carrie e O Iluminado, e outras tantas adaptadas para o mundo das séries e das minisséries, como a recente Under The Dome, por exemplo. Outro aspecto indiscutível sobre King é sua capacidade de desenvolver e criar personagens com uma incrível proximidade às diversas personalidades humanas, assim, os leitores automaticamente se identificam com essas criações construindo, inclusive, laços afetivos de difícil desvinculação. Fato notório em O Iluminado.

A família Torrance, composta por Jack (pai), Wendy (mãe) e Danny (filho), é extremamente complexa. Jack se tornou um adulto frustrado por não ter obtido êxito profissional desejado (Jack é professor em uma pequena escola), fato que, aliado aos problemas familiares que passou durante a infância, contribuiu para sua dependência alcoólica. Wendy é dona de casa, muito embora tenha frequentado o ensino superior, e, assim como o marido, teve uma difícil infância. Danny, por sua vez, é um menino muito especial, porém solitário, que possui um único amigo, Tony, fruto de sua imaginação. Bom... pelo menos achamos ser.

Jack, após um ato descontrolado enquanto embriagado, acaba por machucar Danny e, arrependido, decide de vez dar um jeito na vida e largar a bebida. Posteriormente, muito talvez devido à abstinência, Jack acaba agredindo um aluno e sendo demitido. Assim, ainda desejando reconstruir a vida e prover condições melhores para a criação de Danny, Jack consegue um emprego temporário, como zelador de um grande hotel, o Hotel Overlock, durante o inverno, período em que o estabelecimento fica fechado ao público. E é aí que as “tretas” tem início. 

Já trabalhando no hotel, Jack desenvolve uma absurda necessidade de melhor conhecer a história do local, passando horas a fio lendo antigas reportagens sobre os trágicos incidentes lá ocorridos, bem como sobre as famosas festas frequentadas por célebres hospedes, e a cada novo fato descoberto, Sr. Torrance dá um passo em direção à sua fundição ao hotel.

De outro lado, Danny passa a ter crises (desmaios e, as vezes, convulsões) mais frequentes, onde Tony lhe mostra os perigos do hotel e a iminente destruição da família. 

E, alheia a todos os acontecimentos, Wendy segue sua vidinha pacata de tricotar e fazer as refeições da família.

Ao longo da história, temos acesso a diversas variáveis, comportamentos e reflexões, que agem como justificativas que auxiliam na manifestação da conduta psicótica de Jack e da construção das barreiras que aprisionam sua alma ao velho Overlock. Assim, King, ao recriar o personagem composto por infinitas características complexas tipicamente humanas, absorve o leitor para dentro da história, obrigando-o à cumplicidade. De outra mão, temos também as aparições bizarras e apavorantes, repito, A-PA-VO-RAN-TES, que surgem no hotel, extremamente bem descritas e dignas de arrepios e noites mal dormidas.

No entanto, o que mais me impressionou na narrativa não foram os arrepios e as noites mal dormidas e sim, o enfoque e a dedicação do autor em criar os personagens tão humanos a ponto de, praticamente, tornar impossível manter distância emocional, deixando o leitor, ao mesmo tempo, culpado diante da cumplicidade das atrocidades expressas pelo patriarca da família e aterrorizado ao se colocar no papel das vítimas. Nesse sentido, posso afirmar que O Iluminado se tornou uma das minhas obras favoritas a serem lidas durante o dia. Sim, durante o dia. Apenas.  

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O ILUMINADO

O ano de 2010 comemorou os 30 anos de um dos maiores sucessos do cinema mundial. The Shining é baseado no livro, de mesmo nome, do mestre no terror literário, Stephen King, é dirigido pelo grande mestre Stanley Kubrick (Laranja Mecânica) e estrelado por Jack Nicholson (Um Estranho No Ninho).

No filme Jack Torrance (Jack Nicholson), após perder o seu emprego como professor devido a sua dependência alcoólica, aceita o trabalho como zelador de inverno em um hotel que é assombrado por fantasmas do passado. Jack, sua esposa Wendy e seu filho Danny que é telepata e sensível à forças sobrenaturais, se mudam para o hotel onde Danny passa a ter visões sobre o passado do hotel, visões que não são tão assustadoras no presente, mas Danny prefere não contar aos pais por entender o que o emprego representa à família.

Ao longo dos dias, as forças sobrenaturais, ao não conseguirem controlar Danny, passam a controlar Jack, e este passa a perseguir a esposa e o filho com o objetivo de matá-los e "absorver" as habilidades de Danny.

ELENCO
    • Jack Nicholson - John "Jack" Torrance
    • Shelley Duvall - Winifred "Wendy" Torrance
    • Danny Lloyd - Daniel "Danny" Torrance

    • Scatman Crothers - Dick Hallorann
    • Barry Nelson - Stuart Ullman
    • Philip Stone - Delbert Grady
    • Joe Turkel - Lloyd, o garçom
    • Anne Jackson - Doutor
    • Tony Burton - Larry Durkin
    • Barry Dennen - Bill Watson
    • Lisa Burns - Gêmea Grady #1
    • Louise Burns - Gêmea Grady #2
    • Vivian Kubrick - Convidada fumando no salão de baile (não consta nos créditos)