Mostrando postagens com marcador 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2010. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Atividades Descontroladas
O telespectador participou
do filme muitas vezes em primeira pessoa e também ao estilo Big Brother, se
assustou junto com o escasso elenco e ficou apreensivo e na expectativa da
alguma acontecer. A fórmula funcionou. O filme não chega a ser considerado
terror, talvez suspense. Rendeu mais de 200 milhões de dólares em todo mundo e,
comparado com o orçamento, foi um blockbuster.
Assim como todo sucesso, o
formato vem sendo explorado comercialmente ao máximo e a cada novo ano, uma
nova parte da franquia chega às telonas. Atividade Paranormal 2 estreou em 2010
já com um orçamento de 5 milhões de dólares, o que para já descaracterizou a
ideia, apesar de que para os parâmetros de Hollywood, continua ser considerado
um filme de baixo custo. Muitos diretores passaram desde então pelas sequências
– a terceira parte chegou em 2011 e a quarta em 2012, com histórias diferentes
se passando antes e depois do enredo do primeiro filme.
A sequela mais nova,
Atividade Paranormal: Marcados pelo Mal, estreou em janeiro deste ano e
trouxe uma história de possessão numa colônia latina na Califórnia. Segue a
mesma linha dos demais e já está cansando. Um quinto filme está previsto para
outubro deste mesmo ano.
A ideia foi genial, pois
não traz muitos efeitos. A história também não é muito trabalhada, mas o
formato é único. As críticas foram aumentando e o conceito caindo a cada novo
filme. Já dizia minha querida vó: tudo em excesso faz mal.
Por Gabriel Johnson (@80cao)
domingo, 5 de janeiro de 2014
Afinal, para quem o Ladrao de Raios trabalha?
Muita
coisa fica de fora. Isso eu entendo. Mesmo assim, existem alguns roteiristas
que conseguem se superar, e fazem adaptações brilhantes. Mesmo que condensadas,
não perdem a riqueza dos detalhes e da história que somente um livro pode
trazer. Infelizmente, esse não foi o caso de Percy Jackson e o Ladrão de Raios.
Apenas recentemente, tive o prazer de ler o livro (anos atrasado, estou
sabendo) e fui rever ao filme – que é de 2010 –, para ter uma outra impressão.
O
elenco é bom e tem potencial. Os efeitos são igualmente bons e relevantes.
Muita coisa ficou de fora, obviamente. Coisas cruciais. Não obstante, a
história foi completamente desfigurada. Sim, totalmente alterada da ideia
original. Não sei por qual motivo, mas até o deus errado saiu como vilão. As
diferenças iniciam logo na primeira cena do filme, o que é uma pena. É uma
tristeza, pois a trama continuaria interessante se ficasse do jeito que foi
escrita por Rick Riordan.
A
leitura da saga Percy Jackson é gostosa, rica em história e detalhes, num mundo
ficcional em que mortais e deuses gregos coabitam o planeta. Tenho medo do que o
restante dos filmes da saga possa proporcionar. Para quem não se importa com
isso, o filme é tranquilo de se assistir e a história é comum. Pontos para
Logan Lerman que, ao que parece, tem um futuro brilhante em Hollywood.
Por Gabriel Johnson (@80cao)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
A Serbian Film: A Genialidade Por Trás Da Polêmica

A Serbian Film traz a verdadeira polêmica de volta aos cinemas. Após ser censurado em diversos países e ter sua exibição ameaçada no Brasil, o filme estréia nos cinemas de forma tímida e com classificação de 18 anos.
O filme é um terror psicológico e doentio, não me lembro de nenhum outro filme abordar tamanha crueldade de uma forma tão direta e sem medo de possíveis conseqüências. Na história, Milos é um ex- ator pornô, agora casado e com um filho, que está enfrentando sérios problemas financeiros. Quando menos espera, recebe uma proposta misteriosa para voltar a trabalhar no antigo ramo e, com o apoio da esposa, aceita o convite. Logo nos primeiros dias de filmagens percebe que não deveria ter aceito o papel ao deparar-se com uma criança durante as gravações. Milos tenta desistir do projeto mas é forçado a continuar. O desfecho da história é o ápice da crueldade, uma simples mente humana não teria capacidade de pensar em algo próximo ao que acontece no filme.
