BoJack Horseman

BoJack Horseman é uma série muito promissora, que te prende na história e que sabe construir a história de uma forma competente, tanto que já foi renovada para uma segunda temporada, além de existir um easter egg com a abertura de “Horsin’ Around” e um episódio de natal do mesmo.

BoJack Horseman

Critica | Lucy

O que aconteceria se os humanos usassem 100% da capacidade cerebral?

Critica | Lucy

Resenha de Psicose, de Robert Bloch

Procurei enlouquecidamente nas livrarias e sebos durante anos e nunca encontrei! Estava prestes a desistir quando a Darkside Books decidiu republicar o título no Brasil! Viva!

As fugitivas

Neuromancer, 30 anos

Detalhes da edição especial de 30 anos de Neuromancer.

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LIVRO | Perdido em Marte

O que você faria se ficasse perdido em marte?

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O Iluminado, de Stephen King

O Iluminado se tornou uma das minhas obras favoritas a serem lidas durante o dia. Sim, durante o dia. Apenas.

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Oscar | As Injusticas do Oscar 2013


Nas mãos de um dos apresentadores mais polêmicos já escolhidos, a premiação do Oscar teve seus vencedores divulgados no último domingo, 24 de fevereiro. Seth McFarlane, criador da série animada “Family Guy” foi o responsável, juntamente com Jannifer Lawrence, pelo melhor desempenho de audiência da cerimônia nos últimos anos e por incentivar o acesso do público jovem à premiação máxima do cinema.

A noite foi embalada pelos ritmos dos principais musicais, como parte da campanha incansável proposta pela Academia em resgatar o estilo, Seth McFarlane cantou e dançou ao lado de grandes estrelas e garantiu o antigo espírito da cerimônia e além de seu show particular a premiação ainda contou com espetáculos de música e dança de Charlize Theron, Channing Tatum, Catherine Zeta-Jones e o elenco de Os Miseráveis.

A 85ª cerimônia de entrega dos Academy Awards foi sem sombra de dúvidas a que sofreu maior influência da mídia provocando inclusive algumas injustiças (o que não é sinônimo de falta de qualidade). Todos os indicados ocuparam esta posição por merecimento e qualidade técnica e não estariam lá se não fosse o seu bom desempenho, logo, é possível considerá-los grandes vitoriosos. No entanto, alguns dos vencedores apenas receberam a estatueta devido às campanhas de mídia, “clamor social”, compensação e até mesmo para garantir a superioridade do cinema norte americano. 

Encontraremos as “injustiças” ditas anteriormente entre os principais prêmios, como é o caso de Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Filme (lembrando que o uso do termo injustiça não significa falta de merecimento ou qualidade). 

Daniel Day-Lewis é dono da fantástica atuação em Lincoln (leia a crítica aqui), onde deu vida ao personagem que dá nome ao filme, sua perfeita caracterização nos convence que aquele é de fato o 16º presidente dos Estados Unidos e a ótima reconstrução histórica completa aquela que vem a ser uma das melhores, se não a melhor atuação do ator. Do outro lado da balança, temos a esquecida e subestimada atuação de Joaquin Phoenix em O Mestre, onde o ator da vida ao alcóolatra e problemático Freddie. A atuação do ator se tornou mais do que um agrado aos amantes do cinema, se tornou uma conquista pessoal para Phoenix que vinha enfrentando problemas semelhantes aos do personagem e após um período de afastamento das telonas o ator ressurge das cinzas, como seu próprio nome induz, neste brilhante papel. 
Não desmerecendo o prêmio recebido por Lewis e sim colocando a atuação de Phoenix em seu devido lugar e, ainda, analisando a complexidade de ambos os trabalhos, a atuação de Phoenix se torna superior em inúmeros aspectos.

