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sábado, 18 de maio de 2013
Como Conheci Sua Mae
O grande momento chegou. Após oito anos de espera, finalmente conhecemos a esposa de Ted Mosby, um dos protagonistas do seriado How I Met Your Mother. Nos segundos finais da season finale da última segunda-feira, 13 de maio, a mãe de seus dois filhos foi revelada pela emissora norte-americana CBS.
Durante as oito temporadas muitas pistas foram dadas aos telespectadores, mas nenhum rosto ou nome foi revelado – no máximo alguns segundos do pé da moça. A personagem, completamente nova na série, com certeza superou ou não as expectativas dos fãs mais fiéis. O problema, como sempre, são as expectativas: quanto mais tempo se leva para resolver um mistério, mas as expectativas crescem, juntamente com o lucro das emissoras de televisão.
O dito popular acaba se tornando verdadeiro: quando maior a expectativa, maior a queda. Não que eu não tenha gostado da esposa do Ted – até porque não houve tempo hábil para decidir qualquer coisa sobre ela –, mas é porque eu sempre torcia por outras personagens. Como me vejo bastante no Sr. Mosby, inicialmente torcia pela Robin: até aparecer Victoria. Mas a Victoria romântica, misteriosa, delicada que Ted conheceu no casamento em que ela havia feito os doces. Isso me lembrava muito de um dos meus filmes preferidos: Escrito Nas Estrelas (Serendipity, 2001). Os produtores resolveram trazer Victoria de volta para a trama aleatoriamente e tirá-la de nós da mesma forma. Um erro.
Fato é que superar Friends e How I Met Your Mother será difícil. Resta esperar o que esteja sendo planejado pela indústria televisiva americana, que deve nos surpreender em breve.
Fato é que superar Friends e How I Met Your
Mother será difícil. Resta esperar o que esteja sendo planejado pela
indústria televisiva americana, que deve nos surpreender em breve.
Por Gabriel Johnson
domingo, 2 de dezembro de 2012
Muito Além do Cidadão Kane, Rede Globo e Roberto Marinho
O documentário conta a
história da mídia e das relações do poder, focando basicamente em Roberto
Marinho, falecido magnata da comunicação brasileiro, antigo dono do jornal O
Globo e da Rádio e TV Globo. No Brasil, foi censurado pela justiça, apesar de
que a Rede Record tenha comprado os direitos de exibição por US$ 20 mil dólares
do produtor.
De acordo com a produção
do filme, a Rede Globo de Televisão – fundada em 26 de abril 1965 – é
manipuladora e formadora de opinião e faz duras críticas à sua programação,
principalmente as telenovelas. O título documentário ainda compara Marinho ao
personagem de Orson Welles em “Cidadão Kane” (1942), um também magnata da
comunicação Estados Unidos, que, de acordo com os produtores, usa a mesma
tática de Kane de manipulação grosseira para influenciar a opinião pública.
Além das críticas, relata
a apreciação de Marinho e da Rede Globo frente aos governos do Brasil,
inclusive no regime militar. O diretor e roteirista do filme, Simon Hartog, mostra
claramente como a Rede foi pró-regime militar e suas consequências. Mostra
números expressivos da Globo até aquele ano, que evoluíram até hoje. Hoje, a
Rede Globo de Televisão é a segunda maior do planeta.
Independente de crenças,
fidelidade televisiva, ou qualquer outro aspecto, todo brasileiro deveria
assistir a esse documentário de cabeça aberta a ponto de entender o que
acontece com o monopólio e da influência global na vida dos brasileiros. Além disto,
é obrigatório para estudantes de comunicação, principalmente jornalismo, mas
não exclusivamente.
Por Gabriel Johnson (@80cao)
domingo, 12 de agosto de 2012
Nível de ansiedade: maior que 9000
Com agosto
quase na metade, o mês de setembro vem se aproximando cada vez mais. E com ele,
a nova temporada televisiva 2012-2013. Não só para mim, mas como para as outras
pessoas, cada temporada americana é uma surpresa. Séries novas ganham espaço e
aquelas histórias gostosas que já conhecemos se renovam. Mas a vida também é
feita de injustiças: a cada nova temporada, boas séries (ou não tão boas), acabam
por serem canceladas, seja por péssimos índices de audiência por números não
muito bons de aceitação. O que real dá na mesma.
Das séries que
acompanho há bastante tempo – ou não tanto tempo assim –, nem todas começam e
terminam na temporada padrão da televisão aberta, que vai de setembro a maio, mais
ou menos, como raras exceções. Vou listar as séries televisivas que estou
acompanhando neste momento, na ordem do próximo episódio:
1. The
Newsroom (HBO)
– Próximo episódio: hoje | Meu novo vício, pois sou apaixonado por jornalismo e
assuntos sérios. Está no meio da temporada, que deve acabar no final deste mês.