Para manter a boa imagem diante da sociedade é sensato dizer que o filme deveria sim ser censurado, afinal é um filme sobre violência sexual e pedofilia, os exatos motivos que levam a própria sociedade a condenar e fazer de conta que o filme deve ser tratado como tabu e ser visto com olhos de reprovação como se situações como as que aparecem no filme, obviamente não tão psicodélicas, não existissem neste mundo de maldades impensáveis em que vivemos. No entanto, sinto informar que não concordo com a falsa opinião da sociedade e ouso dizer que o filme é terrivelmente brilhante.
Logicamente não apoio os acontecimentos do filme, nenhuma pessoa com um mínimo de humanidade e consciência apoiaria, mas é inevitável não observar e de certo modo admirar a coragem ao tratar destes assuntos. Poderia até mesmo comparar este filme ao Laranja Mecânica, filme que igualmente foi censurado e possui conteúdo violento, e no entanto é considerado um clássico e hoje é visto com olhos de admiração. Portanto, não condeno A Serbian Film apenas admiro a coragem e a determinação dos realizadores do filme, assim como a genialidade de como a história é expressa, salientando os horrores e alertando o público sobre os bastidores obscuros da mente humana.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Um Parto De Viagem (Due Date)
Um Parto De Viagem é um filme com grandes atores e pouca qualidade, é o típico filme que se faz quando não há nada melhor para fazer.
Na história, Peter Highman, vivido por Robert Downey Jr., pega às pressas um avião para encontrar a esposa que está prestes a entrar em trabalho de parto, em Atlanta, porém (sempre há um porém neste tipo de filme), no avião, Peter é "perseguido" por Ethan Tremblay, vivido por Zach Galifianakis, um verdadeiro maluco que consegue a expulsão dos dois do vôo.
Com o convite à saída, os dois se vêem sem outra alternativa a não ser seguir viagem de carro e após muita insistência, Peter aceita a "companhia" de Ethan - seu maior erro do dia-. Não é preciso dizer que confusões acontecem, mas são confusões exageradas e forçadas, o que torna o filme "um parto" pra quem assiste e não para quem vive a história.
Um filme fraco e forçado apesar das boas atuações dos protagonistas, que não são suficientes para encobrir o exagero e compensar os inúmeros erros, e da direção de Todd Phillips, que já mostrou que sabe fazer filmes de qualidade, como quando dirigiu Se Beber Não Case e Se Beber Não Case- Parte II. Enfim, é um filme "sessão da tarde" até demais mas sem aquele gostinho de "vale a pena ver de novo".
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Muita Calma Nessa Hora
Filme dirigido por Felipe Joffily e co-escrito por Bruno Mazzeo que também faz uma participação no filme. Uma história simples com atuações fracas (mais do que esperado), mas surpreendentemente cativante.
Mari, Tita e Aninha, amigas de infância, que por circunstâncias nada confortáveis resolvem passar uns dias em Búzios. No caminho, encontram Estrela que está a procura de seu pai, que não vê desde os 2 anos. A história é simples, comum e exalta a tão admirada, pelos estrangeiros, a alegria de ser brasileiro -a maior ironia que poderia existir-.
É um filme tranquilo, assisti três vezes em um curto espaço de tempo, e em nenhum momento senti o filme pasado ou fiquei com vontade que terminasse o mais rápido possível. O problema são as atuações fracas que deixam sensação de improviso, mas não posso ser injusta e dizer que todos são fracos, há grandes atuações como a de Marcelo Adnet, Fernanda Souza e Débora Lamm, além disso ainda há a ideia do estilo de vida liberal que é idealizada e incentivada, no restante é um filme leve e simpático.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
400Contra1- A História Do Comando Vermelho
O cinema brasileiro é o maior exemplo da instabilidade da 7ª arte: uma hora é produzida uma série de filmes de alta qualidade e em outra, tudo cai por terra e a qualidade de nível básico ressurge. Porém, devo admitir que isto é normal, apenas reclamamos, nós, digo brasileiros, porque infelizmente carregamos uma pré concepção negativa a respeito do cinema nacional, consequência da valoração da promiscuidade tão constante nos filmes da época da ditadura, afinal, era praticamente a única coisa não censurada.
Em 400Contra1 temos exatamente o tipo de filme que faz a ideia do avanço do cinema nacional retroceder. Em uma visão geral, o filme é bom, apesar de ser meio confuso e possuir algumas interpretações fracas.