Mencionar filmes que caíram no agrado do público é um tanto quanto complicado, mas vamos lá. Jannifer Lawrence se tornou a mais nova queridinha de Hollywood, muito se deve a sua atuação em Jogos Vorazes e a conquista do carisma pelo público adolescente, e em sua forte atuação em O Lado Bom da Vida a atriz terminou o seu trabalho de conquista e arrecadou mais alguns milhões de fãs. O que acontece é que sua forte atuação se tornou mais forte do que realmente foi devido ao clamor social e às campanhas de mídia, tornando seu rostinho bonito muito mais agradável do que um rostinho francês enrugado. Emmanuelle Riva foi a atriz mais velha indicada ao Oscar e a não recebê-lo, sua experiência e sua postura garantiram uma atuação completa, sincera e sem falhas no drama resultado da coprodução entre Áustria, França e Alemanha. Apenas consigo definir o filme Amor e a atuação de Riva como sendo um tiro seco e certeiro, um filme perto da perfeição técnica e artística. Não há como comparar duas atuações tão distintas, Lawrence e Riva, mas mais uma vez aplicando a tese da complexidade de atuação, Emmanuelle Riva é, definitivamente, uma lição de excelente atuação.

Este ano, a categoria de Melhor Ator Coadjuvante estava relativamente fraca e não há alguém específico para defender, no entanto vejo a premiação conferida ao ótimo ator Christoph Waltz levemente prematura e repetitiva. O papel de Waltz em Django se tornou uma repetição de seu papel em Bastardos Inglórios, aliás, sua atuação se tornou uma repetição e, saliento novamente, não significa que o ator não tenha feito um ótimo trabalho ou que o prêmio não tenha sido merecido, apenas acredito que foi entregue a ele devido à falta de qualificações equivalentes na categoria.

Por fim, o prêmio principal foi conquistado pelo filme Argo (leia a crítica aqui) e de fato o filme é merecedor do prêmio, apesar de não ser “redondinho”, ou seja, não estar ao nível da perfeição. Ainda assim, acredito que o real merecedor seja o filme Amor, pois como já mencionei, o filme possui exatamente a qualidade que falta em Argo, a aproximação da perfeição técnica e artística. Mas por que será que a Academia não deu o prêmio me Melhor Filme ao filme que melhor expõe as qualidades cinematográficas? Seria para se desculpar com Affleck por sua não indicação à Melhor Diretor? Ou seria para garantir a superioridade do cinema americano e evitar que pelo 2º ano consecutivo um filme de origem francesa fosse consagrado e recebesse os principais prêmios? Bom, são perguntas que não saberemos as respostas através da Academia, mas vale a pena refletir e observar o que de fato é bom ou o que de fato é feito para que pensemos que é bom.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Critica | Argo


O filme é ambientado em 1979, quando a embaixada americana do Teerã é invadida por militantes que exigiam a extradição do ex-governante do país, Mohammad Reza Pahlavi, que estava em tratamento de saúde nos Estados Unidos. Na invasão, as pessoas que trabalhavam no local foram feitas reféns, escapando da tortura apenas seis destes.

Com relação ao grande grupo que estava sob domínio dos militantes não havia nada de imediato e seguro que o governo dos Estados Unidos pudesse fazer, porém com relação ao pequeno grupo, que havia se refugiado junto ao embaixador do Canadá, ainda havia esperanças. A CIA estava responsável pelo resgate dos 6 refugiados e uma série planos de salvamento foram elaborados, até que a ideia de Tony Mendez se destacou, ou melhor, se tornou a mais plausível.

O agente teve a ideia criar um falso filme que teria como locação pasra filmagens o Teerã e usaria do prestígio universal do cinema hollywoodiano para convencer os militantes radicais a permitir a avaliação do local com a sua equipe e a grande sacada estaria na composição desta equipe, que seria formada pelos seis refugiados.

Mas como Mendez conseguiria enganar o governo do Teerã e levar os refugiados em segurança para os Estados Unidos?

Ninguém sabia, mas eram seis vidas que estavam em risco e Mendez não deixaria de cumprir sua missão.

O agente organizou um escritório, comprou um roteiro e artes e contratou uma equipe de apoio pois nada poderia sair errado e viajou para o Teerã. Lá chegando, entrou em contato com a equipe, passou a treiná-los e começou a falsificar a documentação necessária para a viagem do grupo.

A missão suicida e desacreditada pela própria CIA, que se tornou uma grande lição para todos os envolvidos, foi astuciosamente relatada em um excelente roteiro, cheio de detalhes e narrativas bem amarradas coordenadas por uma segura e precisa direção. Ben Affleck mais uma vez se mostra capaz de realizar um ótimo trabalho técnico, porém, talvez seja cedo demais para aliar direção e atuação e, ainda, talvez fosse interessante se dedicar mais ao que anda fazendo de melhor ultimamente: dirigir.