2. How
I Met Your Mother (CBS)
– Próximo episódio: 24 de setembro | Digamos apenas que estou acompanhando
desesperadamente pela nova temporada.
3. Law
& Order: SVU (NBC) –
Próximo episódio: 26 de setembro. | Há dois anos acompanho o seriado, que
estreará sua décima quarta temporada.
4. Once
Upon a Time (ABC)
– Próximo episódio: 30 de setembro. | Assisti a série em junho/julho e a
história me agradou. Espero o retorno de forma ansiosa.
5. Misfits
(E4) –
Próximo episódio: provavelmente setembro. | A série britânica me trouxe bons
momentos, mas receio não ser a mesma coisa após a saída de vários atores.
Tomara que me surpreenda.
6. Dexter
(Showtime)
– Próximo episódio: 30 de setembro | Estou ansioso pela nova história, culpa do
desfecho do último episódio. Pelas minhas contas, comecei a ver Dexter nos
primeiros meses desse ano, e virou vício.
7. American
Horror Story (FX)
– Próximo episódio: início de outubro | As histórias fantasmagóricas me pegaram
de jeito.
8. Skins (E4) – Próximo episódio: provavelmente final de janeiro | A cada nova
temporada, novas histórias totalmente diferentes bem como personagens. Como a
série é britânica, não cumpre a season
americana.
9. Veep
(HBO) –
Próximo episódio: provavelmente agosto de 2013 | Aborda política de um jeito
satírico. Passa na TV fechada e também foge dos padrões.
Por Gabriel Johnson (@80cao)
domingo, 29 de julho de 2012
Política + televisão: assunto sério (ou não)
Dando
continuidade às séries de assuntos sérios, hoje falo um pouco sobre os seriados
políticos que fazem ou fizeram sucesso. Engraçados ou não, este tipo de programa
de televisão muita vezes acaba chamando pouca atenção do público. Isso acontece
devido ao desinteresse da população brasileira – ou outra qualquer – em
assuntos sérios, como política e economia. Não os tiro a razão, muitas vezes é
difícil de compreender e com a educação que temos hoje, isso dificilmente aconteceria.
Na
semana passada falei The Newsroom,
série política que mistura jornalismo e assuntos contemporâneos e relevantes.
Fato é que política pode ser engraçada. Um exemplo disso é o seriado Veep, que mostra os bastidores da Vice-Presidente
eleita dos Estados Unidos, Selina Meyer. Motivo de chacota por toda Washington,
ela é hilária, inútil e uma exímia política. Apesar de ser engraçada, a sátira também
critica e alfineta de forma escrachada o governo americano e suas práticas. Estrelado
pela cômica Julia Louis-Dreyfus, a primeira temporada foi exibida no canal
fechado HBO entre abril e junho deste ano e conteve oito episódios de 30
minutos. A sátira política foi renovada para uma nova temporada.
Outra
série televisiva de impacto é Commander
In Chief. Estrelada por Geena Davis, o seriado conta a história da
vice-presidente Mackenzie Allen que, após o presidente Teddy Bridges morrer,
ocupa o cargo de pessoa mais poderosa do mundo. Sério, o drama também oferece
críticas sutis aos políticos norte-americanos. O lobby, o jogo político está em
evidência durante o show inteiro, bem como os problemas pessoais do gabinete da
presidência bem como da primeira família dos Estados Unidos. A série teve
apenas uma temporada (2005-2006) de 18 episódios com 45 minutos de duração. O
drama foi ao ar no canal aberto ABC e manteve a liderança de audiência durante o
horário nobre das terças-feiras. Mas a série foi derrubada pela concorrência e
não foi renovada para uma segunda temporada. O American Idol, da Fox, ganhou mais audiência quando House estreou na sequência e quando Criminal Minds, da CBS, estreou no mesmo
horário, dividindo e roubando a audiência da ABC.
Poderíamos
ficar horas citando séries políticas. Uma mais duradoura, The West Wing, da NBC, durou sete temporadas e foi um sucesso. Uma
minissérie nacional – que em minha opinião poderia e deveria virar um seriado –,
O Brado Retumbante, da Rede Globo, teve
enredo semelhante à Commander In Chief,
misturando elementos de The West Wing.
A minissérie ficou no ar entre 17 e 27 de janeiro deste ano, e contou com oito
episódios de 40 minutos aproximadamente. Fato é que as emissoras brasileiras
deveriam investir nesse formato, para que a população se torne crítica, vote
conscientemente e entenda como funciona a engrenagem republicana.
Por Gabriel Johnson (@80cao)
Por Gabriel Johnson (@80cao)
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