Confesso que esperava muito mais, mas o fato de ter sido lançado no mesmo período que filmes com qualidades mais altas e até mesmo ousadas para o padrão brasileiro, o filme entra em contraste, é praticamente inevitável não notar a diferença. Uma lástima pois por ser um filme com uma história tão polêmica, possuir um ótimo elenco e ter uma boa qualidade poderia ter sido melhor reconhecido e avaliado.
domingo, 19 de junho de 2011
Deixe- Me Entrar (Let Me In)
Desculpem-me os norte americanos, mas que mania é essa de fazer remake de filmes que não são produzidos em seu país? Deixe-me Entrar é remake do filme sueco Deixe Ela Entrar, um filme de 2008!
Ambas histórias são iguais, menos um motivos para uma nova adaptação, há apenas algumas sutis diferenças entre a infinidade de cenas e diálogos repetidos. Porém é inevitável não perceber certa menção à saga Crepúsculo na versão americana, principalmente na cena em que Owen descobre que Abby é uma vampira. Será mais uma tentativa de ganhar o público com o sucesso alheio?
Apesar das semelhanças não gostei tanto da última versão quanto da primeira, o clima e até mesmo o idioma do filme original provocam uma sensação muito mais angustiante e tensa. Os atores igualmente colaboram para este clima, os pequenos americanos são ótimos mas não reproduzem os efeitos atingidos pelos suecos.
Em suma o filme é um cópia sem necessidade de existência, pura perda de tempo e pura má fé ao tentar obter lucro e sucesso em cima de um filme que já possui tudo isso. Ou seja, mais uma tentativa de monopolizar a sétima arte.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Atração Perigosa (The Town)
Filme dirigido, roteirizado e protagonizado por Ben Affleck. Conta a história de um grupo de ladrões que acredita não haver limites que possa detê-lo de praticar atos violentos e criminosos, por sempre acabar impune de suas ações. Como de praxe, o alvo é um dos bancos da cidade, precisão e organização são o lema da quadrilha, porém certos aspectos não podem ser previstos e um destes fatos obriga a quadrilha a levar como refém a gerente do banco.
A maior surpresa surge quando Doug (Ben Affleck) se apaixona pela refém, Claire (Rebecca Hall), levando a fama de intocáveis dos membros da quadrilha à perigo pelo fato de Claire estar ajudando o FBI a encontrar os responsáveis pelo assalto.
O filme toma proporções de terror psicológico quando Claire descobre que a pessoa que tanto ama é na realidade o mesmo que a deixou traumatizada no dia do assalto, porém a situação se agrava ainda mais quando a liberdade de Doug acaba em suas mãos, podendo ou não entrega-lo à polícia.
Um ótimo filme de ação, cenas muito bem feitas e espantosamente bem dirigidas, confesso que não levava muita fé na direção de Ben Affleck, mas com este filme ele ganhou alguns pontos positivos também acentuados pela sua boa atuação. Indico, apesar de ser um filme longo e em alguns momentos, poucos é verdade, ser parado destoando do ambiente de ação idealizado pelo filme, mas estas pausas podem servir como breves momentos para respirar e se preparar para a próxima cena de ação.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Tron- O Legado (Tron- Legacy)
Tron Legacy é a continuação de Tron Uma Odisséia Eletrônica de 1982. O filme apresenta um grande contraste tecnológico em relação ao primeiro, que usava efeitos especiais forçados e grotescos.
No novo filme, Flynn, vivido por Jeff Bridges assim como no primeiro filme, cria uma tecnologia capaz de transportar os usuários do jogo Tron ao mundo do jogo tornando os usuários parte da aventura. Porém fica preso no universo eletrônico e o mundo é dominado por Clu, personagem sósia criado por Flynn.
Vinte anos se passam e Sam Flynn, filho de Flynn, sem querer descobre a tecnologia criada pelo pai e é transportado para a cidade de Tron, onde é capturado e obrigado a participar de competições entre programas. A aventura realmente começa quando Sam reencontra o verdadeiro pai e a jornada até o portal se inicia.
Não considero este um filme ruim, pelo contrário, tem uma ótima qualidade técnica, apenas o enredo que deixa a desejar com a sua criatividade pouco explorada.
domingo, 20 de março de 2011
Além Da Vida (Hereafter)
Além da vida conta três histórias paralelas que sem querer acabam se entrelaçando. Marie é uma jovem jornalista que durante as férias tem a experiência de quase morte ao ser vítima do tsunami de 2004, devido a isto a sua concepção de vida após a morte muda drasticamente.A segunda história é de George, um jovem médium que busca uma vida normal, sem as badalações da vida de celebridade derivadas de seu sucesso. Por último, a história de Marcus, um menino inglês que perde o irmão gêmeo devido a um acidente de carro.