O filme não possui grandes atuações, a qualidade é bem ao nível do aceitável para uma produção com um orçamento de 44 milhões de dólares, porém compensa nos aspectos técnicos como direção, roteiro e enredo. Enfim, Argo é um dos melhores filmes do ano, está longe da perfeição mas tenho certeza de que Ben Affleck está no caminho certo para se tornar um dos diretores mais prestigiados da nova safra.

ARGO ESTÁ EM PRÉ VENDA EM BLU-RAY E DVD

Saraiva Blu-ray
Saraiva DVD

O LIVRO QUE SERVIU DE BASE PARA O FILME JÁ ESTÁ DISPONÍVEL

Saraiva
Saraiva E-book

sábado, 28 de abril de 2012

Intriga de Estado, de mídias, de caráteres...

Intriga de Estado (2009)
Alguém se lembra do filme Intriga de Estado (Universal Studios, 2009)? Um interessante thriller político envolvendo um congressista americano e um jornalista da capital estadunidense, Washington. É o típico filme que conduz o espectador em uma linha de raciocínio e no final muda toda ela. Surpreende com toda a reviravolta e ainda mostra um lado do jornalismo que não se vê todos os dias: a parceria e as diferenças entre o jornalista padrão e das antigas, Cal McCaffrey (Russell Crowe), e a repórter novata e inexperiente, Della Frye (Rachel McAdams), durante a investigação de um caso de um possível homicídio.

A história do filme é mais ou menos assim. Stephen Collins (Ben Affleck) é um político americano que se vê ameaçado quando descobrem que a sua amante e parceira de trabalho morre, inicialmente tratando-se por homicídio. O melhor amigo de Stephen, Cal McCaffrey, jornalista que trabalha em um jornal em Washington, começa a investigar o caso e descobre que as coisas vão muito além de um simples suicídio. A relação dos dois é posta em prova a cada passo que o jornalista dá em busca da verdade.

A enfurecida editora do jornal e os dois repórteres
O filme é baseado em uma série inglesa da BBC. Para quem gosta de suspense, eu recomendo. Além disso, a história é inteligente e deve ser assistida com atenção, para que você mesmo possa juntar os pontos do mistério. Além disso, temas polêmicos como escândalos sexuais, corrupção e guerra são amplamente abordados no filme. A crítica também é implícita e põe em cheque as políticas do governo norte-americano e as privatizações, principalmente da guerra.

Deve-se também refletir intensamente sobre o jornalismo, com a intensa e perigosa busca pela ‘exclusiva’, e o papel das relações públicas na construção e transformação da imagem de seus clientes – normalmente políticos – e situá-los no contexto atual da sociedade, gerida essencialmente por interesses e estratégias de manipulação pública.

E você? Assistiu ou vai assistir a esse filme? O que achou? Comente!



Por Gabriel Johnson (@80cao)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Atração Perigosa (The Town)

Filme dirigido, roteirizado e protagonizado por Ben Affleck. Conta a história de um grupo de ladrões que acredita não haver limites que possa detê-lo de praticar atos violentos e criminosos, por sempre acabar impune de suas ações. Como de praxe, o alvo é um dos bancos da cidade, precisão e organização são o lema da quadrilha, porém certos aspectos não podem ser previstos e um destes fatos obriga a quadrilha a levar como refém a gerente do banco.
A maior surpresa surge quando Doug (Ben Affleck) se apaixona pela refém, Claire (Rebecca Hall), levando a fama de intocáveis dos membros da quadrilha à perigo pelo fato de Claire estar ajudando o FBI a encontrar os responsáveis pelo assalto.

O filme toma proporções de terror psicológico quando Claire descobre que a pessoa que tanto ama é na realidade o mesmo que a deixou traumatizada no dia do assalto, porém a situação se agrava ainda mais quando a liberdade de Doug acaba em suas mãos, podendo ou não entrega-lo à polícia.

Um ótimo filme de ação, cenas muito bem feitas e espantosamente bem dirigidas, confesso que não levava muita fé na direção de Ben Affleck, mas com este filme ele ganhou alguns pontos positivos também acentuados pela sua boa atuação. Indico, apesar de ser um filme longo e em alguns momentos, poucos é verdade, ser parado destoando do ambiente de ação idealizado pelo filme, mas estas pausas podem servir como breves momentos para respirar e se preparar para a próxima cena de ação.