Na maior parte do filme, as histórias acontecem independentes, mas aos poucos detalhes comuns surgem e o destino se encarrega de uni-los fanzendo-os compartilhar experiências. O filme é longo e parado, o vai e vem das histórias faz com que a lentidão se intensifique e a falta de um objetivo claro cria uma atmosfera nublada e indeterminada. O filme em si é bom mas não possui destaques ou pontos de merecimento específico, é absurdamente comum, mal explorado e administrado.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Homem De Ferro 2 (Iron Man 2)
Na continuação da aventura de Tony Stark, temos o império do herói ameaçado pela concorrência empresarial e sua tecnologia tenta ser adaptada de diversas formas, tecnologia que pouco a pouco está matando-o devido a alta concentração de paládio em seu organismo derivada da miniatura do reator ark que Stark possui no peito.Neste filme, Stark terá que lutar contra o que ele mesmo criou, enfrentando os seus novos e antigos inimigos, enfrentando a sua própria capacidade de criação ao tentar buscar alguma nova invenção que tivesse a mesma eficácia que o reator ark porém sem ser prejudicial à saúde e enfrentando o governo que não apóia a existência de um herói cujo charme é a inconsequência.
O vilão não é a criatura mais temida da face da terra, na realidade, está longe, é bem fraco em aspectos de maldade, mas coloca em risco a existência do Homem de Ferro ao demonstrar que a tecnologia usada não é tão impossível de ser descoberta, copiada e/ou adaptada, mas o personagem fica nesta mera tentativa de destruir a boa aparência do herói. É quase uma piada.
Em termos técnicos o filme não possui nada de destaque, está tudo dentro da normalidade esperada em relação ao nível apresentado no filme anterior, inclusive os efeitos especiais e as atuações que foram os pontos de maior destaque anteriormente. Por fim, é possível perceber que o filme não é maravilhosamente perfeito, é normal mas encantador aos olhos dos amantes de histórias de super heróis, lógico, possui algumas falhas que os mais puritanos amantes dos quadrinhos julgam como sendo um erro indesculpável, porém nada que pudesse alterar o contexto ou prejudicar a essência da existência do imprevisível herói.
terça-feira, 8 de março de 2011
Zé Colmeia (Yogi Bear)
A adaptação para os cinemas do clássico infantil não poupou esforços para continuar sendo um clássico infantil. O filme foi feito para encantar crianças e talvez trazer algumas lembranças aos adultos, não é um filme exemplar, digno de alguma premiação, mas possui a pureza e o carisma dos desenhos.
A conciliação entre desenho e realidade ficou extremamente bem adaptada, não ficou exagerada ou gritante, posso dizer que, tecnicamente, é a melhor parte do filme. Quando ao enredo, como disse, é leve, puro e carismático, simples como deve ser. Há tempos não via um filme em que houvessem vilões típicos de histórias infantis, vilões que apesar das "más" atitudes acompanham o clima do filme, sem serem absurdamente ruins, são violões suportáveis à mente de crianças e nada assustadores.
Casa Comigo? (Leap Year)
Casa comigo é uma típica comédia romântica, onde sabemos que haverá um final feliz mas mesmo assim assistimos, rimos e choramos como se nada fosse previsível, tudo pelo prazer de reviver ou sonhar com grandes histórias de amor.
Anna (Amy Adams) viaja até Dublin atrás de seu namorado para pedi-lo em casamento, aproveitando a tradição irlandesa de que a mulher pode pedir o homem em casamento no dia 29 de feveriro. A aventura começa quando a viagem começa a dar errado, errado mesmo, tudo acontece ao mesmo tempo e tudo conspira para que ela não consiga chegar a tempo a Dublin. Os ventos a levam a uma pequena cidade, completamente distante de Dublin, onde não há meios de transportes que possam levá-la ao destino. Então, por uma coincidência, Declan, taxista dono do hotel que também é restaurante e bar, revolve levar Anna até Dublin em troca de uma quantia generosa de dinheiro. A partir dai já podemos desconfiar do que pode ou não acontecer, mas garanto, tudo acontece com ótimo humor e carisma.
O filme é extremamente leve e como disse, é uma típica comédia romântica e alto astral, os conflitos acontecem de forma descontraída e os sentimentos surgem naturalmente, uma perfeita sincronia.
domingo, 6 de março de 2011
Scott Pilgrim Contra O Mundo (Scott Pilgrim Vs. The World)
Um filme no estilo "Kick Ass" que alia história em quadrinhos a jogos de vídeo game, uma verdadeira surpresa!
Não digo que o filme tenha uma ótima qualidade técnica ou atuações surpreendentes, nestes pontos o filme é mediano, sem grandes surpresas. O interessante mesmo é o alto astral, mesmo em cenas de "tristeza" o ambiente não desmorona em sentimentos pessimistas, pelo contrário, por haver sempre o clima de jogos de vídeo game, as cenas se tornam incrivelmente descontraídas, mas sem perder a sua essência.
Scott Pilgrim tem que enfrentar os sete ex-namorados da sua atual namorada e neste ponto que o clima de jogos de vídeo game se conecta ao clima de história em quadrinhos, lutas descontraídas com o melhor dos super poderes sem demonstrar violência.
O exagero taxativo foi usado com sabedoria, nas dosagens corretas e como uma arma favorável e complementar do ambiente descontraído criado no filme. Talvez é possível dizer, paradoxalmente, que o exagero não foi exagerado.
Um filme alto astral, descontraído e de uma qualidade relevante, assim defino Scott Pilgrim ao enfrentar os sete vilões para conquistar completamente a sua namorada.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Reencontrando A Felicidade (Rabbit Hole)

Reencontrando A Felicidade, filme que rendeu a Nicole Kidman uma indicação ao Oscar na categoria de melhor atriz, conta a triste história de um casal, Becca e Howie, ao tentar superar a morte do filho de apenas 4 anos que fora atropelado em frente a sua casa.
Os conflitos, desequilíbrios e as superações são os verdadeiros protagonistas desta história, o filme mostra como uma situação como esta pode desestruturar tudo que havia sido construído a longo prazo, mas também mostra que procurar manter os pés no chão, tendo consciência de que a vida deve seguir em frente, sem desrespeitar a memória do filho pode ser a única chance de manter a integridade mental e a saúde familiar.
Tentar seguir em frente não é uma forma de tentar apagar da memória a pessoa querida, é mostrar amor e respeito a ela, o contrário disso, a depressão, tristeza e sofrimento são formas de manter uma ligação errada com a pessoa que se foi. Sempre devem ser lembradas com alegria e superação e nunca por maus sentimentos.
quarta-feira, 2 de março de 2011
127 Horas (127 Hours)
93 minutos de aflição, dor e resistência. O melhor teste de sobrevivência só pode ser criado pelo próprio destino, não podendo dele escapar. Aron é um aventureiro que desde pequeno ia as montanhas de Utah para desbravar as aventuras naturais, era seu hobby favorito e pela experiência se tornou autoconfiante e cego aos perigos.
Durante uma de suas aventuras, Aron se desequilibrou e caiu dentro de um fenda profunda e sua mão ficou presa entre uma pedra e a parede. A escassez de alimentos e de água aliada ao desgastes físico e mental levaram Aron ao seu limite, por várias vezes tentou puxar o braço, empurrar a pedra, levantar a pedra, raspar a parede, etc., várias tentativas fracassadas. A única solução para Aron seria cortar o braço, já comprometido, mas tudo que ele tinha para fazer isso era uma ferramenta multiuso barata, se Aron tiver forças e quiser viver esta pode ser a sua única chance de conseguir voltar para a casa.
A atuação de James Franco é ótima, nem parece aquela criatura sem graça que estava enfeitando o Oscar, conseguimos sentir a dor do personagem e sua aflição ao perceber a dificuldade da situação. A direção do filme é muito boa, a fotografia muito clara e objetiva e uma trilha sonora que desempenha muito bem seu papel de complementar o filme.
terça-feira, 1 de março de 2011
O Lobisomem (The Wolfman)
Nada melhor do que um filme ambientado na Inglaterra na década de 40 para dar aquele toque sombrio em um filme de suspense.
Nesta história temos Lawrence Talbot, vivido por Benicio Del Toro, um ator inglês que vive na américa. Um dia recebe uma carta da futura esposa do irmão, pedindo para que ele volte à Inglaterra para ajudar a encontrar o irmão que está desaparecido. Quando chega a casa de seu pai, já na Inglaterra, Lawrence descobre que o corpo do irmão já foi encontrado e que está quase destruído, pórém, um ser humano não conseguiria fazer um estrago tão selvagem em um semelhante.
Lawrence resolve ficar por mais tempo para tentar descobrir o que realmente aconteceu com seu irmão, até que começa a circular a história de que o lobisomem, que há muito estava sumido, voltou. A situação se torna mais complicada quando Lawrence encontra a criatura e é ferido por ela, Lawrence terá que se conformar em se tornar a mesma criatura que matou o seu irmão e nada poderá ser feito. Mas será que duas criaturas conseguirão ocupar o mesmo lugar? Lawrence conseguirá controlar a fúria selvagem que dominará seu corpo nas noites de lua cheia? Essas são questões intrigantes, que podem ser reveladas ou ampliadas ao assistir ao filme. Talvez algumas partes pareçam bobas ou mal feitas, mas é a essência do ser humano achar "estranho" aquilo que não faz parte de sua realidade.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Inverno Da Alma (Winter's Bone)
Uma jovem de 17 anos que tem que se fazer forte para cuidar da mãe doente e dos irmão pequenos na ausência do pai, este procurado da polícia por atividades ilícitas. Um dia recebe a visita do xerife da cidade que explica que caso o pai não apareça no julgamento, eles perderão a casa e as terras, já que ele deu os bens como garantia de sua presença. A menina começa então a tentar encontrar o paradeiro de seu pai e onde quer que vá recebe sempre a mesma mensagem, para não meter o nariz onde não é chamada. Mas o medo de não ter para onde ir e não ter como criar seus irmãos faz com que ela use a segurança e a coragem que não tem para enfrentar grandes chefes do tráfico até encontrar o seu pai.
A atuação de Jennifer Lawrence é surpreendente, ela criou uma personagem forte, de presença e atitude, poucas atrizes seriam capaz de interpretar este papel com tamanha destreza. O filme é forte, assim como a personagem e com outras atuações muito boas, além de um roteiro claro e intenso. Inverno da Alma é uma lição de determinação e coragem, mostra que não devemos desistir de nossos reais objetivos custe o que custar e a nobreza dos sentimentos é uma das maiores armas contra o desespero e a insegurança.
A Mentira (Easy A)
A mentira protagonizado por Emma Stone mostra as proporções que uma simples mentira pode tomar. Olive é convidada por sua amiga para passar o final de semana em sua casa, por ela e sua família serem meio estranhos, Olive resolve dizer que vai acampar com uma turma. Passa o final de semana inteiro dentro de casa, ouvindo música, cantando, ouvindo música, mexendo no computador, ouvindo música e ouvindo música. Na segunda feira, quando a amiga pergunta como foi o final de semana, ela conta que ficou com um garoto e a amiga se empolga e faz com que Olive admita que perdeu sua virgindade com ele, o que é mentira. Porém, as paredes tem ouvidos e Marianne, inimiga declarada de Olive ouve e se encarrega de espalhar a novidade. Olive conta para um menino gay da escola que a história é mentira e ele pede que ela simule ter um caso com ele para que não seja mais alvo de implicâncias. Tarefa cumprida. Logo vão surgindo mais pessoas para serem ajudadas e cada vez mais a reputação de Olive vai piorando, a história toma proporções gigantescas.
O filme é bem engraçado e alto astral, conta com humor aquela lição de moral básica, mas sem se tornar chato ou muito careta, como muitos podem achar este tipo de filme, apesar disso, o filme vale bem mais pelo humor do que pela moral.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Burlesque
Burlesque tenta ressuscitar o clima de Chicago e Moulin Rouge, em alguns momentos fica tão bom quanto, mas em outros se torna fraco e mal desenvolvido.
Apesar de ser protagonizado por duas cantoras, as atuações são relativamente boas mas destaques e a essência de sua história é interessante mas não muito bem desenvolvida, tornando assim, o filme com mais um ponto fraco.
Ali, vivida por Christina Aguilera, sai de sua cidade para tentar achar o sucesso em L.A, lá tenta de todos os jeitos até ser aceita por Tess (Cher) em seu clube noturno, onde fará apresentações de dança. Durante uma das apresentações de Ali, o som parou e ela teve que improvisar cantando. Sucesso absoluto e Ali passa a ocupar o lugar de destaque do espetáculo. Mas o drama continua, a casa noturna está com os dias contados, Tess está endividada e não consegue saldar a sua dívida e ainda há um grande empresário tentando comprar o local. Um absurdo! Tess nunca desistirá de seu maior sonho conquistado.
Para um musical, as músicas são bem escassas e não complementam as cenas, mas a arte do filme é encantadora e as atuações, como disse anteriormente, por não serem "profissionais" não até surpreendentes, talvez seja o ponto que mais compensa o filme.
Assinar:
Postagens (Atom)